Peça 1 – o O DoJ e a Seção de Integridade Pública

A origem dos abusos judiciais, que se tornaram recorrentes na Lava Jato, está na Seção de Integridade Pública do Departamento de Justiça dos Estados Unidos, especializada em investigar crimes de autoridades públicas.

A seção tem cerca de 36 procuradores, encarregados de supervisionar e aconselhar os processos de governadores, prefeitos e legisladores, com ampla autoridade dada pelo Departamento de Justiça, para garantir blindagem contra interferências políticas.

Os métodos empregados pelo DoJ foram integralmente copiados pela Lava Jato, mostrando a eficácia dos cursos bancados pelo Departamento de Justiça para juízes e procuradores brasileiros.

Dentre eles, o mais ostensivo é o procurador Andrew Weismann, que participou de todas as grandes investigações corporativas, incluindo a Petrobras.

Com licença para matar a Seção de Integridade Pública, com respaldo todo do DoJ, desenvolveu uma série de técnicas, amplamente incorporada pela Lava Jato.

Os princípios abaixo foram compilados de uma apresentação de Rush Limbaugh, o “Doutor Democracia”, âncora bem conhecido nos Estados Unidos (seu programa The Rush Limbaugh Show, é transmitido por mais de 600 emissoras, com uma audiência de 27 milhões de pessoas por semana).

1. Harmonia entre juiz e procurador

Tem que haver uma perfeita harmonia entre juiz e procurador. Diz ele que nos tribunais federais, os procuradores têm controle total sobre o processo, desequilibrando totalmente as possibilidades da defesa.

2. Uso da imprensa

Tem que haver o uso eficiente da imprensa, usando a credibilidade natural da instituição e consolidando a narrativa dos procuradores, prevalecendo-se do fato de terem acesso total aos autos.

Para consolidar a narrativa, há o uso de operações de impacto, abusivas. Menciona a invasão, às 6 da manhã, da casa de uma testemunha do Russiangate, que estava cooperando normalmente com a operação, com a força tarefa acompanhada por equipes de televisão.

3. Ocultação de provas

Limbaugh menciona diversas passagens em que procuradores esconderam provas que poderiam beneficiar a defesa. Quando os promotores têm provas que podem mostrar inocência por parte do acusado, eles são obrigados a entregá-las.  Mas tornou-se uma prática a ocultação de provas contrárias à acusação.

Alex Kozinski, juiz-chefe do Tribunal de Apelações do Nono Circuito, explica o método:

Os agentes do governo geralmente têm acesso livre e sem restrições à cena do crime, para que possam facilmente remover e esconder provas que possam contradizer o caso da promotoria. A polícia geralmente fala primeiro com as testemunhas e pode pressioná-las a mudar sua história para confirmar a teoria do caso. Os promotores públicos podem, e freqüentemente fazem, ameaçar acusar as testemunhas como cúmplices ou co-conspiradores se eles testemunharem favoravelmente para a defesa. Como resultado, as potenciais testemunhas excludentes invocam a Quinta Emenda para evitar problemas.

4. As delações premiadas

Como explica Limbaugh, “quando eles te dão imunidade e quando eles te dizem que você está livre de escândalos e que eles nunca virão atrás de você se você apenas disser o que eles querem que você diga, todo mundo fará isso porque ninguém quer o DOJ federal vindo atrás deles”. Há muitos relatos de testemunhas ou réus que foram mantidos presos em condições precárias e ameaçados até aderir ao conteúdo da delação proposta pelo procurador.

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5. Parceria com escritórios de advocacia

Os abusos são levantados no decorrer do processo, mas nada ocorre com os procuradores. Muitos deles deixam o cargo para trabalhar nos maiores escritórios de advocacia. Ou seja, apavoram empresas e pessoas com seus métodos arbitrários, depois se tornam sócios de grandes escritórios de advocacia que trabalham na defesa de suas vítimas, assustadas com a possibilidade de serem alvos do DoJ.

