Xadrez da busca da modernidade perdida, por Luis Nassif

A próxima grande disputa se dará nas eleições municipais. Para enfrentar a besta fera que saiu das jaulas, haverá a necessidade de uma ampla renovação nas ideias e nas propostas.

 Peça 1 – a busca da modernidade perdida

Vários fenômenos ocorreram simultaneamente na última década e deveriam servir de subsídio para qualquer tentativa de montar uma coalizão de centro.

Houve o fenômeno da ultradireita, sim, do exército de zumbis que emergiu das profundezas do imbecil coletivo brasileiro; e a campanha sistemática da mídia, com seu discurso de ódio e de satanização de qualquer proposta de aprofundamento democrático

Mas houve fenômenos de outra natureza, menores ou mais expressivos, que se somaram para constituir o antipetismo militante

O PT teve papel essencial na construção de políticas sociais, na redução da miséria absoluta, no atendimento das minorias  e no empoderamento político dos movimentos sociais. Em alguns momentos, entre 2008 e 2011, chegou a desenhar um projeto maior de Brasil, mas que não se consumou.

Hoje em dia, a imagem do partido está indelevelmente ligada às forças populares. Por um lado, é bom, porque, em tempos de falência do sistema partidário, consegue manter a legitimidade junto a grande parte dos movimentos sociais, conservando-os no jogo democrático.

Por outro lado, ampliou a exploração da luta de classes pela direita, e afastou o partido de setores urbanos modernos, que teriam muito mais afinidade com um progressismo contemporâneo do que com o terraplanismo de Bolsonaro e companhia.

A mídia, e as redes sociais, conseguiram pespegar  no PT a imagem de partido do país anacrônico, apesar da modernidade de políticas sociais e urbanas que introduziu na gestão pública brasileira e de não haver  nada mais contemporâneo do que o combate à miséria e às desigualdades.

A aproximação com esses setores modernos pode  não ser significativa, do ponto de vista eleitoral, mas é um segmento influente junto às corporações públicas, setores empresariais modernos e juventude classe média, podendo ter papel central na diluição do antipetismo, e no desenho de um país integral, capaz de enfrentar mazelas seculares e, ao mesmo tempo, apontar para o futuro.

Peça 2 – as palavras-chaves da modernidade

O marketing da modernidade se funda em algumas ideias-chave fortes: meritocracia, gestão, eficiência, startups. E conquistou até beneficiários diretos das políticas sociais do período.

Ao mesmo tempo, há uma nova geração de classe média que cresceu nos anos 90 sob os augúrios da meritocracia e do modelo yuppie de mercado financeiro. E, na área pública, houve o crescimento expressivo dos salários, mudando o perfil do servidor público. Deixou de ser servidor, o sujeito de salário mediano, compensado pela segurança do emprego, e se tornou jovem concurseiro com salários superiores à iniciativa privada. E, a exemplo de Deltan Dallagnol, exercitando o empreendedorismo público.

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Perpassando tudo isso, os avanços da tecnologia, definindo um novo padrão de cidadão, de empresa e de mundo.

Peça 3 – o acervo das ideias contemporâneas 

Todo esse mundo novo não passou despercebido do governo Dilma. Houve várias experiências iniciais, promissoras, que poderiam ter alinhado o governo com a contemporaneidade e acabaram deixadas de lado.

Planejamento

No final do governo Lula, no Planejamento havia uma equipe com ideias bem concebidas para utilizar as ferramentas colaborativas para incrementar o PPA (Plano Plurianual).

O Tribunal de Contas da União, antes de se pretender um poder à parte, tinha conseguido grandes avanços nos sistemas de avaliação. Havia uma geração técnica nova dominando ferramentas modernas de gestão. O sistema proposto permitiria analisar projetos, custo-benefício, disponibilizando para grupos de discussão da sociedade civil e permitindo aos gestores decisões com muito maior embasamento técnico.

A experiencia não prosperou no governo Dilma.

