Vale assina acordo de R$ 37 bilhões para reparações do crime ambiental de Brumadinho

Valor acordado com o Estado de Minas Gerais é cerca de R$ 20 milhões a menos do que foi pedido inicialmente. Familiares das vítimas não foram ouvidos e protestaram nesta quinta

Foto: Marcelo Cruz

Jornal GGN – Após quase quatro meses de negociações, o governo de Minas Gerais, encabeçado Romeu Zema (Novo), e a mineradora Vale assinaram nesta quinta-feira, 4, o acordo para reparação dos danos provocados pelo rompimento da barragem na mina Córrego do Feijão, em Brumadinho, no dia 25 de janeiro de 2019. A tragédia matou 270 pessoas.

O valor acordado foi de R$ 37,68 bilhões para direitos socioeconômicos e sócio-ambientais e não abrange ações individuais e criminais sobre o caso. Inicialmente, o Estado havia pedido R$ 54 bilhões em reparações, R$ 26 bilhões por danos socioeconômicos e R$ 28 bilhões por danos morais e difusos.

As negociações envolveram representantes do governo de Minas, Ministério Público de Minas Gerais, Ministério Público Federal e Defensoria Pública, além do Tribunal de Justiça de Minas.

Os representantes dos atingidos e de familiares das vítimas, no entanto, alegam que não foram ouvidos nem chamados para participar das negociações. Por isso, nesta manhã, protestaram em frente ao Tribunal de Justiça durante a audiência

Após a reunião, o governador do Estado, Romeu Zema, afirmou que irá usar a indenização “para o povo mineiro, não para o caixa do Estado”, disse. “Continuaremos sendo um estado com terríveis dificuldades financeiras, mas o povo mineiro é que vai receber o legado”, afirmou.

Já a Vale informou que está ” determinada a reparar integralmente e compensar os danos causados pela tragédia de Brumadinho e a contribuir, cada vez mais, para melhoria e desenvolvimento das comunidades em que atuamos”, disse o diretor-presidente da mineradora, Eduardo Bartolomeo.

O Procurador-Geral da República, que mediou as negociações, também se manifestou. “Nós pudemos conciliar grandes questões sociais, econômicas, ambientais e, eu diria, sem desprezar a vida daqueles que se foram para mitigar a dor dos que ficaram, propiciando a reparação dos danos e a recomposição desses bens coletivos.“, avaliou. 

Com informações da Folha de S. Paulo e G1

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