E tome contratos de implementação de compliance, (e aí é minha opinião) que se tornou um campo fértil para subornos e corrupção. Trata-se de um método simples de governança, que consiste em mapear os processos internos de uma empresa e definir instâncias de aprovação de contratos. Essa tecnologia, sem nenhuma sofisticação, passou a ser oferecida a empresas em contratos miliardários.

Peça 2 – O caso Ted Stevens

O senador republicano Ted Stevens, do Alaska,  foi crucificado pelo DoJ em pleno governo do republicano George W. Bush, com uma manobra que lembra em muito os casos do triplex e do sítio de Atibaia.

Stevens estava reformando sua casa. Na declaração de bens, alegou que a reforma ficou em US$ 160 mil. Acontece que o trabalho realizado custou apenas US$ 80 mil. O empreiteiro da obra enganou Stevens, como ficou demonstrado no decorrer do processo. Mas os procuradores se aferraram à tese de que houve superfaturamento para lavagem de dinheiro, e esconderam as provas da inocência de Stevens.

E, aí, entra o fator deslumbramento, que acomete procuradores de lá e de cá, e os subprodutos posteriores: visibilidade e possibilidade de serem contratados por um grande escritório de advocacia.

Matthew Friedrich, ex-chefe da Força-Tarefa da Enron, comandava a divisão criminal do DoJ quando a Seção de Integridade Pública iniciou suas investigações. Percebeu ali uma bela oportunidade de publicidade e decidiu assumir as investigações. Afinal, Ted Stevens era popular, o mais antigo senador republicano, com mais de 40 anos no cargo.

Candidato à reeleição em 2008, apenas quatro semanas antes das primárias, Friedrich organizou uma coletiva de imprensa para acusá-lo. Stevens foi derrotado.

Quase dois meses depois, um jovem agente do FBI, Chad Joy, que havia atuado no caso, apresentou queixa ao Escritório de Responsabilidade Profissional do Departamento de Justiça. Denunciava um relacionamento inadequado entre Bill Allen (principal testemunha de acusação) e Mary Beth Kepner, a principal agente do FBI no caso. Ele também revelou que o promotor Nick Marsh enviou a testemunha-chave Rocky Williams de volta para o Alasca, ostensivamente por motivos de saúde, sem avisar os advogados de defesa.

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Era um jogo tão pesado, que Joy pediu proteção oficial como denunciante e apresentou um documento de 10 páginas mostrando que os procuradores sabiam claramente que estavam ignorando suas obrigações profissionais de entregar à defesa informações levantadas.

O senador Stevens foi condenado em 27 de outubro de 2009 por sete crimes.

O caso foi parar nas mãos do juiz federal Emmet G. Sulivan, que indicou uma equipe de advogados para examinar os arquivos do caso.

Os procuradores tinham como prova central declarações de Bill Allen, o dono da empreiteira que fez o serviço, dizendo que os trabalhos não valiam US$ 80 mil – menos da metade do que Stevens havia pago.

Os promotores descobriram que efetivamente foram cobrados US$ 250 mil em reparos. Mas a informação foi sonegada. Ante a posição do juiz, o novo procurador geral, Eric Holder, tentou salvar a cara do Departamento, rejeitando o caso contra Stevens.

O juiz foi duro: “Em 25 anos de juiz, nunca vi má conduta como o que tenho visto”. Foi um discurso de 14 minutos, mostrando as manipulações dos procuradores, que liquidaram com a carreira política de Stevens e alertou para a “tendência preocupantes” que ele havia notado entre os procuradores, de atropelar as restrições éticas e esconder provas da defesa.

O juiz nomeou Henry F. Schuelke, advogado de Washington, para investigar seis promotores do Departamento de Justiça, incluindo o chefe e o vice-chefe da Seção de Integridade Pública. Logo depois, Friedrick abandonou a carreira e foi para um escritório de advocacia, escapando das punições.

