Igreja com Partido, por Fernando Nogueira da Costa

Igreja com Partido

por Fernando Nogueira da Costa

Compartir significa fazer parte de alguma comunidade, por exemplo, religiosa. Significa também participar, dividir, compartilhar um sentimento com alguém. Ou um banquete. Os primeiros cristãos procuraram oportunidades para melhorar a vida das pessoas desvalidas no submundo romano: gladiadores, estrangeiros, escravos. Todos estavam desamparados por serviços sociais do Estado, porque não eram considerados cidadãos do Império Romano.

Os colégios ou as confrarias cristãs ofereciam a sepultura e o banquete. Os cristãos se cotizavam para garantir uma sepultura, erguer um santuário doméstico aos protetores da casa, providenciar banquetes para todos. Com os convivas sentados em bancos, eram simples e fraternos, sendo realizados no dia do Senhor. Compartir era separar a refeição em partes entre indivíduos “deixados de valer”. O segredo da propagação do cristianismo no decorrer do século II se relaciona com essa luta pela cidadania.

Esse ato de repartir do cristianismo primitivo o levou à popularidade, até alcançar o imperador. Através do Edito de Milão (ano de 313), o imperador Constantino I acabou com a perseguição romana aos cristãos. Ele se converteu ao cristianismo, porém não transformou a religião em oficial do Império. Aproveitou-se do crescimento dela, em quase todas as regiões do império, para aumentar sua força política.

Em 1453, turcos infiéis conquistaram Constantinopla, bastião milenar do cristianismo. A “cidade de Constantino”, atual Istambul, foi a capital do Império Romano (330–395), do Império Bizantino (ou Império Romano do Oriente) (395–1204 e 1261–1453), do Império Latino (1204–1261) e, após a tomada pelos turcos, do Império Otomano (1453–1922).

No fim da Idade Média, época de peste e fome dizimando a população europeia, houve o “Grande Cisma”, entre 1378 e 1417, quando o papado foi dividido, chegando a haver três papas em 1409. A oferta se dividiu, mas a demanda se elevava com a busca por parte da população leiga, empesteada e faminta por uma relação mais direta com o sobrenatural. Surgia a devoção de caráter individualista com base na meditação sobre a vida de penitência e sacrifício de Cristo para alcançar a promessa de paraíso futuro. O exercício individual da fé foi uma ideia-chave para os futuros reformadores da Igreja.

Os esforços dos “devotos” era para expurgar das manifestações culturais todos os resquícios de paganismo ou sobrevivências pré-cristãs. Os ritos católicos lhes substituíam como espécie de magia. O ponto de ruptura foi quando um frei alemão, Martinho Lutero (1483-1546) se deparou, lendo a bíblia, com a doutrina da justificação pela fé. Há cerca de ½ milênio, divulgou suas 95 Teses contestatórias inclusive da prática de perdoar os pecados mediante pagamento em dinheiro.

Foi a base para uma teologia reformada, onde expunha a doutrina do sacerdócio universal. Segundo essa tese, os homens não necessitavam de intermediários do clero para entrar em contato com Deus. Bastava se alfabetizar para ler a bíblia traduzida do latim para o alemão. Conquistou a simpatia das castas dos nobres, dos sábios filósofos e dos sábios-criativos (artistas e artesãos) até o ponto de seis príncipes e catorze cidades alemãs protestarem quando, em 1529, tentaram bani-lo dos domínios do Sacro Império Romano. Foi a origem da designação “protestante”. Sempre pregou a centralidade da bíblia, lida diretamente, sem intérpretes intermediários, por livre-iniciativa.

No Brasil, houve tentativas de disseminação do protestantismo desde o período colonial (1500-1822). Os franceses invasores do Rio de Janeiro no século XVI, em busca de refúgio religioso (e do pau-brasil), eram huguenotes. Em 1630, os holandeses da Companhia das Índias Ocidentais, interessados no comércio do açúcar, conquistaram parte da atual região Nordeste, onde permaneceram até 1654. Nesse período, organizaram a Igreja Cristã Reformada.

