Um novo AI-5. O que fazer?, por Ricardo Cappelli

 
Um novo AI-5. O que fazer?
 
por Ricardo Cappelli
 
1 – A DURA REALIDADE: Entre a previsão e o impacto do fato a diferença é grande. Foi difícil dormir. Pairavam as sombras de um novo AI-5. Se você substituir Lula por Zé Dirceu verá sentenças idênticas. Foi o ser histórico e seu papel, não o homem o condenado. Esse judiciário vai permitir que Lula seja candidato? Não há mais dúvida, a hipótese de prisão é real.
 
2 – CADÊ O POVO ? As manifestações foram importantes. Mas não podemos fechar os olhos à realidade. Não há povo na rua. Lula deve subir nas próximas pesquisas devido à exposição do julgamento e ao sentimento de injustiça, mas não há povo na rua disposto a matar e morrer por ele. É o preço pela ausência de uma estratégia de organização popular enquanto estávamos na ofensiva. Um preço caro e doído.

 
3 – DEMOCRACIAS DE PLÁSTICO – A radicalização acompanha a economia. O capitalismo vive um processo de brutal concentração. A desigualdade decorrente será cada vez mais incompatível com a democracia. É provável que tentem prender também Cristina Kirchner na Argentina. Vão se construindo “democracias de plástico”, inodoras, sem povo e a serviço do mercado.
 
4 – O BURACO INSTITUCIONAL – O judiciário aprofundou o fosso entre o povo e as instituições. Como convencer que Lula é condenado por um apartamento que nunca foi dele e outros, com malas de dinheiro, estão soltos? Estão brincando com fogo. Uma justiça injusta, parcial e partidária, pode levar à completa desestabilização do país.
 
5 – O XADREZ DA DIREITA – O STF, pressionado, decidiu rediscutir a prisão a partir da segunda instância. Prender Lula é uma aposta de alto risco. Quem conhece o mercado sabe que seus yuppies gostam de uma aposta. Ontem a Bolsa subiu e o dólar caiu. O próximo alvo deve ser Bolsonaro. Precisam tirá-lo do jogo. Vão limpar o campo para, se possível, tentar ganhar no primeiro turno.
 
6 – AVENIDA PAULISTA OU COSME VELHO? Alckmin unificou São Paulo. A turma que tentou golpear Vargas em 1932 não costuma brincar. Foi só FHC colocar Alckmin em dúvida e sinalizar para Huck que a Folha estampou o apartamento dele na Avenue Foch, um “barraco” de 11 milhões de euros. A Globo também não é um império por acaso. Travarão uma luta dura pelo leme e, pragmáticos, irão se unificar ao final em torno do vencedor.
 
7– O ERRO DA RADICALIZAÇÃO – Atos estéreis de radicalização esquerdista é tudo que a direita espera que façamos. Abrirão champanhe a cada novo ato vanguardista. É erro grave. Numa defensiva brutal, não há saída a não ser sair das cordas, ampliar.
 
8 – O LULISMO E O DILEMA – A massa lulista defende as políticas sociais. E opta por um líder forte, protetor. Em alguns estados quando Lula sai da eleição crescem em seu lugar Huck e Bolsonaro. Lula continuará sendo o principal ativo do campo progressista. Seu poder de transferência é importante, se será suficiente é cedo para afirmar. Ficando cada vez mais claro que não irá até o final, qual será o momento ideal para substituí-lo de forma a facilitar a transferência? Esse dilema, cedo ou tarde, vai chegar à mesa do PT.
 
9 – DIVISÃO DA ESQUERDA – Não existe espaço vazio, é a política como ela é. Os demais partidos também avançarão na discussão de alternativas. Se as direções partidárias não tiverem juízo, daqui a pouco veremos Comunistas, Socialistas, correligionários de Ciro, Petistas e Psolistas trocando tapas em praça pública. A insegurança sobre o futuro do Lulismo e a disputa por seu espólio serão o terreno fértil para esta eventual lambança.
 