Não se travava de direita ou esquerda, mas da contaminação do Judiciário pelos novos métodos. Tanto que Stevens foi crucificado pelo DoJ no governo Bush, e inocentado no governo Obama.

Figuras-chave dessa jogada foram mantidos em postos elevados no DoJ ou passaram a trabalhar em grandes escritórios de advocacia.

O senador Stevens morreu em um acidente de avião em 2010, antes de saber que seria absolvido

A senadora do Alasca Lisa Murkowski (R), tornou-se a principal patrocinadora  do Fairness na Disclosure of Evidence Act  um projeto de lei para estabelecer em lei a regra de Brady anunciada pelo Supremo Tribunal mais de meio século atrás, obrigando que os advogados do governo forneçam aos advogados da parte todas as informações do inquérito, antes de qualquer confissão.

Peça 3 – o caso Enroe

A má conduta se repetiu no caso Enron, que inaugurou a ascensão desse perfil de procurador sem limites, dos quais o mais emblemático é Andrew Weismann. Recentemente ele foi transferido para o Russiangate, as investigações sobre a interferência russa nas eleições americanas.

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Tornou-se o personagem principal do livro “Licensed to lie” (Autorizado a mentir), uma ex-procuradora Sidney Powell que se tornou consultora de apelação de centenas de casos. O livro é de 2014 e recheado de informações sobre o que ela chama de corrupção no DoJ. Polêmica, e seguidora do pior discurso de ultradireita, a favor das teorias antimigração da direita, Powell chegou a atribuir aos imigrantes a propagação de “um vírus misterioso chamado “mielite flácida aguda” ou AFM está varrendo o país (…)paralisa crianças e jovens adultos – muito parecido com o poliovírus quase erradicado”.

Mesmo assim, o livro é bastante documentado.

Diz ela quem que milhares de páginas de transcrição de grande júri, relatórios do FBI, entrevistas com testemunhas do caso Enroe, foram reduzidos a um resumo de 19 páginas, entregues à defesa.

Os procuradores alegaram que não tinham material excludente – isto é, que poderia abrandar a culpa dos acusados.

Foram denunciados mais de 100 “co-conspiradores não declarados”, intimidando testemunhas e advogados de defesa.

O ex-tesoureiro da Enron, Bem Gilsan, declarou ter sido colocado em “uma gaiola infestada de insetos, com apenas uma fenda de luz”. Foram três semanas de solitária, e cinco meses na prisão, até que Gilsan aceitasse se tornar a grande testemunha do processo.

Quatro executivos da Merril Lynch foram considerados culpados de conspiração e fraude eletrônica, e condenados por perjúrio e obstrução da Justiça. Só anos depois se tornaram públicas as evidências de que a força=tarefa havia escondido provas favoráveis aos réus.

Um deles, de nome James Brown, foi enviado à prisão. Tempos depois descobriu-se que a sentença estava incorreta. Na prisão, foi espancado por outros presidiários. No período em que ficou preso, seu filho quase morreu em um acidente de carro no Colorado. Transformado em inimigo público, a imprensa tratou o caso com desdém, reforçando seu assassinato moral.

Para convencer uma testemunha, a força tarefa acusou a esposa de Andrew Fastow, o diretor financeiro, de evasão fiscal. Fastow passou a cooperar com o governo.

Peça 4 – O caso Andersen Consulting

A partir do caso Enron, a força tarefa do DoJ entrou com uma acusação contra a Arthur Andersen, firma de auditoria, acusada de destruir “literalmente toneladas” de documentos relacionados à Enroe.

Acontece que a empresa não tinha o dever legal de manter rascunhos, materiais ou documentos duplicados ou irrelevantes.

A exemplo da Petrobras, em vez de acusar indivíduos envolvidos, acusaram a própria empresa.

