21 de maio de 2026

Vídeo: Projeção mostra regiões gaúchas que serão afetadas por mais chuvas no fim de semana

"Situação é bastante crítica, não só pelos rios, mas por risco geológico, pois o solo está saturado", diz especialista
PORTO ALEGRE, RS, BRASIL - Coletiva do governador no Corpo de Bombeiros. (FOTOS: LAURO ALVES/SECOM)
PORTO ALEGRE, RS, BRASIL - Coletiva do governador no Corpo de Bombeiros. (FOTOS: LAURO ALVES/SECOM)

A equipe de meteorologistas e hidrólogos que assiste o governo do Rio Grande do Sul exibiu nesta quinta-feira (9) uma projeção com as áreas que serão afetadas novamente pelas chuvas que estão previstas para cair a partir de sexta-feira, 10 de abril, se estendendo até segunda, 13.

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O governador Eduardo Leite avisou que as previsões trazem mais “preocupação” para o Estado, e que não é hora de permitir que a população local tente retornar às suas casas, pois há riscos de novos deslizamentos e mais enchentes, sobretudo nas áreas Norte, Nordeste e Centro. As regiões serranas, a região metropolitana de Porto Alegre e litoral norte serão impactados mais fortemente dessa vez.

“Tem que ficar bastante claro que essas regiões serão de novo as mais impactadas. A situação é bastante crítica, não só na situação dos rios, mas de risco geológico, porque o solo está saturado de água. São chuvas bastante expressivas a partir de sexta-feira. Até segunda, ainda teremos chuvas”, disse meteorologista Ana Valente.

De acordo com os especialistas, as chuvas trarão resposta hidrológica de vários rios que já estão cheios. Entre eles, o rio Guaíba, que deveria recuar 4 metros com o tempo aberto nos últimos dias, mas com as novas chuvas previstas pela frente, a expectativa é que ele exceda novamente em 5 metros, marca muito próxima da que já foi alcançada com as cheias da primeira semana de maio.

Leite afirmou que instruiu prefeitos sobre as novas previsões. “Fiz uma reunião essa manhã com a associação dos municípios da Serra e fiz questão de frisar a eles que não é momento de permitir ou incentivar que as pessoas voltem para casa. O solo está instável e com as chuvas que vêm pela frente, há possibilidade de novos deslizamentos. É importante que as pessoas não se confundam ou entendam que o pior já tenha passado, na medida que ainda tem chuvas pela frente, que vão incidir na cabeceira de rios que já foram afetados”, disse Leite.

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