10 – UM NOVO PARTIDO PARA UMA NOVA REALIDADE – Loucura? Fora da realidade? O novo quadro impõe pensar “fora da caixinha.” Qual o sentido, na atual quadra histórica, de termos Manuela D’Ávila, Ricardo Coutinho, Jaques Wagner, Ciro, Requião e até mesmo psolistas como Erundina e Edmilson Rodrigues em partidos diferentes? Pegaram o Rei. Vão parar em Lula ou no PT, como Lula achou que parariam em Dirceu? A construção de um novo Partido de Frente, orgânico, que reúna Comunistas, Socialistas, Sociais Democratas e Nacionalistas em torno de um Programa por uma Nova Independência do Brasil sacudiria nosso campo e apontaria perspectiva. Não se trata da dissolução ou da liquidação dos partidos atuais, que atuariam por dentro da Frente. Seria a materialização de uma compreensão histórica superior sobre o estágio da luta no Brasil.
 
11 – É POSSÍVEL GANHAR ? – A tarefa da direita é das mais difíceis. Aprovar um projeto antinacional e antipopular nas urnas em meio a uma grave crise econômica e social não será fácil. Terão que alijar a esquerda do processo e contar com a sua divisão. É possível ganhar. Desde que haja grandeza e desprendimento de todos.
Leia também:  O que dará fim ao governo Bolsonaro será o confronto entre as PMs e o Exército, por Rogério Maestri

Ricardo Cappelli – Secretário Chefe da Representação do Governo do Maranhão  no DF

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11 comentários

  1. Lula só foi preso em ditaduras militar e na midiática-judiciária

    em compensação, Serra, FHC e aparentados se auto exiliaram na primeira (fugiram) e foram protegidos na segunda. Lula ficou pobre e os outros estão milionários. A injusta justissa brasileira é mesmo culpada pela péssima e indecente distribuição de riqueza. Os do PSDB é que precisam ter seus passaportes resgatados.

  2. A esquerda só se une na cadeia…

    Todos nós, no campo popular, sonhamos, desde sempre, com uma união das esquerdas, no Brasil (e no mundo também, diga-se de passagem).

    Mas a experiência histórica é terrível, a ponto de ter, muitos anos atrás, produzido a frase-título deste comentário.

    Enquanto a direita tem uma identidade de classe que a une, na esquerda somos oriundos de todas as classes. Prosaicamente, a esquerdistas mesmo entre os ricos, e muitos, talvez a maioria, vem da pequena burguesia, profissionais de educação acadêmica e outros “privilegiados”. E fazer com que se unam pessoas cujo único traço vagamente em comum é uma utopia igualitária, é difícil.

    Mas não custa sonhar, nem tentar…

  3. Imediatismo

    A ganância eleitoreira imediatista será o principal obstáculo para uma estratégia consequente e sustentável no longo prazo para todas as forças nacionalistas do centro à esquerda.

    Se a ambição imediatista vencer, perderemos todos.

  4. Ricardo Coutinho liderança?
    Obviamente o colunista não conhece a realidade da paraiba. Governo pifio, seu candidato patinando, as lideranças fortes são a vanguarda do atraso dp estado, o que mais ladrou no golpe contra Dilma, e Maranhão, um zero a esquerda.

  5. Quais os três ingredientes essenciais?

    Há mais de um século Lênin escrevia e falava às massas proletárias que, dentre outros, são necessários três ingredientes essenciais:

    1º) Povo, ou seja, as grandes massas proletárias, com liderança(s) autêntica(s) e legítima(s) a orientá-las;

    2º) Dinheiro, ou seja, recursos materiais para que as massas proletárias, através das ideranças autênticas, tomem o poder, organizem o Estado governem de acordo com os interesses dos trabalhadores/proletários;

    3º) Armas. Sem que se conquiste o apoio de parcela significativa do braço armado estatal não se faz revolução.

    A 2ª questão apresentada no artigo é puramente retórica, pois o povo, isto é, as massas trabalhadoras, exploradas e excluídas, por experiência própria, sabem que de pouco ou nada vale ir para as ruas, em grandes manifestações, se não puderem contar com lideranças autênticas e capazes de conquistar recursos materiais e apoio de parcela do braço armado estata para a causa transformadora/revolucionária.

    Em 2016 e 2017 houve grandes manifestções – algumas com mais de 100.000 pessoas – protestando contra o golpe de Estado, desmonte do Estado Social, supressão de direitos, entreguismo, etc. Qual o resultado prático? NENHUM. Por quê? Ora, porque não bastam as massas populares nas ruas para se efetuar uma transformação social revolucionária. 