A grande maioria dos “cristãos-novos” — um em cada três portugueses imigrantes para a colônia era judeu com conversão forçada — se misturou depois de uma ou duas gerações com outras etnias. Formaram comunidades ou grupos de pessoas caracterizadas por uma homogeneidade sociocultural com língua, religião e modo de agir próprios. De maneira pejorativa, o indivíduo de origem árabe, vendedor ambulante de artigos de armarinho, era chamado de “carcamano”.

A presença oficialmente aceita do protestantismo só ocorreria na primeira metade do século XIX, após a chegada da corte portuguesa, por causa da aliança geopolítica com a Inglaterra contra Napoleão. Como nação protestante, a Inglaterra garantiu para os seus súditos privilégios de caráter religioso sem precedentes contra o monopólio da Igreja Católica. Estabeleceram a Igreja Anglicana no país. Foram construídos templos e cemitérios, porque as necrópoles – partes das cidades antigas destinadas ao sepultamento dos mortos – estavam sob a guarda da Igreja Católica. Paradoxalmente, face ao seu primórdio, esta não permitia o enterro de protestantes nos seus sítios.

Para resolver o problema conflituoso da mão-de-obra escrava, imigrantes alemães protestantes, especialmente luteranos vindos da Alemanha, se instalaram principalmente no Sul do país, embora também houvesse colônias em estados do Sudeste, exceto no estado de São Paulo. Fundaram comunidades evangélicas independentes e escolas paroquiais de língua germânica para seus filhos.

Outro fator contribuinte para a vinda de missionários estrangeiros foi o avivamento religioso ocorrido na Europa no final do século XVIII. Ele se difundiu pelos Estados Unidos durante a Guerra da Independência pelo discurso de ódio. Foi pregada a satanização da Inglaterra para os colonos norte-americanos separarem-se definitivamente da memória afetiva da metrópole. Em decorrência do fervor evangélico, depois, missões foram organizadas com o objetivo de salvar os demais pecadores do inferno.

Os puritanos, calvinistas radicais e imigrantes pioneiros para os Estados Unidos, surgiram em oposição ao “papismo” da Igreja da Inglaterra. Tinham uma espiritualidade intensa e tumultuosa. Eram bons capitalistas e bons cientistas. Às vezes, porém, passados os efeitos da graça, após a conversão, mergulhavam em depressão crônica e alguns até cometeram suicídio, certos de a perda da alegria extática significar sua predestinação ao Inferno.

Os Pais Fundadores da República Norte-americana compunham uma elite aristocrática de ideias iluministas atípicas. A vasta maioria dos americanos era calvinista e não podia acatar o etos racionalista. Muitos consideravam o deísmo – doutrina para qual a razão é a única via capaz de assegurar da existência de Deus, rejeitando, para tal fim, o ensinamento ou a prática de qualquer religião organizada – uma ideologia satânica.

Os protestantes viam sua religião dotada de uma ética capaz de incentivar o espírito do capitalismo. A concepção de Destino Manifesto tornou-se pensamento corrente nos Estados Unidos como justificativa dos norte-americanos serem predestinados por Deus para conquistar o mundo levando a democracia, o protestantismo e os valores extremamente moralistas de sua civilização. É a versão expansionista do “sonho americano” de mobilidade social por conta própria ou livre-iniciativa.

No Brasil, com o advento da República através da casta dos militares positivistas houve a separação da Igreja do Estado. Este se tornou constitucionalmente laico. Caíram os obstáculos jurídicos para a atuação dos evangélicos, propiciando a liberdade de expressão e a tolerância religiosa para a propagação do protestantismo no país.

