A passagem de Rafah, ponto estratégico na fronteira entre a Faixa de Gaza e o Egito, foi reaberta nesta segunda-feira (2) para o trânsito de civis e ambulâncias. O acesso estava interrompido desde maio de 2024, quando o Exército de Israel assumiu o controle da região. A medida é considerada uma etapa central do plano de cessar-fogo mediado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, estabelecido no final de 2025 para encerrar o conflito iniciado em outubro de 2023.
Nesta fase inicial, a operação ocorre sob forte restrição. Segundo a agência egípcia AlQahera News e fontes diplomáticas, a autorização de travessia está limitada a 50 pessoas por sentido nos primeiros dias. O funcionamento deve se estender por cerca de seis horas diárias, priorizando casos humanitários e cidadãos que ficaram retidos em lados opostos da fronteira durante os quase dois anos de guerra.
Monitoramento e segurança
Para garantir o controle do fluxo, Israel implementou sistemas de reconhecimento facial e exige autorização prévia de seus serviços de segurança. A União Europeia (UE) também enviou uma missão civil para monitorar as atividades no posto fronteiriço.
Kaja Kallas, chefe da diplomacia da UE, classificou a reabertura como uma “etapa positiva e concreta” e destacou o impacto humanitário: “Para os doentes e feridos de Gaza, a reabertura é uma tábua de salvação”, escreveu no X.
Retorno e gestão transitória
A reabertura também sinaliza o início da transição administrativa em Gaza. A expectativa é que o acesso permita o retorno dos 15 membros do Comitê Nacional para a Administração de Gaza, órgão previsto no plano de paz para gerir o território de forma provisória.
Para os civis, o momento é de reencontro, embora marcado pela incerteza. Aqueles que retornam ao enclave enfrentam limites rígidos de bagagem e a destruição de suas antigas moradias.
Rui Ribeiro
2 de fevereiro de 2026 2:18 pmNão acho que a IA deva ter livre-arbítrio mas free wheel. Alguém não?