PMEs

Em relação às pequenas e microempresas, houve o extraordinário avanço com a legislação do MEI (Microempreendedor Individual) e do Simples. Após a fase insossa de Paulo Okamoto, houve um período de grande atividade do Sebrae, inclusive usando instrumentos da Lei Geral das Microempresas para incorporar pequenas empresas como fornecedoras da Petrobras e dos estaleiros. Muitas iniciativas tecnológicas inovadoras nasceram dessas experiências.

Mas PMEs não chegaram a se transformar em política de Estado.

Inovação

Houve uma grande reformulação nos objetivos da Finep (Financiadora de Estudos e Pesquisas). Deveria assumir papel de banco de fomento para startups e projetos inovadores. Havia a ideia de acoplar seu trabalho aos grupos de estudo criados no âmbito da ABDI (Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial), formadas por empresas de cada segmento industrial. Haveria articulação também com as Fundações de Amparo à Pesquisa Estaduais.

Foi lançado o Plano Brasil Maior, destinado a investir somas recordes em Tecnologia da Informação, mas que emperrou na centralização de Dilma, empenhado em revisar pessoalmente todos os programas públicos.

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Nesse período, nasce também outro MEI, o Movimento Empresarial pela Inovação, com grandes corporações montando estruturas de apoio para induzir pequenas e microempresas a trabalhos de inovação. E também a Embrapii, parceria com a Confederação Nacional da Indústria financiando pesquisas acadêmicas focadas na solução de problemas concretos da indústria.

A Embrapii se manteve. As demais iniciativas se perderam. Nada sobrou, nem mesmo o Conselhão, forum que reunia empresários, lideranças sociais e de movimentos, sindicalistas e intelectuais e que, no período anterior, havia se convertido em um local de pactuação e de apresentação de novas ideias.

Empresa de Planejamento Estratégico

Foi criada a EPL (Empresa de Planejamento e Logística), inicialmente para administrar o projeto algo megalomaníaco do trem-bala Rio-São Paulo. Quando o projeto naufragou, foi reorganizada para se transformar em uma empresa de planejamento da infraestrutura. O comando foi entregue a Bernardo Figueiredo.

Bernardo montou um planejamento com a seguintes etapas.

  • Convidou o Instituto de Engenharia de São Paulo para ajudar a desenvolver uma metodologia para projeto executivo de obras públicas. Um dos grandes problemas nas licitações era projetos executivos insuficientes, não permitindo a correta avaliação do custo da obra.
  • Definiu maneiras de amarrar orçamentos a obras, garantia essencial para a segurança jurídica, orçamentária, permitindo baixar preços.
  • Além disso, o planejamento seria amarrado com a indústria de máquinas e equipamentos, permitindo à indústria nacional se planejar antecipadamente para fornecer os equipamentos necessários.
  • Pensou em sair da armadilha das grandes empreiteiras selecionando 70 empreiteiras médias, induzindo-as a abrir capital e atrair empresas europeias para participar societariamente – aproveitando a grande crise do setor, reflexo da crise global de 2008.

Um mês depois de apresentar o programa, se desentendeu com Dilma e pediu demissão.

Direito do consumidor

A partir de determinado momento, houve a constatação de que a inclusão social havia criado uma nova classe de cidadãos e, agora, a questão da qualidade dos serviços públicos passaria a ser um dos pontos maiores de cobrança. Havia uma Secretaria de Direitos do Consumidor no Ministério da Justiça que lançou um programa ousado de melhoria dos serviços públicos. Depois de um lançamento com a presença de Dilma, não se soube mais dele.

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As Conferências Nacionais

No segundo governo Lula, houve as conferências nacionais, previstas na Constituição, com resultados efetivos em educação, saúde, assistência social, inovação. E havia a intenção – conduzida por Gilberto Carvalho – de montar um sistema de acompanhamento das conclusões das conferências, para torná-las mais efetivas nos projetos tocados pelos ministérios fortes. Dilma chegou a assinar um decreto instituindo o modelo. Mas a mídia caiu matando, acenando com a ameaça da bolivarizaçao e o projeto acabou parado.