A Arthur Andersen empregava 85 mil funcionários, atendendo a 2.300 empresas de capital aberto. Em 2011, quando a Suprema Corte, de forma unânime, anulou a condenação da empresa, ela já tinha sido expulsa do mercado.

34 comentários

  1. “Como explica Limbaugh, “quando eles te dão imunidade e quando eles te dizem que você está livre de escândalos e que eles nunca virão atrás de você se você apenas disser o que eles querem que você diga, todo mundo fará isso porque ninguém quer o DOJ federal vindo atrás deles””

    DEZ ANOS de contabilidade de limpada de cu na minha casa.
    Zero responsaveis.

    Vai enterrar seus mortos, demonios. Vai achar seu favorite house nigger, ok? He saves.

    I save no one.

    No.
    One.

  2. Esse é o modelo utilizado pela “justissa” norte-americana para realizar “julgamentos” ou “justiçamentos” ? É o modelo de direito anglo-saxão que o caipira quer implantar no Brasil ? É melhor ele mudar-se para lá… Aqui não vai prosperar tal tipo de insanidade…

  3. Parabéns ao GGN pelas tantas reportagens e investigações. Em breve haverá material para uma publicação sobre de onde vinham a lama que ajudou a transformar parte da mídia brasileira em “reféns” do esgoto, da máfia se apossando judicialmente do estado, da política e do dinheiro

    • Discordo de que são “reféns”.
      A grande mídia é cúmplice (Globo, Estadão, Veja etc…)
      A LavaJato é o instrumento para açambarcar as instituições do Estado.

      • Concordo, o Moro foi para o Ministério da Justiça para disseminar e oficializar o método aqui no Brasil.

  4. Assustador! Essas ações do DOJ nos EUA lembra os métodos da GESTAPO. E quando o DOJ sonega provas, age como político, e não como profissional. Esse pessoal do DOJ pode ter até projetos políticos de poder, escondidos no discurso pseudomoralista. Por isso, na Revolução Francesa as figuras do promotor e do juiz foram separadas: segurança da sociedade A pergunta é: eles não serão processados por esses crimes? Ou eles estão acima da lei americana?

    • Se há uma lei dos EUA que versa sobre o assunto, é letra morta. A prática aceita por todos os daquele país é a de que essa sujeirada é legal, em nome dos interesses daquele país. Segundo os costumes arraigados na cultura daquele estrangeiro, não há lei que se sobreponha à defesa dos interesses comerciais e ideológicos daquele país. Enfim, os estadunidenses só clamam pela legalidade se isso significar ganho para eles, se não as leis, para eles, não valem nada. Gestapo, “a lei sou eu” e por aí vai… Não é um país legal, não é bom tentar estabelecer nenhum combinado com eles, nenhum trato, não devem ser levados em consideração quando a ideia é fazer algum tipo de negócio.

    • Faz tempo que todos sabemos que Moro e turma estão sendo orientados por bandidos, piratas, ladrões… gente fora das leis, que não titubeiam em trair quem a eles se alia, gente em quem não se pode confiar.

  5. Cabe ao congresso no sistema de freios e contrapesos debelar isso…..

    O judiciario acabou com a contribuição eleitoral de empresas afirmando que isso desequilibrava a democracia, mas o judiciario pode receber contribuições de empresas para o seus eventos sem que possa se alegar o mesmo? Os congressistas permitem isso?

    Permitem que agentes do estado sejam treinados por agentes estrangeiros???

    Quais países soberanos permitem isso??

    Cabe ao congresso reeestabelecer o equilibrio nas relações entre os poderes……que trabalhem e parem de reclamar em redes sociais……

  6. uma quadrilha de serviçais inimigos do Brasil e dos brasileiros todo inimigo da pátria deve se lascar exoneração é o mínimo. Cadeia e outras penas a todos traidores da pátria.