    Mesmo diante dessa realidade nua e crua ainda existem acadêmicos, como AF e WGS, que incitam as massas a irem para as ruas, radicalizarem. Esses inconseqüentes JAMAIS mencionam o 2º e 3º ingredientes que citei.

  6. Constituinte Inevitável

    A Constituição Federal de 1988 projetou um estado nacional avançado e civilizatório para um mundo de relações diplomáticas entre estados soberanos, sob princípios elementares das relações internacionais, como par in parem non habet iudicium, par in parem imperium non habet etc. Esse mundo, para o qual se projetou o estado brasileiro, que pressupunha a prevalência do Direito Internacional na solução pacífica de conflitos e instituições internacionais sólidas e prestigiadas, começou a ser desconstruído com a guerra liberada nos Balcãs sobre o cadáver da ONU. O dragão hegemônico ferido de multipolaridade não respeitava fronteiras, nem reconhecia soberanias. Aberto, permeável, pacífico e vulnerável, o estado brasileiro, num território de valor estratégico incalculável, seria alcançado, como foi. A eficácia e o vigor da Constituição de 1988 não são recuperáveis, até porque os poderes que ela constituiu, vinculados agora a uma devassidão de interesses inconfessáveis, já atuam como fonte normativa constitucional própria, autônoma, num projeto de constitucionalidade aberta, inalcançável pelo constituinte originário. A Constituição de 1988 existe agora apenas no plano simbólico, como texto subsidiário, mera referência. A convocação, eleição de membros e instalação de Assembléia Constituinte, para o exercício do poder originário e reconstituição do estado nacional soberano brasileiro, é urgente e obviamente não depende dos poderes constituídos, cuja perda de legimitidade não só é irreversível como crescente. A arquitetura constitucional do estado brasileiro para o século XXI há de considerar os desafios da conjuntura internacional adversa, intricada e belicista, visando garantir a integridade do território e a soberania nacionais, assim como compromisso e empenho do Brasil com o respeito à auto-determinação dos povos nas Américas por todas as nações.

  7. Não haverá eleições livres e democráticas em 2018.

    “O próximo alvo deve ser Bolsonaro. Precisam tirá-lo do jogo. Vão limpar o campo para, se possível, tentar ganhar no primeiro turno.”

    Perfeito! É exatamente isso que irá ocorrer caso esse candidato ameace as forças dirigentes do golpe. Os eleitores do Bolsonaro e da esquerda, que representam a grande massa pobre e remediada, precisam entender que estão fazendo papel de trouxa. Seus candidatos, não irão concorrer. Se concorrerem, não irão ganhar. Se ganharem, não governação. Essa é a lei primeira da “democracia” brasileira.

    As forças do golpe tem a faca do MP e do Judiciário da Lava Jato e o queijo da Globo nas mãos.

    Aqueles que acreditaram em eleições livres em 1968, como JK e Lacerda, quebraram a cara.

    Lula, Bolos, Ciro, Bolsonaro, Manuela, Aldo, Requião e quem mais acreditar em eleições livres em 2018, também quebrará a cara.

    Pessimista na análise

    É preciso estar preparado para o pior cenário. A luta será longa. Vinte anos, pelo menos. Não existe possibilidade de vitória da oposição. O golpe está consolidado.

    “não podemos fechar os olhos à realidade. Não há povo na rua … disposto a matar e morrer.”

    Otimista na ação.

    “Atos estéreis de radicalização esquerdista é tudo que a direita espera que façamos. … É erro grave. Numa defensiva brutal, não há saída a não ser sair das cordas, ampliar.”

    Ação otimista é retomar às bases. Retornar aos sindicatos, às associações de bairro, às cooperativas nas favelas nas roças, palafitas. É preciso procuraro povo, comunicar-se dialógica e pedagogicamente com ele.

    É preciso esquecer os palácios e as eleições e só retornar ao poder nos braços do povo, sem o judiciário, sem Globo, sem “Mercado”. Apenas com a soberania do povo.

    Não se trata de esquecer as eleições. Nem de não participar, até certo limite, delas. Mas denunciá-las como uma farsa.

    Eleições no Brasil só tem valor se o candidato da minoria rica ganhar. Essa é a denúncia. Essa é a farsa.