Peça 4 – as ideias desperdiçadas

Uma a uma as ideias foram abandonadas, em parte pelo estilo centralizador de Dilma, seu foco nos grandes projetos, e muito pela maneira como tratava as ideias levantadas por sua equipe. Dilma instituiu um ritual, chamado por ela de ”espancamento de ideia”, que consistia em colocar o autor da proposta na roda e submete-lo a uma saraivada de perguntas para testar a consistência da proposta. Invariavelmente, o autor saia desmoralizado, já que detalhamentos de propostas são efetuados depois das propostas serem aprovadas. Após os primeiros “espancamentos” ninguém mais ousou apresentar qualquer ideia nova.

Mas houve também a marcação cerrada da mídia e do processo golpista, já em curso taxando qualquer iniciativa de participação da sociedade de bolivarianismo, provocando recuos em várias propostas.

Assim, o discurso público ficou fechado em torno dos PACs e dos projetos grandiosos, deixando de lado qualquer veleidade de participação social na formulação de políticas públicas.

Peça 5 – moderno x arcaico

A próxima grande disputa se dará nas eleições municipais. Para enfrentar a besta fera que saiu das jaulas, haverá a necessidade de uma ampla renovação nas ideias e nas propostas.

O grande instrumento de inovação em políticas públicas é o consórcio do Nordeste.

Um caminho promissor seria aproveitar a próxima campanha para ensaios de consórcios municipais, juntando candidatos com afinidade, em torno de programas inovadores tendo como foco maior a promoção da população de cada município. E, principalmente, empenhando-se em trazer os jovens para a política.

 

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23 comentários

  1. Querem modernidade? Deveriam comecar pelo congresso, li que custa quase 11 bi/ano ao país, o segundo mais caro do mundo, num momento em que se joga o trabalhador no desemprego e o aposentado na desgraça……querem modernizar o país?, comecem pela raiz do problema……..e a esquerda querer conversar com corola e o rei da lata velha não contribui….cadê as propostas concretas??!? Não resolve ser contra tudo e não se comprometer com nada……

  2. Cada vez mais acho que a Dilma só atrapalhou, em vez de ajudar em algo. Continuo pasmo com o Lula tendo deixado que ela se candidatasse à reeleição. A centralização e a prepotência dela colocaram os anos Lula a perder. Não basta ser honesta, tem que ser política também.

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  3. Bernardo Figueiredo esteve à frente da EPL – Empresa de Planejamento e Logística. Quem dirigiu a EPE – Empresa de Pesquisa Energética no início foi Mauricio Tolmasquim.

  4. Não existe qualquer megalomania na ideia de um trem de alta velocidade ligando Rio-São Paulo. Existem dezenas de ligações por TAV funcionando na Europa e na Ásia, conectando pares de cidades com menor potencial de geração de tráfego do que Rio-SP.
    Pensemos nas vantagens do TAV sobre o avião, principalmente sob o ponto de vista da preservação ambiental.
    Sobre o que não tenho duvidas é sobre a feroz oposição a tal ideia por parte de empresas aéreas, financeiras de leasing de aeronaves, fabricantes de aeronaves, distribuidores e produtores de QAV, beneficiários com a publicidade e a contribuição eleitoral de todos esses setores, …

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  5. Apesar dos valores burgueses presente em nossa sociedade, ainda vivemos da herança do escravagismo, que cultiva nossa classe dominante e principalmente a nossa classe média.

    Enquanto não nos livrarmos da enorme desigualdade social, não haverá espaço para a modernidade.

    Uma maior distribuição de renda nos afastará definitivamente no passado perverso do escravagismo, nos libertando para rumar em direção a modernidade.

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  6. Nada do que disse tem importância qdo vc escolhe uma Dilma pra comandar ..uma escolha errada pro lugar errado e no tempo errado.
    Dilma pelo Brasil, e Haddad como prefeito experimentalista e autocrático paulistano, fizeram um estrago tão grande na imagem do pt que só comparando com o que Bozo vem fazendo com o país.

