6 de junho de 2026

O bloqueio do mundo intelectualizado rompido pela internet

Comentário ao post “A balbúrdia democratizante das redes sociais

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Um pouco mais de filosofia para se entender as mudanças do tempo.

De Nassif:

“A Internet surge para romper esse bloqueio. Ainda é uma realidade caótica, mas já dividida em camadas hierárquicas – do público menos intelectualizado, que se move por slogans, aos formadores de opinião, que se articulam em torno de conceitos

Faço a seguinte releitura;

A internet surge para romper o bloqueio do mundo intelectualizado e o acesso restrito que lhes era garantido pelo sistema para o diferenciar da massa, criar a falsa sensação de superioridade e saber…..

Ou como diz Arthur Schopenhauer:

Os eruditos são aqueles que leram nos livros; mas os pensadores, os gênios, os iluminadores do mundo e os promotores do gênero humano são aqueles que leram diretamente no livro do mundo.”

Esse pensamento de Schopenhauer parece explicar com perfeição a diferença entre os leitores da grande mídia e o povão em geral, e mais especificamente a diferença entre as ações de Lula e FHC.

 

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13 Comentários
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  1. Fábio de Oliveira Ribeiro

    11 de outubro de 2013 5:26 pm

    Reproduzo aqui um artigo

    Reproduzo aqui um artigo relacionado ao tema que publiquei no Observatório da Imprensa há algum tempo.

    http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/policratus-e-a-imprensa-medieval

     Sexta-feira, 11 de Outubro de 2013   |   ISSN 1519-7670 – Ano 17 – nº 767FEITOS & DESFEITAS

    MÍDIA & POLÍTICA

    Policratus e a imprensa medieval

    Por Fabio de Oliveira Ribeiro em 06/05/2008 na edição 484

    Os iluminados do PSDB e da grande imprensa têm tocado constantemente na malfadada questão do “diploma” (ou da falta dele) do presidente Lula. Sendo assim, gostaria de fazer uma observação erudita sobre o assunto – alertando, desde logo, que não sou eleitor do Lula e que fiz campanha pelo voto nulo.

    Esta crítica ao “sapo barbudo”, que os petistas chamam de conservadora, é, na verdade, medieval. Afinal, o primeiro a exigir que os príncipes (ou governantes) fossem eruditos foi João de Salisbury que, em seu Policratus, de 1159, lançou o seguinte slogan:

    Rex iliteratus quase asinus coronatus (um rei iletrado é apenas um asno coroado)

    Os asnos diplomados do PSDB (como FHC) e seus pavões coroados nos jornalões e revistinhas merecem um pouco mais de respeito. Portanto, sugiro aos petistas e governistas que não os chamem mais de conservadores. É que existe uma diferença qualitativa entre os modernos conservadores laicos e os truculentos senhores e clérigos medievais que atualmente defendem a permanência dos feudos na cidade e no campo.

     

  2. josé adailton

    11 de outubro de 2013 6:03 pm

    Tudo é relativo

    Nem todos aqueles que leram diretamente no livro do mundo são   os pensadores, os gênios, os iluminadores do mundo e os promotores do gênero humano. Hitler supostamente  foi um exemplo que confirma a exceção da regra.

    1. Lionel Rupaud

      11 de outubro de 2013 6:23 pm

      Hitler, Stalin, Fidel e Chavez

      Por que será que todo reacionário tem que colocar Hitler, Stalin, Fidel e Chavez em todo texto onde tenta se expressar?

      1. Ivan de Union

        11 de outubro de 2013 6:42 pm

        Porque eles so entendem

        Porque eles so entendem sentencas soltas.  Entender um paragrafo ou -vixemaria!- um texto completo esta alem deles. (Acontece demais com milionarios e, infelizmente, evangelicos.)

         

        @Assis: a observacao eh excelente!

      2. josé adailton

        11 de outubro de 2013 7:16 pm

        tudo é relativo

        Não me considero reacionário de p. nenhuma e muito menos suposto vassalo politico partidário. 

  3. Anônimo

    11 de outubro de 2013 7:40 pm

    O Sr. José Adailton não sabe

    O Sr. José Adailton não sabe o que fala:

     

     

    A biblioteca particular de Hitler tinha aproximadamente 16000 volumes.

    Hitler vorazmente lia aproximadamente um livro por noite.