  7. O que fez a lava jato ser um “sucesso” não foi o treinamento dos dojs americanos. O que fez esta bábarie do direito chegar até aqui foi a COVARDIA DAS INSTÂNCIAS SUPERIORES. Só isso.

  8. Os casos da auditoria Andersen e da Enroe são apenas dois. Há muitos, muitos mais e cuja documentação está, por enquanto, escondida. Individualmente um ou outro cidadão daquele país pode até não ser tão nefasto. Mas coletivamente, é difícil encontrar uma outra sociedade nacional tão suja, corrupta e hostil à Democracia quanto a estadunidense. Como disse, talvez esse ou aquele cidadão “americano” pode até ser legal – desde que tenha conseguido resistir às doutrinações como, por exemplo, a do Destino Manifesto – mas como país, os EUA simplesmente não prestam, não são um país legal.

  9. Moro e Judiciário em geral só fizeram o q fizeram com a conivência de todos inclusive os “manos”da quebrada,aqueles q podiam fazer um mínimo de resistência nada fizeram,os militares pensam q a Instituição/nome vai/vão ser preservados(as) quando as pessoas perceberem o q ocorreu aí afunda de vez a credibilidade dos militares,eles vivem na ilusão q “vai dá certo”,ora já tá dando errado só q há sempre a negação, não quero influenciá-los só expresso o meu pensamento/mundo aqui, vejo as coisas acontecerem, não à toa os adversários do BRASIL FORTE atacam a última dita Instituição respeitável isto é a ultrapassagem do Rubicão, não sou fã de militares mas entendo a sua importância em um país,olhem está iminente a desmoralização desta categoria e não escrevo isso com satisfação mesmo sabendo q de alguma forma são opressores tb, eu muitas vezes nem sei o porquê q escrevo estas coisas,acho q tô ficando louco igual a família Bolsonaro !!!!

  10. :
    : * * * * 04:13 * * * * * Ouvindo A(s) Voz(es) do Brasil e postando no GGN :

    #LulaLivre

    #AssangeLivre

    #FreeAssange

    :.:

  11. Então finalmente está tudo explicado. Graças a Deus agora sabemos quem são os verdadeiros corruptos nesse país, treinados por uma gangue legal americana. Como desfazer tudo isso?

  12. Sugiro algo simples… passemos a chamar esta coisa abjeta de OPERAÇÃO LESA PÁTRIA!

    O Nassif é mineiro o que falta para falar de patriotismo de verdade e usar símbolos pátrios como Tiradentes?

    A Elite Racista do Brasil preferiu ver o país andar para trás e até mesmo ir para ruas vomitar racismo a ver o Brasil evoluir para uma fase mais avança de nação… As empresas Monopolistas Familiares de comunicação ficaram a frente de tudo! E claro, os EUA são os menos culpados nesta história! É GEOPOLÍTICA! Uai! Essa gente convidou o DoJ para entrar na nossa casa e se esbaldar! Se fosse com Rússia, China ou Alemanha teria sido o mesmo! Afinal de contas as contas nacionais tem que ficar equilibradas! A Merkel foi espionada pela CIA! Mas não foi chamada de vaca e sofreu um golpe como a presidente DIlma Rousserf

  13. Fizeram a lição direitinho.
    Mas…, como explicar para os Bolsominions, nem se desenhar eles vão entender.
    Uma coisa é certa, aqui também a verdade prevalecerá e os interesses estranhos serão desmascarados.

  14. É a Corrupção invertida. Só inventaram uma forma de trocar de Bolso. São Canalhas piores do que os corruptos tradicionais, se é que pode existir gente pior que estes!