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    • Como eu não sei colocar dedinho pra ou pra baixo,digo a você que politicamente falando,Dilma/Haddad/Haddad/Dilma são dois bobalhões,e já se mostrou provado isto.Como candidatos,não servem a coisa alguma.

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  7. O “imediatismo político-eleitoral”………..
    Não tenho a intenção de “malhar” o PT, apenas constato, também não nem entro no mérito da questão mas me parece que o PT(Dilma principalmente), a certa altura caiu na “velha politica” brasileira, aquela que que entre renovar/construir rede de esgoto ou construir uma nova ponte na cidade, o prefeito escolhe a ponte…..a ponte todo mundo vê e a rede de esgoto não(e sobretudo, “não por azeitona na empada” do próximo governante),mesmo que a rede de esgoto seja prioritária e a ponte não, um visão de politica imediatista e eleitoreira que acompanha uma falta de visão de médio e longo prazo…..dai vem, na minha opinião, a escolha de “apostar as fichas” no projetos grandiosos, com grande visibilidade e de fácil explicação….
    Outro dado que gostaria de trazer por nesta discussão é o papel da tal iniciativa privada, sim, essa mesmo, que segundo o discurso dominante vai nos levar direto ao primeiro mundo……dos nossos grandes bancos comerciais mais especificamente.Dia desse assisti na TV num pais da Europa uma publicidade de um banco cooperativo, que no frigir dos ovos é um grade banco que funciona como os outros mas tem como ideia de base se orientar mais aos pequenos e locais.A tal publicidade começa com um jovem recém formado com um projeto de microempresa/start-up que chega num bancão tradicional e é recebido por um gerentão bem tradicional que não sabe o que fazer com o garoto e seu projeto e acaba tirando sarro do jovem junto com outros gerentes…..O jovem “veste” um sorriso de canto de boca/irônico, olha pela janela e do outro lado da rua vê uma agencia do banco cooperativo, o jovem levanta, agradece, e atravessa a rua……A voz em off diz “O banco tal(cooperativo) esta sempre aberto a escutar as novas ideias , financiando e aconselhando as melhores soluções para desenvolver a seu projeto”.Inclusive com juros menores(subsidiados) para microempresa/start-up.
    No nosso Brasil varonil, banco privado comercial empresta dinheiro para quem já tem(e muito) ou “arranca a pele” do pequeno…..de preferencia arrancado grandes nacos de carne junto…..
    Com essa mentalidade empresarial tacanha, imediatista e sem visão de pais, vamos continuar exportando commodities até o fim dos tempos…….ou até os chineses encontrarem um jeito de plantar soja/milho no frio da Russia……..a cara dos ruralistas quando isso acontecer……

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  8. Uma pena! Várias boas ideias não terem ido adiante. Houve também um excesso de coaptação de lideranças sociais que foram afastadas de suas bases, deixando de representa-las. Com consequente imposições de cima para baixo. E finalmente a difícil proposta de conciliação de classes. (Ou inexequível)

  9. A grande questão é:
    -Porque estas iniciativas seriam tomadas?
    -Por quem?
    Agora tudo acabou, e a turma no poder não precisa de povo, então fica mais fácil nem mexer com isso.
    Os brasileiros são como copinhos descartáveis.
    Se estragar, troca por outro.
    Tem aos montes e não faz sentido conservar ou consertar.
    Somos uma “plantation” gigante que exporta minerais.
    Povo educado e sadio para quê?