  8. Um novo modelo..
    Simplesmente criar um novo partido sob as regras atuais é mais do mesmo, não significa “sair fora da caixinha”.. Sair fora da caixinha é mudar a forma como exercitamos a política.. .. e a nova forma, a única possível nestes estertores do capitalismo, é através do compartilhamento do poder político com o povo.. Porque? Oras, o super poder econômico de um número cada vez menor de pessoas torna todas as lideranças populares no planeta alvos fáceis de serem abatidos. Mesmo que o povo vença as barreiras da comunicação e eleja seu representante (desafio razoável), esse é facilmente anulado. Pode ser preso, ameaçado.. morto.. corrompido..  Porém, no momento em que o poder político for compartilhado – de fato – com o povo, acaba a influência do capital.. .. sai a figura do político astro e entra a rede de eleitores.. .. as decisões políticas deixam de ser ato exclusivo de 1 pessoa.. .. ainda que exista oficialmente a figura do político, suas posições são construídas junto com seu eleitorado.. .. e não adianta vc matar o político Fulano de Tal se quem decide é a rede que o sustenta..  Mas afinal, isso é ficção científica? Será que ando assistindo muito Black Mirror no Netflix?  Nada disso. Vou lhe mostrar um exemplo concreto, atual, vivo: a rede setorial de militantes do PT Não sei se vc sabe, mas dentro do PT existem grupos de militantes organizados para discussão de assuntos específicos, geralmente com o objetivo principal de contribuir para programas de governo. São as chamadas setoriais. Existe uma setorial de tecnologia na cidade de São Paulo, e foi lá que eu propus a criação de uma rede “local”. É uma rede mista, formada por um staff (horizontal, que é a coordenação da setorial) sobre uma estrutura em árvore, hierarquizada geograficamente. Ideia básica. O segredinho é dar autonomia para que as lideranças dos nodos possam desenvolver e comandar suas próprias redes dentro de limites geográficos (e demais regras do partido, claro). O staff indica as lideranças de 1º nível, que indicam os de 2º nível e assim sucessivamente, abrangendo zonas, distritos, bairros, vilas, escolas, associações de bairro, empresas, etc.. Consegue visualizar 2 dimensões? É como se fossem as raízes de uma árvore representadas na pintura: elas aprofundam na vertical e se espalham na horizontal, 2 dimensões, beleza? Tente imaginar agora outras setoriais (independentes) também organizadas dessa forma na cidade de São Paulo.. Imagine o desenho gráfico dessas redes..  .. imagine sobrepor os gráficos, um sobre o outro.. .. perpendicular ao plano dos gráficos está o vetor geográfico que é a 3ª dimensão desse projeto.. .. são os núcleos de base empoderados..   Acho que vc já entendeu, né? A ideia é criar uma rede capilarizada, informatizar tudo, permitir o acesso online e criar comunidades capazes de sustentar uma candidatura e compartilhar o poder político, o cara vai estar em contato permanente com a base.. .. vc não precisa marcar reunião com o vereador, ele já vai estar ali na rede junto contigo.. .. e vai respeitar os direcionamentos que o coletivo impor.. ——- Eu não sei se esse é o melhor projeto, se funciona em todos os casos, mas o que eu quero te dizer é que não adianta criar um partido segundo o modelo que estava aí agora há pouco.. As pessoas querem participar da política.. de fato.. .. esse é um projeto unificador, revolucionário.. .. tá faltando coragem para implementá-lo.. .. eu estou tentando com meus companheiros do PT, mas tá enrolado.. .. talvez vc consiga levar a ideia.. .. melhorar o projeto..   PS.: na minha proposta, as redes são auto sustentáveis, abuso de software livre e trabalho voluntário..

  9. Simplesmente criar um novo

    Simplesmente criar um novo partido sob as regras atuais é mais do mesmo, não significa “sair fora da caixinha”..

    Sair fora da caixinha é mudar a forma como exercitamos a política..

    .. e a nova forma, a única possível nestes estertores do capitalismo, é através do compartilhamento do poder político com o povo..

    Porque?

    Oras, o super poder econômico de um número cada vez menor de pessoas torna todas as lideranças populares no planeta alvos fáceis de serem abatidos.

    Mesmo que o povo vença as barreiras da comunicação e eleja seu representante (desafio razoável), esse é facilmente anulado.

    Pode ser preso, ameaçado.. morto.. corrompido..

