25 de junho de 2026

TCU demole trabalho dos militares que ocupam a Saúde na pandemia de coronavírus

Governo Bolsonaro não tem diretriz clara para enfrentar a crise sanitária, toma decisões sem médicos e cientistas e deixa Estados e municípios à deriva, aponta relatório do TCU

Jornal GGN – O governo Bolsonaro, que decidiu entregar o Ministério da Saúde à tutela dos militares, não tem “diretriz” clara para combater a pandemia de coronavírus. O comitê que cuida da crise sanitária está carente de médicos e cientistas. A falta de liderança leva Estados e municípios a agirem por conta, sujeitos a erros estratégicos que podem custar vidas, e ao desperdício de dinheiro público.

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Essa é a avaliação é do Tribunal de Contas da União, após auditar o comitê de crise do coronavírus do governo federal. Em relatório apresentado na quarta (24), o TCU informou que “não identificou a definição de diretrizes estratégicas capazes de estabelecer objetivos a serem perseguidos por todos os entes e atores envolvidos”.

Segundo o TCU, o governo Bolsonaro sequer conseguiu priorizar as regiões do País mais necessitadas de recursos para a construção de hospitais de campanha, por exemplo.

A inação do governo levou a uma outra situação problemática, com Estados e municípios assumindo a responsabilidade por fazer a compra dos equipamentos, muitas vezes de maneira “superdimensionada”. Prefeitos e governadores também tiveram de construir hospitais de campanha, por vezes “sem dados demográficos e sanitários” que embasam a decisão, além de decretar o isolamento social “além ou aquém do estritamente necessário”.

A ausência de diretriz, segundo o TCU, está refletida inclusive na “saída de dois ministros da Saúde num intervalo de um mês durante a maior pandemia deste século.”

A insistência do presidente Jair Bolsonaro em minimizar a crise sanitária, criticar os governadores e empurrar a cloroquina para o público já derrubou dois médicos: Luiz Henrique Mandetta e Nelson Teich da Saúde. Na esteira das demissões, técnicos que atuavam no Ministério da Saúde há décadas também deixaram seus cargos.

Com isso, Bolsonaro garantiu na Saúde a entrada de um time de militares escolhidos pelo ministro interino, o general Eduardo Pazuello.

A “ausência de representantes da medicina e da ciência” no comitê que discute a pandemia faz com que “decisões não baseadas em questões médicas e científicas” sejam adotadas, disse o TCU, “resultando em baixa efetividade” das medidas de prevenção, no desperdício de recursos públicos e no aumento de novos casos e mortes pelo País.

O ministro Vital do Rêgo, autor de relatório, destacou que “os cargos-chave do Ministério da Saúde, de livre nomeação e exoneração, não vêm sendo ocupados por profissionais com essa formação específica” e recomendou a inclusão de profissionais da área médica.

O TCU também decidiu alertar a Casa Civil sobre as fragilidades que podem “comprometer” os custos e os resultados do enfrentamento à pandemia. Recomendou ainda que a Secretaria de Comunicação passe a divulgar ações com frequência e sugeriu que as atas das reuniões do Comitê sejam publicadas.

Com informações do Conjur e da Reuters

Redação

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8 Comentários
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  1. Marcos Videira

    25 de junho de 2020 1:36 pm

    O general Pazuello e sua equipe de 23 oficiais militares devem ser, no tempo adequado, responsabilizados pelas dezenas de milhares de mortes de cidadãos brasileiros pelo CoronaVírus. Não poderemos aceitar que os militares sejam inocentados porque apenas cumpriram ordens superiores. As dezenas de milhares de mortos estão sendo banalizadas pelo general Pazuello e sua equipe de militares. São cúmplices ativos da ação criminosa de Bolsonaro.

    1. Marco A.

      25 de junho de 2020 2:26 pm

      Julgamento e punição exemplar aos genocidas fardados!

    2. Hiroaki

      25 de junho de 2020 6:27 pm

      Só para teu conhecimento, o stf tirou a responsabilidade do Governo Federal esta tarefa e repassou aos estados e municipios, vão cobrar do stf. Este tcu que ficou calado quando o pt roubava agora vem cantar de galo. São uns m…

  2. Carlos Elisio

    25 de junho de 2020 1:40 pm

    Agora, somente após 53mil mortes e mais de 1 mIlhão de casos — com suspeita de subnotificacoes — órgãos de fiscalização e controle concluem o óbvio?
    Será que à partir desta “brilhante” conclusão serão implementadas ações efetivas capazes de impedir outras 50 mil mortes ou será apenas mais um relatório a ser inserido na pasta ?
    Aliás, também o arquivo será morto.

  3. Marco A.

    25 de junho de 2020 1:52 pm

    O estafermo que se senta na cadeira de ministro da saúde foi, por dois meses, até fevereiro de 2019, secretário de fazenda de Roraima. É isso mesmo? Que triste destino o nosso!

  4. Lúcio Vieira

    25 de junho de 2020 2:04 pm

    Bolsonaro já disse, com suas próprias palavras que ele, enquanto militar sabe matar. Se a visão é esta, de quem é da carreira militar serve (ou aprende) para matar, colide com o aprendizado do profissional da saúde que serve para tratar, curar.

  5. Rogério Bezeera

    25 de junho de 2020 2:05 pm

    Ser brasileiro é ter a certeza, absoluta, que sua existência não tem a menor importância.
    Essa verdade todos nós temos desde criança.
    O terrível é saber que mesmo Miguel Nicolelis, Santos Dumont, Pelé, Milton Santos ou Chico Buarque também sabem que o país não os honra e nem os honrará.
    Por isso é também doído ser do Brasil, viver no Brasil ou apenas passar pelo Brasil.

  6. Edna Toffanetto

    27 de junho de 2020 12:22 am

    É triste o que está acontecendo nesse país,que mais parece um barco á deriva,em alto mar…..perdido.A falta de respeito pela VIDA desse desgoverno sociopata,está levando o país a ruína…

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