  10. Inovação?
    Vamos lá por partes:
    Peça 1: no Brasil há 500 anos pratica-se a modernização conservadora, inclusive antes de Barrington Moore Jr. ter visualizado o conceito. Aqui o criptofacismo (temperado pelo positivismo pré-republicano) sempre esteve presente em menor ou maior grau. A grande revolução brasileira é o Carnaval!
    Peça 2 : O marketing da modernidade. Modernidade NÃO é progresso! Podemos ver isso na Guerra Civil Espanhola. O moderno era o fascismo. O que era temporalmente anterior, o anarquismo e as correntes socialista e democráticas representavam o passado.
    O moderno é apenas o estágio do futuro próximo adjacente ao contemporâneo! Progresso se identifica com o avançar coletivo.
    Peça 3 : O acervo das ideias contemporâneas. Não passou batido para ninguém. Nem para Dilma , nem para os adversários. A questão é como foi apropriado por cada grupo!
    Começando pelo TCU, que sempre foi uma instância de entrave ou facilitação da implementação de projetos e se move como um paquiderme em loja de porcelana sob o manto (falso) da preservação dos valores positivos.
    Basta ver a transposição do São Francisco!
    Planejamento demanda estabilidade e falar em estabilidade no Brasil é perda de tempo.
    Vai tudo da conveniência e da cabeça do inquilino de plantão no Alvorada.
    Quanto às PMEs é no mínimo contraditório para não dizer esquizofrênico a ação (cosmética) feita em uma época em que o que realmente estava em prática era política de “Campeões Nacionais” . Deram um control-c , control-v no padrão sul coreano e pé na tábua e fé em Deus(?).
    Só inova quem investe em pesquisa e tecnologia. A ABDI tem um desempenho no mínimo decepcionante. E o Estado prefere comprar soluções prontas a desenvolver projetos customizados. A iniciativa privada idem , tem mais medo ainda do que possa transferir poder ao consumidor.
    A grande “descoberta” da EPL: projetos executivos insuficientes, não permitindo a correta avaliação do custo da obra, coisa que ocorre no Brasil desde que o Cabral aportou na Bahia!
    Projeto em Pindorama é visto como desperdício de dinheiro e “qualquer divergência a gente corrige na obra” (de onde acham os senhores que nasceu a indústria dos aditivos ao contrato?).
    Direito ao consumidor é usado como ferramenta de marketing, prometendo de forma enganosa, resultando que se necessita arrancar à fórceps o que seria de direito da imensa maioria.
    O projeto megalomaníaco do trem-bala Rio-São Paulo só quando o Sertão virar Mar!
    As conferencias nacionais eram algo extremamente positivo, como foi noticiada como a sovietização de Pindorama, venceram os de sempre….
    Peça 4: as ideias desperdiçada. Dilma tem tanta responsabilidade quanto o segmento opositor. O horror à qualquer método que favorecesse a capilaridade era tônica em sua administração. Acabou enredada pelos seus próprios medos , só foi necessário um pequeno empurrão republicano. A política econômica padrão Febraban é um testemunho inequívoco disso. O cavalo encilhado não passa duas vezes diz o proverbio gauchesco!
    Peça 5 – O Moderno X Arcaico. As eleições municipais serão a consolidação do processo em curso de “touperização nacional”.
    Ainda não há embrião do moderno no Brasil, infelizmente.
    O grande perigo é que quando este se formar seja abortado!

  11. Pautas para a esquerda e centro terem alguma relevância política:Apoio a agrofloresta e aos movimentos protetores de ecossistemas e nascentes; apoio a agroindústria de orgânicos, apoio a novas modos de medicina: psicossomáticas, osteopatia, nutrilogia etc no SUS e nas universidades; apoio a novas formas de energia não só eólica e solar, energia escalar( free energy); apoio a novas formas de educação e de escolas criativas e eficientes, veja modelos que dão certo Finlândia, Escola da Ponte etc ; inclusão do estudo das psicopatologias do ensino básico ao superior; apoio a vinda de grandes transferidores de tecnologia, empresas e profissionais, da China , Índia e Rússia,Europa e outros com ênfase indústria da biodiversidade, amazônia 4.0, transporte ferroviário e patinetes e bicicletas fotovoltaicas, fim da política cheia de propinodutos dos campeões nacionais; apoio a pequenas e médias empresas de setores por missões, política séria de turismo com com ênfase em pantanal, Amazônia, Araguaia, Chapadas e cidades históricas; fim do cartel dos 5 grandes bancos; apoio a crédito com juros baixíssimos via bancos públicos; maior tributação sobre investimentos especulativos; mínima tributação sobre investimentos produtivos, fim da reeleição em todos os níveis; eleição de programas em todos os níveis; mudanças constitucionais somente por referendo.