     

    Porém, no momento em que o poder político for compartilhado – de fato – com o povo, acaba a influência do capital..

    .. sai a figura do político astro e entra a rede de eleitores..

    .. as decisões políticas deixam de ser ato exclusivo de 1 pessoa..

    .. ainda que exista oficialmente a figura do político, suas posições são construídas junto com seu eleitorado..

    .. e não adianta vc matar o político Fulano de Tal se quem decide é a rede que o sustenta..

     

    Mas afinal, isso é ficção científica?

    Será que ando assistindo muito Black Mirror no Netflix?

     

    Nada disso. Vou lhe mostrar um exemplo concreto, atual, vivo: a rede setorial de militantes do PT

    Não sei se vc sabe, mas dentro do PT existem grupos de militantes organizados para discussão de assuntos específicos, geralmente com o objetivo principal de contribuir para programas de governo.

    São as chamadas setoriais.

    Existe uma setorial de tecnologia na cidade de São Paulo, e foi lá que eu propus a criação de uma rede “local”.

    É uma rede mista, formada por um staff (horizontal, que é a coordenação da setorial) sobre uma estrutura em árvore, hierarquizada geograficamente.

    Ideia básica.

    O segredinho é dar autonomia para que as lideranças dos nodos possam desenvolver e comandar suas próprias redes dentro de limites geográficos (e demais regras do partido, claro).

    O staff indica as lideranças de 1º nível, que indicam os de 2º nível e assim sucessivamente, abrangendo zonas, distritos, bairros, vilas, escolas, associações de bairro, empresas, etc..

    Consegue visualizar 2 dimensões?

    É como se fossem as raízes de uma árvore representadas na pintura: elas aprofundam na vertical e se espalham na horizontal, 2 dimensões, beleza?

    Tente imaginar agora outras setoriais (independentes) também organizadas dessa forma na cidade de São Paulo..

    Imagine o desenho gráfico dessas redes..

    .. imagine sobrepor os gráficos, um sobre o outro..

    .. perpendicular ao plano dos gráficos está o vetor geográfico que é a 3ª dimensão desse projeto..

    .. são os núcleos de base empoderados..

     

     

    Acho que vc já entendeu, né?

    A ideia é criar uma rede capilarizada, informatizar tudo, permitir o acesso online e criar comunidades capazes de sustentar uma candidatura e compartilhar o poder político, o cara vai estar em contato permanente com a base..

    .. vc não precisa marcar reunião com o vereador, ele já vai estar ali na rede junto contigo..

    .. e vai respeitar os direcionamentos que o coletivo impor..

    ——-

    Eu não sei se esse é o melhor projeto, se funciona em todos os casos, mas o que eu quero te dizer é que não adianta criar um partido segundo o modelo que estava aí agora há pouco..

    As pessoas querem participar da política.. de fato..

    .. esse é um projeto unificador, revolucionário..

    .. tá faltando coragem para implementá-lo..

    .. eu estou tentando com meus companheiros do PT, mas tá enrolado..

    .. talvez vc consiga levar a ideia..

    .. melhorar o projeto..

     

     

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    PS.: na minha proposta, as redes são auto sustentáveis, abuso de software livre e trabalho voluntário..

  10. Antes que Tarde Seja Nunca, Movimento pela Democracia ‘Lula Lá’

    ‘Lula’ é as ‘Diretas Já’, em 2018.

    Deve continuar candidato e temos que defende-lo nesse sentido, sem o que não terão dificuldade em legalizarem o golpe, vencendo a eleição em 2018 e aí o Brasil nunca mais deixará de ser Colônia e campeã mundial em desigualdade.

    Se houver o momento do movimento ‘Lula’ ter que orientar como votar ‘Lula’ na urna, isso poderá ser feito até 30 dias antes da eleição caso o TSE impeça o Lula original de concorrer.

    Abdicar dessa única possibilidade, acreditando em papai Noel, justo nesse momento e circunstâncias, tentando emplacar nomes, além de cegueira política atroz, joga-se a toalha, entregam-se os pontos, sem luta, sem reação, sem coragem e, pior, passando atestado de analfabetos políticos absolutos e escancarando as porteiras a golpistas, bufunfeiros e predadores, de todos os matizes e pedigrees. 

    Vade retro Satanás da política. 

     

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