Ameaças do governo Bolsonaro une oposições contra retrocessos

Setores que não dialogavam agora sentam à mesa e assinam cartas e manifestos conjuntos para tentar recuperar a defesa da democracia no país

Foto: Agência Brasil

Jornal GGN – O caos que representa o governo de Jair Bolsonaro fez com que setores que até então não podiam dialogar conseguissem sentar à mesa e assinar cartas e manifestos conjuntos para tentar recuperar a defesa da democracia no país.

“Já se juntaram para assinar manifestos contra o governo, na semana passada, ex-ministros da Educação, do Meio Ambiente, e da área de Segurança dos governos dos ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso (PSDB), Lula, (PT), Dilma Rousseff (PT), Itamar Franco (Cidadania) e Michel Temer (MDB). Dois destes manifestos foram assinados na semana passada, o da Educação e o da Segurança. O do Meio Ambiente foi em maio”, listou Tales Faria, em sua coluna ao Uol.

O manifesto pelo meio ambiente foi assinado pelos ex-ministros José Carlos Carvalho (FHC), José Sarney Filho (Michel Temer), Izabella Teixeira (Dilma), Rubens Ricupero (Itamar Franco), Marina Silva (Lula), Edson Duarte (Michel Temer) e Carlos Minc (Lula). Manifesto do Meio Ambiente pode ser acessado aqui.

A carta em defesa da Educação conta com as assinaturas de José Goldemberg (governo Collor), Murílio Hingel (governo Itamar Franco), Cristovam Buarque (governo Lula), Fernando Haddad (governo Lula), Aloizio Mercadante (governo Dilma) e Renato Janine Ribeiro (governo Dilma). Leia aqui o Manifesto da Educação.

E o de Segurança Pública por Aloysio Nunes Ferreira (Fernando Henrique Cardoso), Eugênio Aragão (Lula), José Carlos Dias (Fernando Henrique Cardoso), José Eduardo Cardozo (Dilma), José Gregori (FHC), Luiz Paulo Barreto (Lula), Miguel Reale Jr. (FHC) , Milton Seligman (FHC), Raul Jungmann (Michel Temer), Tarso Genro (Lula) e Torquato Jardim (Michel Temer). Leia a carta publicada Folha de S.Paulo.

Leia também:  Barganhas, emendas e renegociações de dívidas foram moeda para negociar Previdência

Abaixo, um trecho da coluna de Tales Faria:

José Eduardo Cardoso, ministro da Justiça do governo Dilma, concorda que “as bobagens do Bolsonaro e sua trupe” estão conseguindo que petistas e tucanos voltem a dialogar. Mas ele acha “impossível dizer” se neste momento essas conversas promoverão algo mais.

No momento por que passa o Brasil de Bolsonaro, o grupo entendeu que “os valores do Iluminismo são superiores às pendengas políticas”, disse ao blog outro ex-ministro do PT, Fernando Haddad. Ele comandou a pasta de Educação no governo Lula e foi o último candidato do partido a presidente da República.

Raul Jungmann, foi ministro da Segurança de Michel Temer e da Política Agrária com FHC. Ele disse ao blog que os signatários dos documentos não conversaram sobre o futuro. “Até aqui foi uma discussão pontual, em busca de defender o trabalho e as conquistas dos quatro últimos governos, independentemente das cores partidárias, programas e ideologias”.

Mas, pelo que declararam ao divulgar seus manifestos, os ministros deixaram evidente que o diálogo entre esse setores deve ter futuro.

 

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2 comentários

  1. Está provado por A mais B a tramoia dos lojistas para assaltarem o país e tirarem Lula e o PT da disputa…….

    E agora josé? Vão deixar vender empresas na bacia das almas e destruirem a previdencia?

    E a midia assassina, quadrilheira e corrupta? Vai se calar?

  2. Parabéns aos ministros José Goldemberg (governo Collor), Murílio Hingel (governo Itamar Franco), Cristovam Buarque (governo Lula), Fernando Haddad (governo Lula), Aloizio Mercadante (governo Dilma) e Renato Janine Ribeiro (governo Dilma) que colocaram o Brasil tão bem colocados no ranking mundial.

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