
Jornal GGN – O Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) suspendeu, na segunda-feira (3), a ação penal da Operação Voldermort, que investiga a participação de Luiz Abi Antoun, primo do governador Beto Richa (PSDB), em esquema de fraude em licitações. Abi, contudo, também é alvo de inquérito sobre desvio de dinheiro da Receita Estadual e formação de caixa dois na campanha que reelegeu o tucano em 2014.
Nesta terça-feira (4), de acordo com o Jornal de Londrina, o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) informou que irá recorrer da decisão do TJ-PR. O Tribunal alegou que o Gaeco não tem a competência para investigar pessoas como a secretária de Administração e Previdência Dinorah Nogara, que seria de competência do TJ-PR.
“O procurador de Justiça e coordenador estadual do órgão, Leonir Batisti, lembrou que o Gaeco de Londrina não investigou a secretária de Administração e Previdência, Dinorah Nogara. ‘Em nenhum momento as investigações foram em face da secretária.’ A afirmação de que as investigações envolveriam Dinorah foi utilizada pela defesa de Luiz Abi Antoun para justificar que os réus sejam investigados e julgados pelo TJ”, destacou o jornal.
“O juiz de 1º grau [Juliano Nanuncio] não deferiu nenhuma medida contra a secretária. Isso quer dizer que a questão do crime ou do não crime sequer foi questionada neste momento das investigações pelo Gaeco de Londrina”, reforçou Batisti.
De acordo com o Valor, o Ministério Público enviou as suspeitas em relação à Nogara à Procuradoria-Geral de Justiça, em função da prerrogativa de foro privilegiado.
Até o momento, os advogados de Abi Antoun conseguiram convencer o TJ-PR de que houve “usurpação de função” comprovada pela realização de busca e apreensão no Departamento de Transporte (Deto), órgão da Secretaria de Administração e Previdência. Autorizada pela 3ª Vara Criminal de Londrina, a ação teria sido uma “violação de competência do Órgão Especial do TJ-PR.
paulo vi
4 de agosto de 2015 9:11 pmJudiciário paranaense tem
Judiciário paranaense tem como referência o dr. Richa, não se toca sequer em primo distante da excelência. Lindo!
MarFig
4 de agosto de 2015 9:12 pmGente, esse site tá ficando
Gente, esse site tá ficando muito monótono. Será que não tem nenhuma novidade por aí não?
CB
4 de agosto de 2015 9:21 pmNão é o site, é a justiça que
Não é o site, é a justiça que está ficando monótona e previsível. Também devia ser assim na França pré-queda da Bastilha.
FH
5 de agosto de 2015 7:46 amA historia é feita de documentos
Até concordo que a justica, como de tradicao o mais conservador dos poderes realmente só tem monotonia e previsibilidade a oferecer. Contudo, a ideia de que noticias nao tem que ser sempre excitantes…ja me parece errada so por principio, com certeza nao é um criterio adotado pelo Ggn, mas talvez pelas revistas de fofoca bem conhecidas por ai especializadas no bafafa ou planfetos da violencia e morte que so noticiam tragedias. Bem, até ai tudo bem cada macaco no seu galho.
Gostaria de chamar a atencao para o importantissimo trabalho de documentacao que este portal de noticias faz no sentido de escrita da historia. Como sabemos sempre os vencedores tem costume de narrar a historia e naturalmente suas glorias pois detem hegemonicamente os meios de comunicacao ou de producao do conhecimento. Isso, fortunadamente ja nao é necessariamente tao assim. Especialmente com a difusao do poder atraves da democratizacao da informacao, recente mais desde ja impactante.
Mais ainda, para fins cientificos e de “refrescamento” da memoria do povo. No Brasil pesquisa vai de mal a pior mas com o tempo as ciencias sociais (quase extintas das unis pela direita, ah que coicidencia) esta lentamente voltando. Aí da-lhe estudo e relatorio na ontologia de qqer prefencia para pautar a vida das pessoas publicas, de carreira ou nao, mecanismo de controle democratico muito bom contra os que apresentam certa dificuldade de separar o pub do privado. Ainda tem muito chao para chegarmos a tanto, mas é um movimento latente e palpavel na sociedade. De forma muito otismista vejo tudo e vale sempre estar documentando material que vale como “pesquisa de campo”.