Nas décadas de 1950 e 1960, após a II Guerra Mundial, o pentecostalismo ganhou vigor com a chegada de igrejas norte-americanas. No mesmo período, a livre-iniciativa levou a novos empreendimentos com a criação de igrejas nacionais. Deram novas ênfases evangelizadoras em sintonia com a urbanização. Investiram em grandes concentrações público e no uso inicial do rádio, depois da TV, para anunciar a mensagem do evangelho da cura divina para todos os males através da Teologia da Prosperidade contra o diabo na área financeira. Com a diversificação do pentecostalismo no país, a exploração de nichos do mercado religioso propiciou uma alternativa ao catolicismo para as camadas populares de baixa renda.

A partir da segunda metade dos anos 70, novas igrejas pentecostais tiveram um crescimento acelerado ao explorar a lógica do mercado religioso e uma racionalidade pragmática de tipo empresarial. Passaram a pregar a valorização da felicidade aqui-e-agora a partir da prosperidade financeira, sinal da graça divina.

Para conceder graças aos “tementes de deus”, nada melhor: dar ou transmitir graça a um amplo e fiel público eleitor. O investimento na mídia, além da criação de uma indústria da música gospel – etimologicamente, derivada do inglês god-spell, com alusão ao ato divino de anunciar algo ou ao “feitiço de deus” –, propiciou a eleição da “bancada da bíblia”, dita evangélica, no Poder Legislativo. Acima dos partidos, tem grande poder de barganha junto ao Poder Executivo em coalizões partidárias-presidencialistas.

Leia também:  A luta é por empregos, por Lindinaldo Freitas de Alencar

Agora, com a aliança entre a casta dos militares e a casta dos sabidos-pastores, eleito o primeiro presidente evangélico de uma República brasileira laica, tanto o catolicismo como a religiosidade brasileira afro-espírita sentem temor de serem demonizadas e encaradas pelos pastores como inimigas preferenciais na disputa do mercado religioso. Cruz credo! Livre-nos do obscurantismo da Igreja com Partido e da Escola sem Partido!

Fernando Nogueira da Costa – Professor Titular do IE-UNICAMP. Autor de “Métodos de Análise Econômica” (Editora Contexto; 2018). http://fernandonogueiracosta.wordpress.com/ E-mail: fernandonogueiracosta@gmail.com.  
 

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12 comentários

  1. Uma frase, apenas uma, pode

    Uma frase, apenas uma, pode mudar a vida de muitas pessoas.

      Sobre esse assunto do post, a frase mais feliz que li :

        ”’ mas também quando um professor fala como se a existência de Deus fosse um fato, não uma crença ou ideologia dele.”

    Contardo Calligaris.

        

    Escola realmente sem partido

               

     

    O movimento Escola Sem Partido gostaria que uma lei vedasse os professores de apresentarem suas crenças e ideologias em sala de aula como se correspondessem a fatos e conhecimentos.

    Eis as intenções iniciais do Escola Sem Partido: “Numa sociedade livre, as escolas deveriam funcionar como centros de produção e difusão do conhecimento, abertos às mais diversas perspectivas de investigação e capazes, por isso, de refletir, com neutralidade e equilíbrio, os infinitos matizes da realidade”. Entendo que realizar esse objetivo é difícil:

    1) Os professores são seres humanos, que carregam consigo esperanças e convencimentos mais ou menos bizarros —ou seja, como todos nós, eles são moldados por uma tralha de crenças e visões ideológicas do mundo.

    2) É difícil que alguém, na exposição (e na própria aquisição) de seu saber, consiga abstrair dessa tralha e faça rigorosamente a diferença entre suas crenças e o que seria, digamos, o “conhecimento”.

    Não sei, aliás, se essa separação é sempre possível ou produtiva —mas dá para esperar e pedir que o professor, ensinando, saliente essa diferença.

    Isso é fácil quando se trata de crenças genéricas. Por exemplo, “eu sou liberal e acredito no progresso”, “eu sou cristão e acredito em Deus”, “eu, marxista ou não, acredito que o motor da história seja a luta de classe”.