  15. Faltou dizer que essa “cooperação” entre o DoJ e a PGR somente ocorreu porque os sucessivos governos petistas autorizaram. Foi lamentável a passagem da entrevista do Lula em que ele responde a Monica Bergamo se vangloriando que foi na administração petista que a legislação anti-corrupção surgiu. Como se explica a negligência de não se ter cassado o Sergio Moro, que fraudou o concurso de juiz, quando este iniciou os seus ataques ao governo Dilma via operação Lava Jato? (https://blogs.oglobo.globo.com/eissomesmo/post/sergio-moro-nao-passou-na-oab-e-nem-cumpriu-experiencia-para-virar-juiz-checamos.html) ou a Dalton Dellagnol que se tornou procurador por meio de uma trambicagem de liminar que burlou as regras do concurso?(https://reinaldoazevedo.blogosfera.uol.com.br/2017/07/24/dallagnol-se-fez-procurador-contra-o-que-diz-a-lei-e-ficou-na-base-da-teoria-do-fato-consumado/). Não era o Zé da Justiça que dizia que vivíamos em um país republicano? Então que se aplicasse a lei, doe-se a quem doe-se. Nada disso que estamos passando teria acontecido se o PT tivesse cumprido apenas com as suas obrigações. Ele dormiu com o inimigo. O Brasil é que pagou a conta da noitada no motel.

  16. Eu aqui sozinha logo desconfiei de algo muito errado, na contramão da sociedade e da imprensa que glorificavam a operação Lava a Jato e colocavam Moro num pedestal divino. Foi quando percebi que a operação estava criminalizando as empresas, achei um negócio estranhíssimo – empresa é parede, maquinário, não comete corrupção. Aí pesquisei na internet como outros países tinham lidado com os escândalos de corrupção nas empresas – são vários casos na Alemanha, nos EUA. Daí tive certeza que a operação pretendia aniquilar empresas nacionais competitivas lá fora e todo um elo produtivo e de emprego aqui. Aquilo não tinha nada a ver com combate à corrupção. Isso se confirmou quando empresas, mesmo com acordos de leniência, foram impedidas de participar das licitações da Petrobras. Mais tarde, quando vi que através da Odebrecht a operação Lava a Jato estava sendo exportada para países da região, entrei nos jornais locais e concluí que a operação estava servindo para trocar o poder de mãos. Agora já está ficando tudo muito claro. Lula (e deve haver outros que também estão presos) é uma vítima de tudo isso. “Eles” vêm aprimorando os processos de dominação, sofisticando, e os progressistas não têm instrumentos para fazer frente a isso afora as ruas. Outra coisa que o Nassif já levantou e virá um dia com clareza e detalhes de dar engulho é a promiscuidade entre os setores envolvidos na operação – procuradores e juízes, ‘família do direito’, escritórios de advocacia, empresas de palestra, lobby, empresas de compliance, venda de sentenças, etc. e tal. Virou tudo um grande negócio. Deve haver casos de enriquecimento rápido. Adoraria ver a quebra do sigilo fiscal desse povo, a evolução patrimonial. Às vezes penso que não é interessante para eles que a Vigília Lula Livre saia dali – é propaganda gratuita do troféu da operação, Lula.

  17. Geralmente o Netflix apresenta atrações que engrandecem o sistema americano e atacam a tudo e todos quo se colocam contra a pretendida usurpação americana das riquezas de outros países. Mesmo assim, há uma série na Netiflix, (Good Wife), que apesar de muito longa, mostra com clareza o funcionamento “intra muros” do sistema americano, quer o sistema judiicial, quer o legislativo. E o que se pode deduzir do que se vÊ ALI, é bem pior ainda, do informado no artigo. E o Brasil caiu nessa e agora, para sair….Aliás, não é muito difícil, perceber que um sujeito bastante limitado, como o Moro e aqueles procuradores, não teriam base intelectual própria para montar um esquema dessa magnitude. Eles próprios são peões no xadrez.

