As forças armadas devem assumir a sua responsabilidade, por Rogério Maestri

O comando das forças armadas ficou sentido e abalado com a sincera e honesta declaração do ministro Gilmar Mendes

As forças armadas devem assumir a sua responsabilidade

por Rogério Maestri

O ministro Gilmar Mendes disse claramente em declaração pública, que as forças armadas não devem brincar de apoiar o atual ocupante da cadeira da presidência da república, colocando no posto do ministério da saúde alguém que não entende nada de medicina, infectologia e gestão pública na luta contra uma epidemia que já matou mais de 70.000 brasileiros.

 

Segundo projeções do Institute for Health Metrics and Evaluation (IHME) (https://covid19.healthdata.org/brazil) que faz as previsões para o governo Norte-americano e para tanto simula diversos cenários eles não são nada otimistas. Nos cenários projetados por esse instituto para 1º de novembro de 2020 há valores que variam entre 152.000 mortos e 510.000 mortos, sendo que esse último valor corresponde a uma projeção pessimista de um cenário que poderá ocorrer se tudo ficar como está sendo gerenciado. Nesse cenário de imobilismo do governo federal e exaustão dos governos estaduais e municipais os limites são entre 297.000 mortos (projeção otimista) e os citados 510.000 mortos (projeção pessimista), ou seja, ou 120.000 ou 440.000 mais mortos (isso até o fim do mês de outubro).

O comando das forças armadas ficou sentido e abalado com a sincera e honesta declaração do ministro Gilmar Mendes, que disse que isso seria um genocídio e que não é função das forças armadas ocupar cargos que não tem a competência para ocupar nesse momento dramático da Nação.

Não adianta ficarem sentidos ou indignados porque simplesmente o futuro bem próximo mostrará que ou a ciência começa a ser respeitada ou teremos uma tragédia.

Talvez a forças armadas brasileiras devessem nesse momento seguir o exemplo do 20º Cirurgião Geral dos Estados Unidos, o vice-almirante Jerome Adams do Corpo de Comissionados do Serviço de Saúde Pública dos EUA. Este militar está frontalmente discordando do seu, o Presidente Trump e está se posicionando como um profissional responsável e não procurando garantir o seu posto. Ou seja, se as forças armadas brasileiras tem tanta admiração as forças armadas norte-americanas que copiem dessa o que deve ser feito e não fiquem com melindres e encarem a verdade, que colocaram no cargo de ministro da saúde alguém que não entende nada do assunto e com isso vão virar GENOCIDAS, ou acham que 350 mil mortes de brasileiros não valem os cargos que ocupam.

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