    A coisa se torna mais complexa quando a matéria ensinada é, por assim dizer, atravessada pela crença do professor. Mas não é impossível. Exemplo: em vez de dizer “os camponeses foram expulsos das terras para que houvesse mão de obra barata para a indústria nascente”, o professor pode (e talvez deva) dizer “os camponeses foram expulsos das terras, e eu tendo a acreditar que foi de propósito, para que houvesse mão de obra disponível para a indústria nascente. Outros pensam que foi uma coincidência ou que a indústria nasceu porque ela se tornou possível a partir do momento em que houve mão de obra faminta vagando solta pelas terras”.

    A adoção de uma ideologia diferente da do professor seria aceita sem consequência nas notas —à condição, claro, que essa dissidência não fosse um pretexto para a ignorância.

    Enfim, o que parece necessário para chegar a uma “escola sem partido” é um tremendo esforço pedagógico na hora de formar quem almeja se tornar professor —esforço para ajudá-lo a fazer sempre a diferença entre as suas crenças e o conhecimento que ele dispensará.

    Por uma razão misteriosa, o Escola Sem Partido não pensa nisso, mas prefere convidar os estudantes a denunciar seus professores caso eles pareçam apresentar suas crenças e ideologias como conhecimento. Sinceramente, eu preferiria educar minhas crianças em casa a expô-las a um ambiente escolar paranoide, onde elas poderiam dedurar seus professores como maneira de solucionar quaisquer conflitos com eles.

    Mas esse é um detalhe. Ao meu ver, a maior falha do Escola Sem Partido é que, contrariamente à sua proclamação inicial, ele não almeja uma escola sem ideologias (ou, ao menos, capaz de fazer a diferença entre ideologia e conhecimento).

    O Escola Sem Partido parece ter sido criado só como instrumento de uma luta ideológica, na qual há uma ideologia do bem (que, de repente, nem ideologia admite ser) e uma do mal.

    Para mim, doutrinação é quando um professor declara que a luta de classe “é” o motor da história, mas também quando um professor fala como se a existência de Deus fosse um fato, não uma crença ou ideologia dele.

    Da mesma forma, doutrinação seria um professor estilo anos 1970 pregar a liberação sexual. Mas também seria doutrinação se um professor pregasse a castidade ou a abstenção até o casamento. Preferiria que ambos: 1) declarassem sua crença e ideologia respectivas; 2) logo apresentassem aos alunos a história da sexualidade e de sua repressão, talvez sobretudo do terceiro século do cristianismo até o dia em que Maria se tornou perpetuamente virgem.

    Se quisermos proteger nossos rebentos da ideologia, seria bom protegê-los de todos os que apresentam crenças como fatos, inclusive dos que oferecem as crenças da ideologia dominante como se fossem conhecimentos estabelecidos.

    Um dos meus professores de filosofia (que, aliás, era jesuíta) disse um dia para minha classe: meus senhores, sinto lhes dizer que o conhecimento, diferentemente da eucaristia, não se distribui em partículas.

     

    • “Se quisermos proteger nossos

      “Se quisermos proteger nossos rebentos da ideologia, seria bom protegê-los de todos os que apresentam crenças como fatos, inclusive dos que oferecem as crenças da ideologia dominante como se fossem conhecimentos estabelecidos.”

       

      Exatamente. Mas uma proposta assim deveria ser encarada como um processo – movido pelo esforço e pela mobilização, como quase tudo na área da educação – e não como um objetivo. Seria, se concebido de forma realista, um ideal passível de ganhar algum respeito, partindo do princípio de que estamos todos, indistintamente, situados em algum campo ideológico. Qualquer pessoa minimamente sensata percebe o tamanho do objetivo e da ideologia por trás desse movimento dada forma como está posto.

  2. Na minha ótica, a religião

    Na minha ótica, a religião tem duplo sentido. Tudo a ver com Deus e o demônio.

             Ao mesmo tempo que suportamos os fardos da vida terreste vizualizando um paraíso futuro, nos venda a vista de quanto somos torturados agora sem sabermos :

           1  Há vida futura?

             2 Precisamos sofrer tanto agora pra conquistá-la ?

              3  precisamos pagar dízimo . ou compra da felicidade, pra podermos entrar  nesse maná ?

