Para investir e consumir é necessário crédito, sem o qual haveria estagnação
por Francisco Celso Calmon
Para obter crédito, governo, pessoa jurídica ou física, há que ter segurança de que poderá arcar e honrar a dívida.
Os juros são a contrapartida do crédito. Caso os juros sejam inviáveis para o empréstimo ser amortizado, sem comprometer o caixa, não haverá e nem deverá consumir ou investir de forma a comprometer a saúde financeira.
A inflação ocorre por um desequilíbrio entre e oferta e procura, pelo câmbio e pelos juros.
A China como tem o Estado como gestor do planejamento e da economia consegue calibrar e evitar o descontrole.
O Brasil não controla câmbio e nem os juros estão a serviço do crescimento do país.
E aí o BC, que só enxerga por monóculo, opera que nem jogador de dama, sem a visão estratégica do xadrez.
Galípolo é discípulo de um modelo ortodoxo, assim como seus antecessores.
Lula teria que ser assessorado também por economistas heterodoxos, para fazer o contraditório, entender e arbitrar.
Os economistas Paulo Nogueira Batista Jr. e Juliane Furno, o jornalista Nassif, podem dar uma contribuição relevante, se chamados a uma tertúlia.
Na impossibilidade, blogs como GGN e 247, deveriam promover uma mesa de debates com Galípolo e profissionais capacitados para um debate técnico e civilizado, sem os peraltas do Congresso e as luzes da ribalta.
Lula, anunciou que irá conversar com Galípolo, nesta ocasião poderia convidar outros da escola heterodoxa a participar. Poderia também ouvir alguns especialistas em economia chinesa, como a economia que deu certo. Não para ser imitada, pois impossível, já que não temos um estado forte e gestor, mas para estimular o debate e reflexão de que há um outro mundo além do ocidental.
É o momento de proagir antes que o BC siga a cantilena de sempre e mantenha essa política de juros indecentes, retardando o país de crescer.
O Conselho Monetário Nacional que fixa a meta inflacionária, por sua, pode cair tempestades, que não revê a meta de 3%, e dele fazem parte os ministros do Planejamento, da Fazenda e o presidente do BC, e não há transparência do que fazem, pois nem ata de suas reuniões publicam.
O mundo em guerra é sinal de crise profunda, e também sinal de oportunidades.
O Brasil em paz saberá aproveitar?
Francisco Celso Calmon, Analista de TI, administrador, advogado, autor dos livros Sequestro Moral – E o PT com isso?, Combates Pela Democracia, 60 anos do golpe: gerações em luta, Memórias e fantasias de um combatente; coautor em Resistência ao Golpe de 2016 e em Uma Sentença Anunciada – o Processo Lula. Coordenador do canal Pororoca e um dos organizadores da RBMVJ.
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Fábio de Oliveira Ribeiro
22 de abril de 2026 7:46 amNuma economia financeirizada o crédito é a principal mercadoria. A função dele não é ampliar a liberdade dos consumidores, mas transformá-los em escravos do endividamente. Só um agente econômico realmente tira proveito desse sistema: o banco que suga grande parte da renda do devedor com taxas de juros astronômicas.
Sergio Navas
22 de abril de 2026 8:58 amPerfeito.