Emanuel Augusto
4 de agosto de 2015 9:26 pmNovidade
Também concordo, isso lá é novidade? Tucano ser protegido pela justiça e mídia?
Dalva Maria
6 de agosto de 2015 4:15 pmFalta de vergonha na cara
Quem pune os corruptos da toga????quem pune os falsos juizes? Quem pune os que não punem o PSDB?????
Enqto isso: #PSDBtemLicençaParaRoubar
Cafezá
4 de agosto de 2015 9:50 pmComeça assim. E pode acabar
Começa assim. E pode acabar também assim.
Cris Kelvin
4 de agosto de 2015 10:42 pmJustica do Paraná é a quarta pior ao jugar casos de corrupção
Relatório parcial do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) revela que o Paraná é um dos estados mais atrasados no cumprimento de uma das metas estabelecidas para 2014, que é julgar todos os processos de improbidade administrativa e crimes contra a administração pública iniciados até dezembro de 2012. Dos 5.219 processos acumulados até essa data na Justiça estadual – que colocavam o Paraná em 5º lugar no ranking de processos “em estoque” –, foram julgados 1.142 ou 22% do total. Com esse desempenho, o Judiciário do estado aparece como o 4.º pior do país, à frente apenas de Bahia, Piauí e Rio de Janeiro (Mato Grosso não divulgou as informações).
INFOGRÁFICO: Veja o desempenho da Justiça estadual nos julgamentos de casos de corrupção
Ao todo, os tribunais estaduais tinham se comprometido a julgar 86.418 processos. Apesar do compromisso, apenas 30.911 foram analisados. A média nacional é de 36% e se refere aos processos julgados até julho. Os dados foram informados pelos próprios tribunais ao CNJ. O prazo para o atingimento da meta vai até 31 de dezembro.
Entre os 26 estados e o Distrito Federal, Alagoas foi o que mais se aproximou da meta: 93% dos processos acumulados no estado foram julgados. O pior resultado foi o da Bahia, que atingiu apenas 6% da meta. Dos 7.202 processos iniciados no estado até dezembro de 2012, somente 427 foram julgados.
Condenações
No Distrito Federal, 52% dos processos resultaram em condenações. É o maior índice entre os estados. Os piores indicadores são da Justiça estadual do Maranhão. Lá, em apenas 3% dos casos julgados houve condenados. Alagoas, o que mais julgou, foi o segundo estado que menos condenou, com 12%. Nesse item, porém, oito estados não informaram dados. O Paraná condenou réus em 359 dos 1.142 processos julgados. Com 31% de condenações, o estado igualou a média nacional. O índice coloca o Paraná em nono lugar entre os que mais condenaram.
Como o levantamento não inclui os processos que começaram a tramitar após dezembro de 2012, não é possível precisar quantos casos aguardam julgamento atualmente. Também não é possível saber em que data exata, antes de dezembro de 2012, os processos começaram a tramitar. Ou seja, não há como saber se os tribunais foram ágeis ou morosos. Os dados completos serão divulgados pelo CNJ no VIII Encontro Nacional do Poder Judiciário nos dias 10 e 11 de novembro, em Santa Catarina.
http://www.gazetadopovo.com.br/vida-publica/parana-e-o-4-pior-estado-em-julgar-casos-de-corrupcao-efmn0kilt5iemg51uez35mr0u
E também julga metade da média dos processos julgados em outros estados brasileiros.
Amanda Trindade
5 de agosto de 2015 1:35 pmFoi só suspensa, não quer
Foi só suspensa, não quer dizer que ele vai sair por aí como se nada tivesse acontecido. O que for pra ser vai ser, se ele é culpado quando voltarem com as investigações ele vai preso.
Silva23
5 de agosto de 2015 6:04 pmOs ignorantes do teclado sempre se achando certos e com a razão.
Aos ignorantes de plantão, uma ação paralizada, não é uma ação extinta. Da maneira que manda a lei, ela seja julgada no foro a que compete. Outra, esse Abi não é político, não é do PSDB. E possui o mesmo grau de parentesco entre Caim e Noé, 10º grau.
Claudio Rangel
5 de agosto de 2015 6:53 pmNão vai ajudar Luiz em nada,
Não vai ajudar Luiz em nada, foi suspenso mas logo continuam a investigar, e se ele realmente for culpado terá de ser punido. Afinal se cometeu erro tem que pagar pelo que fez!!