                    4 Ou tudo é uma farsa.?

                        Como agnóstico levo minha vida de maneira a não prejudicar ninguém e sempre que possível fazer o bem.

                                  Mas em nenhum momento, qualquer bem que eu faça sirva pra conquistar um pedacinho do céu.

                                Faço o bem porque é da minha natureza.

                                   E não espero nenhuma recompensa.

                            Segundos estudos,lá no além, agnósticos sofrem mais que ateus.

                                                          Porque são mais esclarecidos.

                                                        Então, estou condenado antecipadamente.

  3. Jesus Recrucificado

    Nassif: raros são os que não pressentem que seja o locador do Templo de Salomão, seja o daBala, estes andam e cagam prá Jesus. Para um, só vale o que pode arrecadar. O dindim pode pintar de onde quiser, seja dos narcotraficantes da Colômbia, seja o irmãozinho na fé, o importante é tinir o metal na sacolinha da “caridade”. Para o outro, o voto. Ambos, são hoje, com bênção do Mercenário da Fé (ligado ao Carcamano da Moóca) os sortudos do Céu. Ao seu tempo e modo haverão de instalar o pão e circo, tão ao gosto das milícias vangélicas que se dirigem a Jerusalém tipiniquim. Até as tradicionais, como a Batista, aderiram aoCoiso, na onda do “O sangue de Jesus é poderoso”. E com tal slogan haverão de promover o novo Circus romano, agora com novos “hereges”, como negros, prostitutas, gays, romanos, ortodóxicos, mormons e outros mais. Só osjudeus, que ajudaram na mudança, estarão fora. Já imaginou o ManéGarrincha lotadinho. Uns 600 desses e uma dúzia de onças pintadas, que não comem ha uma semana? Lógico, a grande mídia transmitindo ao vivo.

    Verdade que em nome da fé já se cometeu tanto delito, já se conseguiu tanto voto, que um crimizenho aqui, um massacrezinho ali não fará diferença. O importante é vencer. E isto, conseguiram…

  4. É um vale tudo.
    Na semana

    É um vale tudo.

    Na semana passada o Silas Malafaia ungiu o Bolsonaro dizendo que “Deus escolheu as coisas vis e despreziveis e por isso te escolheu.” Ocorre que essa frase é de São Francisco de Assis quando foi perguntado por Frei Masseo do porque tanta gente o seguia sendo ele um homem pobre e sem influência. São Francisco mostrando submissão a Deus e humildade lhe respondeu que era porque “Deus não encontrou na terra um pecador mais vil e desprezível do que ele”.

    Para quem não conhece o contexto ficou esquisito a benção com o Malafaia reconhecendo a vileza de Bolsonaro. É desonesto demais pessoas de tanta má fé se apropriar de uma fala de um santo como Francisco de Assis.

     

    • Hmmm….

      Na verdade o texto original (sobre vileza e coisas desprezíveis) vem do Apóstolo Paulo, na epístola aos Coríntios. O contexto todo fala de divisões, ciúmes, arrogância e PRINCIPALMENTE orgulho religioso.

      Vindo da boca de um Malafaia ao Coiso – Presidente eleito do Brasil –  ficou bem estranho mesmo…

      • E mesmo? Eu de Bilbia não

        E mesmo? Eu de Bilbia não entendo nada. Só li os Evangelhos. De São Francisco também não entendo. Mas é meu santo favorito então conheço algumas passagens da vida dele.

  5. Falta de sintonia
    Deixa ver se eu entendi: A igreja não pode ter partido, mas a escola pode? Nem igreja, nem escola, nem sindicato, nem quartel podem ter partido. Cumpra-se a lei e o seu espírito.

  6. o logro e o lucro narcísico

    a moeda corrrente do mercado religioso

     

    satisfação religiosa garantida mesmo com promessas não cumpridas, mas associadas à valorização da imagem

     

    e quando caem na real, sem ganho algum, culpam os outros

  7. + comentários

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