  12. Pelo que se tem noticia, teremos nas proximas eleições uma enxurrada de candidatos evangélicos, ex- militares e de ex-policiais em praticamente todas as prefeituras do Brasil, principalmente nas capitais. Se os democratas, progressistas, conservadores da social-democracia não tomarem posição firme agora, seremos engolidos, ainda nesta década, por uma maré de populistas de baixo clero em todos os setores da politica brasileira. O que pode parecer pessimismo é apenas informações de fontes de dentro do meio pentecostal de que o projeto de parte dos evangélicos é de se chegar à maioria dentro do Congresso nos proximos anos.

  13. Diante do que Nassif escreveu,parece-me que está sugerindo um “aglutinador”,”articulador” ou “coordenador’ do que seja.Cristovam Buarque se ofereceu para qualquer coisa,mas entendo que nem para isto ele presta.Nesse caso,Tiririca é bem melhor que ele.

  14. -> Vários fenômenos ocorreram simultaneamente na última década e deveriam servir de subsídio para qualquer tentativa de montar uma coalizão de centro.
    -> E, principalmente, empenhando-se em trazer os jovens para a política.

    13 após a Crise de 2008: o Capitalismo continua sem nenhum projeto global capaz de lhe restituir um mínimo de funcionalidade, nenhum Breton Woods II à vista.

    7 anos após Junho de 2013: o Brasil continua vagando em seu interregno, o sistema de poder ainda em colapso, sem nenhum projeto de país capaz de viabilizar uma Nação.

    4 anos após o Golpe de 2016: a quase totalidade da Esquerda, e ditos setores “progressista”, jazem em estado de negação de ser possível derrotar um golpe pela via eleitoral.

    não haverá “centro” no Brasil por um bom tempo.

    assim como não há mais como mitigar o capitalismo no Brasil via políticas sociais compensatórias, nem mesmo via inovadoras ferramentas de gestão: vivemos a radicalidade de um guerra de classes.

    o PT morreu: eutanásia. Lula mais e mais se tornará irrelevante, continuará na vida mesmo já sendo História.

    a juventude virá para a política, tão inevitável quanto o passar do tempo: mas o fará para por abaixo da terra um Brasil moribundo, o que as gerações anteriores fracassaram em se desincumbir.

    mas não será com paz e amor, e sim com sangue, suor e lágrimas.
    .

    • Diante desse deserto de líderes que você enxerga,não seria nada desprezível você candidatar-se a segurança de Ciro Gomes.Helio Negão começou assim.

    • Tenha certeza,posicionamentos como os seus deram em Bolsonaro,se nada mais der certo engolirá Moro como sobremesa.O Prof.Boaventura de Sousa Santos,o maior pensador político da atualidade,afirma peremptoriamente que o ego da esquerda latino-americana é de fazer inveja ao Oceano Pacífico.Eu acresento,de política partidária entendem muito pouco,porra nenhuma.Se esse apoiador barato de Ciro Gomes lesse,pelo menos,sobre a vida de Getúlio Vargas encontraria semelhanças inquestionaveis entre ele e Lula,e não ficaria vomitando asneiras contra o maior LÍDER de massas da América Latina,quiçá do mundo.Se arvora como um mocorongo tupiniquim em achar que um cigano político como Ciro Gomes possa ser merecedor da confiança da esquerda,de
      mãos dadas ao DEM de ACMNeto,Ônix Lorenzony,Ronaldo Caiado e outras pustulas da extrema direita podre do Brasil.Quando olho a figura deletéria de Fernando Gabeira remete-me a pessoas descareterizadas como você.