     

    Fonte:  http://www.amazon.com/Hitlers-Private-Library-Shaped-Vintage/dp/0307455262

    Ler o item “From The New Yorker”

    Hitler’s Private Library: The Books That Shaped His Life (Vintage)

    Logo (minha opinião): Neste quesito FHC e seus companheiros na Academia Brasileira de Letras estão mais próximos de Hitler do que Lula está.

     

    O Sr. José Adailton poderia pelo menos aprender a usar o Google.

     

    Nassif: Desculpe-me pelo email mas prefiro permanecer anônimo

    1. josé adailton

      11 de outubro de 2013 11:25 pm

      noooossa!!!

      ô loco! quem quis comparar quem com quem ô meu?!

  4. Julião

    11 de outubro de 2013 8:16 pm

    O mundo intelectualizado e a internet

    “A internet surge para romper o bloqueio do mundo intelectualizado e o acesso restrito que lhes era garantido pelo sistema para o diferenciar da massa, criar a falsa sensação de superioridade e saber…..”

    Caro Nassif, não sei se entendi bem o que vc escreveu, porem se no sentido de os um pouco mais intelectualizados terem a falsa sensação de superioridade e saber, tenho que discordar. Nós, os um pouco mais  intelectualizados, jamais tivemos a possibilidade de expor nossas idéias e propostas, pois não dispunhamos de veículos de comunicação para tal. Foi uma coisa horrível, como um grito preso na garganta, uma sensação de impotência, de estar subjulgados aos interesses de outros, que na minha opinião são até menos intelectualizados e mais viciosos nas idéias do que nós.

    Sobre nossa “falsa”  sensação de superioridade e saber, ela não é falsa não, pois depois de ter assistidos ao um grande festival de corrupção na midia escrita, falada e televiziva, de vermos ocupantes de cargos públicos (governadores, deputados , senadores, vereadores, juizes, etc.) tentarem nos impingir garganta abaixo mentiras e falcatruas,  foi através das nossas pequenas vozes (ou textos) na internet, que começamos a acreditar que poderemos mudar alguma coisa, contradizer os que os crápulas de plantão nos impõem, derrubar noticias falsa dos meios de comunicação, derrubar a compra e leitura de jornais viciados no mal informar, não deixar boatos criminosos prosseguirem e tomarem corpo, e outros mais.

    Somos atualmente os “mil olhos na rua” de antigamente, que policiavam as cidades, nós agora policiamos os meios de comunicações e ações de governos.

    Cada vez acho que somos importantes, sim!

     

  5. Ricardo Cavalcanti-Schiel

    11 de outubro de 2013 9:06 pm

    Assim tá difícil!

    Assim tá difícil!

    Eu me pergunto por que muitas pessoas fazem tanta questão de renunciar à complexidade do mundo para se salvaguardar nas simplificações caricaturais.

    Uma das caricaturas que eu tenho visto ser mais enxovalhada pelas mistificações populistas é a do tal “intelectual”.

    Essa figura serve mais como pecha que como possível reconhecimento do ofício alheio.

    Como se não bastasse, as caricaturas parecem ter parado aí pelos anos 70, insinuando aquelas figuras pedantes, de óculos profundos e gola rolê pescoço acima, detrás de uma névoa de Gauloise Noir.

    Parem com isso!!! Não confundam pose com ocupação profissional!

    Intelectual, nesta segunda década do século XXI, é apenas aquele cujo ofício é a produção de conhecimento. Claro, isso lhe rende algo que Bourdieu já chamava de “capital simbólico”, que é o que faz a diferença entre a ilustração e a parvoíce (inclusive entre velhos aristocratas cultivados e novos-ricos idiotas). Não é preciso confundir continente com conteúdo. Agora, dizer que capital simbólico não existe (ou que foi abolido pela Internet) é uma bruta ingenuidade.

    No caso dos profissionais da produção do conhecimento, a acumulação dese “capital” significa trabalho árduo sobre o refinamento conceitual e o rigor epistemológico. Por favor, isso não é coisa para amadores! Mas todo conhecimento… científico, por exemplo… é apenas mais uma gramática possível para o entendimento do mundo. Nesse caso, fundada sobre exigências muito precisas como, por exemplo, a objetividade causal. Existem outras muitas gramáticas: a estética, a espiritualista etc etc.

    Reduzir o trabalho da produção de conhecimento a uma caricatura, por conta da pose de alguns esnobes, pode ser apenas uma forma de mistificação absolutista da mediocridade, como essa a respeito de um livro do mundo… que pode, simplesmente, ser ilegível para os analfabetos (analfabetos científicos, analfabetos estéticos, analfabetos espiritualistas etc etc).

