Uma lembrança sobre os (neo)eleitores de Bolsonaro

Só pra lembrar algo que tem que estar o tempo todo na mente ao se falar da votação que Jair Bolsonaro terá em 7 de outubro:

Uma boa parte, talvez a maior parte, dos eleitores dispostos a votar em Jair Bolsonaro o fazem de caso pensado, não por “despolitização”. Talvez uns gatos-pingados que levam a sério o “mito”, mas os eleitores mais recentes votam no ex-capitão porque acreditam que apenas ele é capaz de fazer o que o PSDB não conseguiu fazer nas últimas quatro eleições – derrotar e extirpar o petismo.

Esses eleitores-novos do Bolsonaro não estão preocupados se ele é fascista, se ele ou o general Mourão vão dar um golpe. Se o preço para erradicar o petismo for, sei lá, uma ditadura, ou uma Constituição imposta, não estão preocupados. O antipetismo, para este eleitor, é um valor mais alto que a democracia e a liberdade.

Para terminar: a direita sempre se escora na extrema-direita quando se sente acuada. E a direita está permanentemente acuada desde que 2017 foi e passou e o golpe de abril de 2016 fracassou espetacularmente.

 

Então não é despolitização. É caso pensado.

 

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