6 de junho de 2026

Violência policial é retirada de relatório sobre violações de direitos humanos

Governo Bolsonaro diz que base de dados apresenta inconsistências; especialistas dizem que esta pode ser a primeira vez que informações são ocultadas
Foto: Reprodução/PMERJ

Jornal GGN – O governo de Jair Bolsonaro retirou os indicadores de violência policial do relatório anual dos direitos humanos. A justificativa usada pelo Ministério da Mulher, da Família e Direitos Humanos, que divulga tal documentação, é de inconsistência nos dados coletados.

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

O relatório é um dos termômetros para mensurar a violação dos direitos humanos, e os números poderiam ajudar a entender como as forças de segurança se comportaram na gestão Bolsonaro, principalmente as polícias militares.

Para especialistas consultados pelo jornal Folha de São Paulo, essa pode ser a primeira vez que o documento deixa de apresentar os números da violência policial.

Os documentos mais recentes mostram uma escalada dos números: em 2016, as denúncias chegaram a 1.009 casos, no seguinte passou para 1.319 (alta de 30,7%), já em 2018 as queixas chegaram a 1.637—um acréscimo de 24%.

O relatório é produzido com base em denúncias feitas ao Disque 100, canal criado em 1997, e que desde 2003 é de responsabilidade do governo federal. Além de incluir violência policial, o relatório inclui outros registros de violência, como a praticada contra crianças, adolescentes e idosos.

 

Leia Também
Polícia descarta motivação política no assassinato de advogado que moveu ação contra Sergio Moro
Bolsonaro usou helicóptero para agendas não oficiais, sem informar gastos públicos
Bolsonaro atiça seus seguidores a invadirem hospitais e filmarem leitos vazios
A vida pregressa de Sergio Moro: saiba como ajudar o projeto do GGN

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

6 Comentários
...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

  1. Perguntar não ofende

    12 de junho de 2020 4:18 pm

    Deve ser pq nem sempre acham as cápsulas nem as balas?

  2. peregrino

    12 de junho de 2020 4:36 pm

    E pensar que a essência dos Direitos Humanos é ter direito à divulgação completa de suas violações…
    toda pinta de ter sido ideia de algum milico com saudades do esquadrão policial militar da violência e morte

  3. peregrino

    12 de junho de 2020 5:27 pm

    Ou então a inconsistência vem da dúvida em a violência, ou morte, ter sido filmada e noticiada ou não…
    quase mesmo esquema da tentativa de esconderem mais mortos por covid

  4. Carlos Elisio

    12 de junho de 2020 5:49 pm

    Ninguem ou nenhuma organização do mundo acredita neste bando aboletado em Brasilia.
    Sabem que qualquer dado que sai de lá é fake.

  5. HCCOELHO

    12 de junho de 2020 5:58 pm

    Crime. Mais um crime, esconder dados.
    Crime em si.

  6. AMORAIZA

    12 de junho de 2020 7:09 pm

    Não é inconsistência, é má vontade.
    Ademais, humanos são só os bolsonaristas.
    Se alguma violação for perpetrada contra eles registra-se o episódio e providencia-se o devido protesto.

Recomendados para você

Recomendados