Juristas pela Democracia debatem violação à soberania nacional pelo conluio Lava Jato-EUA

Evento é realização da Associação Brasileira de Juristas pela Democracia, que propõe debate aprofundado sobre a colaboração do Ministério Público Federal com as autoridades americanas contra empresas brasileiras que caíram na Lava Jato

Atualizada às 14h15: O evento, previsto para o dia 8/4, foi adiado.

Jornal GGN – A Associação Brasileira de Juristas pela Democracia (ABJD) pretende realizar um debate sobre a violação da soberania nacional pela Lava Jato. Em pauta, os meandros do acordo assinado pela Petrobras com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DOJ), que resultou no pagamento de uma multa de R$ 2,5 bilhões às “autoridades brasileiras”. Os procuradores de Curitiba querem ter o poder de injetar metade desse montante num fundo patrimonial para investimentos, a seu critério, em “ações sociais e anticorrupção”. O caso foi parar no Supremo Tribunal Federal.

Foram convidados para o debate – previsto para ocorrer no Clube de Engenharia (RJ) – o jornalista e editor-chefe do GGN, Luis Nassif, o deputado Paulo Pimenta (PT), os ex-ministros Franklin Martins e Celso Amorim, a Federação Única dos Petroleiros o Sindicato dos Engenheiros (SENGE), além de parlamentares de bancadas ligados ao SOS Brasil Soberano. O encontro estava agendado para 8/4, mas foi adiado. Nova data ainda não foi divulgada.

Para analistas, a atuação da Lava Jato em conluio com os Estados Unidos – que se repete não somente em relação à Petrobras, mas também em acordo da Odebrecht que resultou em outra multa de mais de R$ 6 bilhões, à disposição dos procuradores – desmascara a traição aos interesses nacionais.

A Lava Jato teria distorcido o combate à corrupção “aos seus próprios interesses, cometendo corrupção funcional e de propósitos, danificando a cadeia de conteúdo nacional que afeta a economia do Brasil como potência. Os danos são irreversíveis e as responsabilidades individuais.”

Para a ABDJ, a atuação do Ministério Público Federal e demais envolvidos neste caso é “contraposta a um compromisso nacional, estatal, soberano. Fere frontal e inevitavelmente os princípios mais básicos de cuidado com os nossos interesses”.

Os procuradores de Curitiba, liderados por Deltan Dallagnol, nãp foram os únicos que mediaram o acordo em cooperação obscura com os EUA, mas “uma teia armada por muitos personagens e há muito tempo (algo que tem sido estudado pelo deputado Paulo Pimenta e denunciado pelo jornalista Luis Nassif), de modo que o debate deve anunciar a preocupação em desvendar quem atuou contra o Brasil.”

A instituição critica a participação de juíza Gabriela Hardt, que foi pré-definida como a juíza competente para homologar o acordo entre MPF-PR e Petrobras que dá vida ao fundo bilionário. A competência exclusiva dos procuradores de Curitiba para o assunto também é questionada.

A ABDJ ainda avalia que é “muito importante” que a Procuradoria Geral da República tenha pedido a nulidade do acordo, mas é “pouco”. “O fato da Raquel Dodge ter atuado só mostra o quão grave é tudo isso.”

5 comentários

  1. Até que enfim começa a ser discutida a criminalização suspeita da Petrobras e de nossas grandes empresas de Engenharia.
    Um produto interessante seria comparar a evolução de contratos e aquisições entre empresas nacionais x estrangeiras nos ultimos anos.

  2. Não entendi porque o artigo é de hoje e nao mencionou o que foi divulgado pelo Conjur ontem , sobre o acordo semelhante com a Odebrecht com valor 3 x maior que onda Petrobras. Isso de fato parece um roubo legalizado pelo MP, com apoio do Judiciario de Curitiba, cujo mentor é Moro que legalizou e ocultou o acordo com a construtora.

  3. Matérias importantes que ajudam a entender a profundidade dos esquemas de corrupções no Brasil. Leituras obrigatórias.

  4. Um escândalo! Uma vergonha! Todos os envolvidos têm que responder criminalmente pelos atos cometidos!

  5. Não há culpado maior do que o acusador impiedoso.
    A sanha acusatória e condenatória da lava jato nada mais é do que o retrato dos maiores corruptos plantados nos órgãos da justiça nacional como se virtuosos fossem. São esses justiceiros que pretendiam, efetivamente, fundar a república de curitiba.
    Volto assim a dizer: Bandido bom, é bandido rico e o crime só não compensa para a vítima.🔫💰

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