Marina se diz opção à impugnação de Dilma e Temer

 
Jornal GGN – A ex-senadora e candidata derrotada à presidência da República em 2014, Marina Silva, se apresentou como alternativa em caso de impugnação da presidente da República, Dilma Rousseff e do vice Michel Temer. “No momento estou focada no que é melhor para o Brasil, o processo que está vindo das investigações. (…) Do ponto de vista da credibilidade, as investigações trazem a materialidade dos fatos”, disse Marina, contestando às recentes afirmações de Dilma de que “não se pode tirar um presidente por não gostar dele”.
 
“Impeachment não se fabrica, ele se explicita em função dos fatos que o justificam. Não se muda o presidente da República simplesmente porque a gente discorda dele. E neste momento as contribuições mais relevantes vêm das investigações”, respondeu Marina Silva. 
 
“Há evidências fortes de que o dinheiro de toda essa corrupção generalizada, institucionalizada, continuada, alimentou a campanha da presidente e do vice-presidente. Se isso fica comprovado, eu repito, comprovado, a chapa deve ser cassada. No meu entendimento, o processo no TSE deve ser agilizado”, completou as acusações a ex-senadora.
 
A representante da Rede Sustentabilidade voltou a defender, na entrevista concedida à Folha de S. Paulo, a legitimidade de seu novo partido, no ano em que a Rede marcará estreia nas eleições municipais. “É nossa escolha não fazer da eleição de 2016 um degrau, um trampolim, para 2018, até para preservar o aspecto programático. Isso não nos levará a fabricar candidaturas de qualquer jeito. Em algumas realidades vamos apoiar outras candidaturas [fora da Rede] também com base num programa”, adiantou.
 
Marina ainda caracterizou que a Rede seria “um desses experimentos” que “buscam fazer uma atualização política” dos novos cenários políticos – o mesmo que o PT fez na década de 80, comparou. A ex-senadora acredita que esse seria o papel do partido: “As escolhas que estamos fazendo, do ponto de vista político, é que não vamos sacralizar partido. Eu já fiquei boa parte da minha vida [nisso] e não vou repetir essa experiência”, afirmou.
 
“A Rede pode dar uma contribuição e espero que ela possa ajudar que o PT, o PSDB também se reinventem. Não existe árvore saudável em ecossistema doente. Nós temos uma aridez profunda no terreno da política”, disse.
 
Marina também atrelou a ausência de suas declarações em determinados momentos de crise política à falta de estrutura da sigla. “Não é verdade que estamos em silêncio, muito menos que há omissão. Se fosse uma senadora da República, talvez estivesse dizendo essas coisas o tempo todo na tribuna do Congresso Nacional, como fazia antes. Hoje eu sou uma professora que trabalha e que tem uma militância política, que vive uma vida modesta. Isso tudo tem um custo, de não ter megaestruturas para ficar fazendo política da forma como muitos vinham fazendo e com as consequências políticas, morais e éticas para a República como hoje a gente vê. Nós atuamos com os meios republicanos de que dispomos. E todas as vezes em que somos instados a dar nossa opinião, estamos dando”, defendeu.
 
Leia aqui a entrevista completa.

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