5 de junho de 2026

Vazamento pode não servir contra Moro, mas serve a favor dos réus, diz Streck ao GGN

Para jurista, "vazajato" já é o "maior escândalo pós 88, envolvendo autoridades do Poder Judiciário e do Ministério Público que deveriam proteger as garantias, e não violá-las"

Jornal GGN – Se o vazamento de mensagens trocadas entre Sergio Moro e procuradores de Curitiba é produto de hackers, então são provas que não servem para punir o ex-juiz da Lava Jato. Porém, são válidas para anular processos e beneficiar os réus da operação. É o que explica Lenio Streck, em entrevista exclusiva ao GGN.

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Segundo o jurista, “qualquer réu pode se beneficiar de informações, mesmo que colhidas ao arrepio da lei.”

Na noite de domingo (9), o site The Intercept iniciou a publicação de uma série de reportagens sobre conversas privadas entre Moro e Deltan Dallagnol, no aplicativo de conversação Telegram.

Os diálogos divulgados até o momento provam que o então juiz da Lava Jato passou dicas e estratégias ao Ministério Público, fez cobranças e intervenções em fases da operação, antecipou decisões e deixou claro que participava do inquérito contra Lula como um assistente de acusação, muito antes do caso triplex virar uma denúncia formal.

Na visão de Streck, “processo em que juiz diz ao MP como agir é tão nulo que o porteiro do tribunal deveria assim declarar esse processo.”

“Trata-se do maior escândalo pós 88 envolvendo autoridades do Poder Judiciário e Ministério Público, que deveriam proteger as garantias e não violá-las”, declarou. “A atuação de Moro e do MP maculam as ações penais porque tornam ambos suspeitos no sentido legal da palavra suspeição”, acrescentou o jurista.

O Conselho Nacional do Ministério Público já recebeu pedido de investigação sobre a conduta dos procuradores da Lava Jato, que negam irregularidades e se dizem vítimas de um vazamento criminoso.

Segundo Streck, o “único que não pode mais ser processado pelo CNJ [Conselho Nacionl de Justiça] é Sergio Moro. Ele pediu demissão [do cargo de juiz, para ser ministro de Bolsonaro], então isso é fato passado.”

No Senado já há movimentação de partidos de oposição ao governo Bolsonaro pela coleta de assinaturas para a instauração de uma CPI para investigar o escândalo.

Colaborou Lilian Milena e Cíntia Alves

 

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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  1. MALENA

    10 de junho de 2019 2:52 pm

    Sim ele não mais Juiz, pior ainda! como ministro só têm mostrado sua parcialidade e a incapacidade que têm. Discordo do bravateiro dos Pampas Lenio Streck, pois este Juiz “et Caterva” deveria pedir demissão se fosse homem, ou ser demitido não fosse o presidente um sociopata miliciano ou ser julgado como traídor da pátria entre outros tipos penais…Não é o fato de ser Juiz que vai isentá-lo de responsabilidade! Obrigada.

  2. Li de Brusque

    10 de junho de 2019 3:04 pm

    Da pra chamar isso de prova?

    Claro que não.

    Como atestar a idoneidade do que foi transcrito?

    E outra. Juiz conversando com procurador e com promotor? TODOS O FAZEM.

    Anular processos com base em uma suposta troca de mensagem entre juiz e procuradores ou promotores é o judiciário atravessando o Rubicão.

    1. Ugo

      10 de junho de 2019 5:27 pm

      Descoberto em flagrante pela esposa com a outra nega a evidencia, não estava nu, usava um pé da meia.
      Uma vez testa da cazzo sempre.

    2. Rui Ribeiro

      11 de junho de 2019 7:45 am

      Suposta troca de mensagens?

      Nem os autores negaram a autenticidade das mensagens. Eles reclamaram apenas da invasão de suas trocas de mensagens.

      Se todo mundo pratica um crime, a tal prática deixa de ser crime?

      O Judiciário atravessaria o Rubicão de volta para a sua margem, da qual ele nunca deveria ter saído.

      Li de Brusque, você continua mais fraquinho do que caldo de peteca.

      Kikikikikikiki

  3. Maria Luisa

    10 de junho de 2019 3:10 pm

    Mas não é um escândalo suficientemente grave para provocar sua saida do cargo de Ministro da Justiça?

  4. Jair Oliveira

    10 de junho de 2019 3:54 pm

    ANTES DE QUALQUER COISA, PRIMEIRO TEM QUE SOLTAR LULA.

    Se o ex-Juiz será punido, se haverá anulação de eleição. O que seja,
    nada disso mais importa mais do que o Lula continuar preso e cumprindo
    pena pelos erros ou crimes cometidos por essa quadrilha da lava a jato.

    Tem que cessar imediatamente a condenação do Lula. Um ex-presidente
    da República tem um valor imenso para o país.

  5. naldo

    10 de junho de 2019 3:59 pm

    O pessoal do Intercept tem uma material devastador em mãos……..

    Por isso duvido que tudo venha a tona, o país não aguentaria a explosão de suas instituições, por mais podres que possam ser….de minha parte quero que tudo seja revelado e quem tem o dedo podre que pague……..ou se atire num pricipicio se tiver vergonhas na cara…..
    O negócio é não deixar o escandalo esfriar, jogar tudo no ventilador……..o país já foi pro saco faz tempo, hora do resgate….

  6. Marcos Videira

    10 de junho de 2019 4:22 pm

    Penso que o Supremo Tribunal Federal, na condição de autoridade máxima do Poder Judiciário, deveria ANULAR TODAS AS SENTENÇAS proferidas por Sergio Moro. Porém, em vez de jogar tudo na lata do lixo, deveria o STF constituir um grupo de juízes federais que, com base nos autos, proferisse novas sentenças.

  7. C.Poivre

    10 de junho de 2019 11:12 pm

    O marreco de Maringá deveria ter sua aposentadoria como juiz transformada em demissão e os procuradores delinquentes da Farsa a Jato submetidos a inquérito administrativo com vistas à sua demissão a bem do serviço público. Nada menos que isso.

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