Em resposta ao bombardeio supostamente israelense que atingiu o hospital de Ahly Arab, em Gaza, o grupo libanês Hezbollah prometeu “um dia de fúria” nesta quarta-feira (18).
“Que amanhã, quarta-feira, seja um dia de fúria contra o inimigo”, informa um comunicado do Hezbollah, que assim como o Hamas, descreveu o ataque como massacre.
O comunicado do Hezbollah afirmou ainda que o ataque mostrou a verdadeira e criminosa face de Israel e de seu patrocinador, os Estados Unidos, “que têm responsabilidade direta e total por este massacre”.
Nesta quarta-feira (18), o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, visitará Israel. Ele teria agenda também com as autoridades da Jordânia, que já cancelaram o encontro.
Protestos
De acordo com o Ministério da Saúde da Faixa de Gaza, o ataque que vitimou, pelo menos, 500 palestinos, foi promovido por Israel.
Já o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, atribuiu a culpa pela explosão a um erro da Jihad Islâmica. “(…) o mundo inteiro sabe: os terroristas bárbaros em Gaza são aqueles que atacaram o hospital de Gaza, não as FDI”, diz ele num comunicado.
O ataque ao hospital de Ahly Arab gerou comoção entre os palestinos na Cisjordânia, que se reuniram em Ramallah momentos após bombardeio para pedir a demissão do presidente palestino, Mahmoud Abbas, e das forças de segurança da Autoridade Palestina.
Também na Cisjordânia, um palestino teria sido morto ao protestar em frente ao Exército de Israel.
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