  18. A Justiça norte-americana é atuarial, comercial, negociável, argentária e não confiável. É elitista e quem tem mais dinheiro paga (compra) acordos e se vê livre das malhas da justiça
    É inacreditável que nela alguns procuram se espelhar.
    “Currente calamo” – como exemplo – podemos ver em

    1 – https://www.conjur.com.br/2018-jul-22/municipios-eua-usam-tribunais-maquinas-dinheiro
    MUNICÍPIOS DOS EUA USAM TRIBUNAIS COMO “MÁQUINAS DE FAZER DINHEIRO”
    ***
    2 – https://www.conjur.com.br/2017-out-26/organizacao-mostra-dinheiro-move-decisoes-judiciais-eua
    ORGANIZAÇÃO MOSTRA COMO O DINHEIRO MOVE DECISÕES JUDICIAIS NOS EUA
    ***
    3 – https://brasil.elpais.com/brasil/2014/01/23/internacional/1390438939_340631.html
    O NEGÓCIO SUJO DAS PRISÕES PRIVADAS NOS EUA
    ***
    ***
    4 – https://www.conjur.com.br/2014-abr-28/dono-prisao-privada-subornava-juizes-lucrar-condenado-eua
    DONO DE PRISÃO QUE SUBORNAVA JUÍZES É CONDENADO NOS EUA
    ***
    https://www.conjur.com.br/2017-nov-26/nomeacao-ministros-juizes-federais-define-eleicoes-eua
    NOMEAÇÃO DE MINISTROS E JUÍZES FEDERAIS DEFINE ELEIÇÕES NOS EUA
    ***
    5 – https://www.conjur.com.br/2017-set-09/decisoes-casos-politizados-eua-jogo-cartas-marcadas
    DECISÕES DE CASOS POLITIZADOS NOS EUA SÃO JOGO DE CARTAS MARCADAS
    ***
    7 – https://www.conjur.com.br/2019-abr-16/juiza-nao-bloqueia-anuncios-direcionados-jurados-eua
    JUÍZA SE RECUSA A BLOQUEAR ANÚNCIOS DIRECIONADOS PARA INFLUENCIAR JURADOS NOS EUA
    ***
    8 – https://www.conjur.com.br/2018-jul-14/confirmacao-ministro-suprema-corte-comeca-anuncios
    PROCESSO DE CONFIRMAÇÃO DE MINISTRO PARA A SUPREMA CORTE COMEÇA COM ANÚNCIOS
    ***
    9 – http://jornalggn.com.br/noticia/como-funciona-o-sistema-de-fianca-nos-estados-unidos
    COMO FUNCIONA O SISTEMA DE FIANÇA NOS ESTADOS UNIDOS
    ***
    10 – https://jornalggn.com.br/justica/a-relacao-promiscua-entre-a-industria-do-compliance-e-os-procuradores-nos-eua-por-luis-nassif/
    A RELAÇÃO PROMÍSCUA ENTRE A INDÚSTRIA DO COMPLIANCE E OS PROCURADORES NOS EUA, por Luis Nassif

  19. Retórica temeraria, o negócio é sempre a defesa da cleptocracia no Brasil em prol dos notórios cleptocratas no poder vc e o culpado e sempre o tio Sam, não é mesmo? Patético e ridícula

  20. A quem vamos apelar para anular as ações da Lava Jato e colocar todos estes bandidos na cadeia. Todos o processos da lava jato devem ser anulados. Que País é este?

  21. O que nos deixa mais perplexos é que “supostos” brasileiros se prestem a tamanha calhordice e escrotice. O império é na verdade comandado e dirigido por MAFIOSOS da pior espécie, psicopatas, sociopatas, canalhas, genocidas, pedófilos, feminicidas e outras coisas mais. O que mais gostaria é que fossem julgados num tribunal igual ao de Nurenberg e serem enforcados, todos. Maníacos, em nome do poder e do dinheiro vendem até a mãe se algum dia foram paridos. Bem disse Hitler durante a II grande guerra, “os estados unidos serão herdeiros do III Reich”, nazistas fétidos.

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