Jornal GGN – O médico e coordenador do grupo de gestão de crise de coronavírus em São Paulo, David Uip, confirmou nesta quarta (8) que a receita em que ele prescreve para si mesmo a compra de cloroquina é verdadeira. Ele não confirmou, contudo, que fez uso do medicamento durante seu quadro pessoal de coronavírus.
“A receita é da minha clínica. Ela é real. Algum lugar vazou de forma incorreta”, disse. “Essa receita é de 13 de março e meu diagnóstico é 23 de março”, comentou durante entrevista à rádio Gaúcha.
Segundo ele, a aquisição foi feita pela clínica da qual é sócio. “Temos 12 médicos e 9 infectologistas, todos que trabalham com infecção. Todos muito envolvidos na linha de frente no tratamento de coronavírus. Na clínica tomamos decisão de comprar diversos medicamentos, entre eles, a cloroquina.”

Uip argumentou que “não tenho nada contra o uso de cloroquina. Pelo contrário, eu uso nos meus pacientes internados. O que está se fazendo confusão é a respeito do meu tratamento pessoal. O meu tratamento, o que eu deveria fazer do ponto de vista de preocupação eu fiz, nos meus primeiros sintomas eu fiz exame. (…) A transparência como homem público é dizer tudo que eu tenho. Divulgar um tratamento para propagação ou não de medicamentos eu acho incorreto”, disse.
Bo Sahl
8 de abril de 2020 6:52 pmA FALSA, ESTÉRIL, DISTRACIONISTA E ARRISCADA DISCUSSÃO da (Hidroxi) Cloroquina E Azitromicina.
Imaginemos a seguinte estorinha:
Um sujeito que não entende nada de corrida de cavalos escuta de um tosador de cavalos que no próximo páreo vai ganhar o cavalo “17”.
Aí, o sujeito (um adolescente delinquente…), só para aparecer, vai no jardim e grava uma “live”, dizendo pra todo mundo que tá na cara que apostar no cavalo “17” é a “barbada”.
A maioria dos treinadores, jóqueis e “bookmakers” diz que pode até ganhar, mas não é “barbada”, só vamos saber quando o páreo terminar. Como o hipódromo tem “milhares de kms” o páreo vai durar algum tempo. Meses!
Enquanto isso, o apostador adolinquente, em vez de voltar a fazer seu trabalho e deixar os demais trabalhar, gasta todo seu tempo criando uma tremenda discussão sobre a vitória do cavalo “17” (chamado cocoquino). Atrapalha os demais jóqueis, quer fechar o guichê de apostas, mandar todo mundo torcer pelo “cocoquino”, contrata jornalistas de TV para promover o “17′, diz que vai dar uma canetada no treinador, manda os filhos nas redes para dizer que ele “tinha razão” e por aí vai.
Enquanto isso, com o páreo nem na metade, muitos de seus “ouvintes” comemoram a “sabedoria” e “razão” do “sábio” adolinquente, que “sempre tem razão” e sabe “de tudo”, mais ainda que os especialistas e até seus “comerdeiros”, digo conselheiros!
Mal sabe ele que a alguns CHIMPANZÉS foram dados 5 cavalos para também apostar e dois deles também “apostaram” no cocoquino…
Qual será o resultado?
Quem será mais “sábio”? O adolinquente ou os chimpazés?
Ou ambos?
Li de Brusque
8 de abril de 2020 6:53 pmO endereço, no Jardim América, é um dos mais caros do país. Uma vez que ele receitou para sí mesmo foi para estocar. Típico das elites paulistanas. Esse é o secretino do João Dória.
321 321
8 de abril de 2020 7:14 pmCarlos Marchi
21 h ·
É muito simples de entender. Mas as pessoas, por falta de compreensão, acabam fazendo um cavalo-de-batalha.
Por que David Uip não pode revelar se tomou a tal cloroquina no tratamento da Covid-19?
Very simple.
Se disser que tomou, todo mundo vai começar a tomar cloroquina à primeira tosse. E a correr risco de vida por isso.
Se disser que não tomou, a população vai somatizar que cloroquina NÃO É a salvação.
E não são os leigos que devem firmar esse protocolo. É a Ciência, a Medicina.
Tomar ou não tomar por conta própria um remédio que tem importantes efeitos colaterais é um risco à vida das pessoas.
Por isso David Uip não podia responder à pergunta idiota que um jornalista menor lhe fez.