  15. Nassif está deixando escapar pelos dedos o esquema DPVAT/LÍDER/ESCRITÓRIO DE ADV. DE SUCESSORES DE BARROSO.Bem,mostrei os caminhos das pedras.Siga a grana que dá samba.

  16. Escreve Axel Honneth, in: A Ideia do Socialismo: tentativa de atualização, 2014

    “É também frequente explicar a estranha ausência de futuro e de imaginação na indignação atual atráves da mudança abrupta de nossa percepção coletiva do tempo: o início da ‘Pós-Modernidade’, primeiro, na arte e na arquiteturam mas, depois, também em toda a cultura, teria levado a uma desvalorização tão profunda das ideias de progresso orientado, características da Modernidade, que, hoje, predominaria a consicência coletiva da repetição histórica.”

    +++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++

    Mais adiante: “Poderá ser útil chamar a atenção neste contexto para o facto de a consciência pública considerar os processos socioeconómicos demasiado complexos e, portanto, confusos, para ser possível interferir nos mesmos com um determinado objetivo. Ao que parece, foram sobretudo os processos de globalização económica, com transações de uma rapidez quase incompreensível, que levaram ao surgimento de uma espécia de patologia de segunda ordem consistindo esta no facto de a população ecanrar as condições institucionais de convivência apenas como relações ‘objetivas’, como factos que escapam a qualquer intervenção humana.”

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    Continua o Filósofo alemão: “O socialismo representa, portanto, desde o início,um movimento de crítica imanente à ordem social moderna, capitalista. Aceitam-se os seus fundamentos normativos de legitimação, isto é, a liberdade, igualdade e fraternidade, mas duvida-se qeu seja possível realizá-los sem contradições se a liberdade não for pensada de forma menos individualista e, portanto, mais no sentido de uma concretização intersubjetiva.”

  17. Não vai ter pacto e políticos não vão parar de passar a rasteira um no outro enquanto houver reeleição no Brasil,modernidade remete a anos passados e os anos atuais são a era contemporânea segundo os intelectuais, aqueles q progrediram nos governos do PT acham q progrediram somente por méritos próprios (ví um exportador dizendo q “plantava a semente hã 40 anos”balela o PT q abriu os mercados externos pra essa gente meritocrata inclusive empresários.em geral q “cresceram por méritos próprios (kkk,os incentivos pro povão ter dinheiro e gastar com eles não contava) erros todos erram,vão lá bater pênalti pra ver como a “rapadura é doce mas não é mole não”
    Ass: José Marcelo especialista em qq assunto formado pela Faculdade da Vida e mestrado na arte de escrever o q vem pela cabeça sem dó!!!
    Obs: Da “redemocratização”pra cá não ví nenhum governo melhor q o do PT, mas o PT isso o PT aquilo,o PT….

  18. Caro Luis, fui obrigada a rir muito com seu artigo. Sim, boas ideias serao espancadas… triste nao? mas hilario tambem.
    Nao acredito que apenas o Brasil esteja passando por momentos revolucionarios.
    O planeta todo.
    Por algum motivo se tornou moda incenciar regioes Como California, amazonia e Agora Australia.
    Entramos sim em uma nova era tecnologica. Na era da Internet das coisas e acredito que o Brasil assegurou bem o seu Lugar. Mesmo que a informacao ainda nao seja tao divulgada.
    Mas o Luis tem razao. E na iniciativa das pequenas e medias empresas onde poderemos ter mais sustentabilidade e solidariedade.

    Lendo sobre o espancamento de ideias ….e das criticas dos programas sociais do pt (poderiam ter Sido socioambientais e o brasil nao ter aberto seu acesso aos recursos geneticos – isso sim foi o maior crime contra o pais – decreto assinado pelo Cunha e dilma….) … que tal pensarmos em #despolitizar# temas Como pacotes socioambientais e de solidariedade e criarmos algo novo? Sim …. que Tais tema nao sejam politicos, mas sim essenciais?
    Que seja essencial pensarmos de acordo com os nossos Paradigmas do mundo da Internet das coisas e pressupostos socioambientais?
    grata abraco

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