    A “democracia” não autoriza necessariamente a ditadura da ignorância. Que tal começar a defender, pelo menos, a alfabetização? Ou as novas utopias políticas preferem pregar apenas um país (ou comunidade qualquer, como queiram… digital, por exemplo) boçal… e soberanamente boçal em sua boçalidade?

    1. o nome q eu usei pertence a outro usuário já registrado ...

      11 de outubro de 2013 9:17 pm

      Eis uma definição prática do

      Eis uma definição prática do conceito de “vestir a carapuça”. 

      Leia no livro do mundo, filho!

       

      1. josé adailton

        11 de outubro de 2013 9:43 pm

        TUDO É RELATIVO

    2. Assis Ribeiro

      11 de outubro de 2013 10:07 pm

      Ricardo. O “trabalho árduo”

      Ricardo. Vc leu o texto e não quis entender. Então, aproveitando o seu comentario eu vou aditar:

      O “trabalho árduo” pode estar em qualquer lado, ou em ambos. O problema é de quem se arvora a ser o detentor superior do conhecimento. Por exemplo:

      Re: Parque indigena do Xingu, mitos e verdades

      ter, 05/02/2013 – 23:16 — Ricardo Cavalca…

      Olha, me desculpem, mas esse texto simplifica as coisas de uma maneira um tantinho temerária.

      Só por casualidade, convido os leitores interessados a darem uma olhadinha num artigo que publiquei na revista do Instituto de Estudos Avançados da USP sobre os contexto e as tradições discursivas do indigenismo brasileiro, aí incluído o caso xinguano.

      Esse foi um comentário seu em um post escrito por um comentarista do blog que é índio, ativista da causa, e conhece a problemática de muito perto, in loco., o que mereceu a resposta do autor:

      Re: Parque indigena do Xingu, mitos e verdades

      qua, 06/02/2013 – 01:42 — humberto

      obrigado pela contribuição da tua tese, quanto à critica “simplifica de uma maneira temeraria” aceitaria se tivesse a pretensão de escrever, para uma revista especializada, um texto academico, o que nao é o caso deste blog, e tao pouco minha intenção.

      se vc ler melhor o texto verá que levanto, principalmente, questoes de direitos humanos reconhecidos por tribunais internacionais nos quais o Brasil vem sendo condenado.

      se voce acha que falar de deslocamentos forçados de indios, estupros, politica genocida da Ditadura, carece de fundamentos? ou que a antropologia e o indigenismo neste país sempre caminhou de braços dados aos interesses do poder? ou que os ideólogos do PIX foram usados? ou que o Xingu hoje nao é um paraiso?

      Caso tenha os fundamentos contrarios, seja benvindo, na tua tese nao fica explicita, desculpa.

       

      1. Ricardo Cavalcanti-Schiel

        13 de outubro de 2013 9:55 am

        Anti-intelectualismo?

        Assis, meu filho,

        Se o sujeito é índio, ativista ou o escambau, ele não está incólume às simplificações. A atitude anti-intelectualista de canonizar um enunciador, por conta dos seus emblemas de pertencimento, não necessariamente é o melhor caminho para lidar com a consistência dos enunciados.

        Um dos problemas da nossa atitude cultural ibérica é dar toda atenção às personalidades e desprezar a possível racionalidade dos argumentos (aliás, se eu tivesse feito meu comentário de forma anônima, você, Assis, não teria argumentos para a sua réplica, porque ela é apenas estritamente personalista).

        E a única coisa que fiz nesse comentário que você reproduz foi dizer algo do tipo: “olha, tem mais variáveis nessa história; dêem uma olhadinha nisso aqui!…”. O resto é melindre alheio.

        O problema é que para os parvos, aquilo que são apenas marcas formais de um metiê (uma publicação acadêmica, por exemplo) tornam-se sinais de ostentação. Isso prova o quanto os parvos são subservientes aos signos que eles mesmos alçam à condição de ícones. E é aí que a cobra engole o próprio rabo: enquanto se continuar inflacionando personalidades intelectuais, o debate das idéias e dos conceitos (como dizia o Nassif) vai continuar com cara de chá das cinco de alguma academia bolorenta.

        Ao se alimentar essa mistificação anti-intelectualista que você alimenta, você perde exatamente o que gostaria de ganhar.

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