O caminho do PT para restaurar o respeito às instituições, por Edivaldo Dias Oliveira

Pra que PT?

Por Edivaldo Dias Oliveira

Comecei a pensar e escrever este texto já em 18 de abril, um dia depois do dia infamante. Cada vez me convenço mais de suas acertivas, de que este é o caminho a ser seguido pelo PT, se quiserem restaurar o respeito às instituições brasileiras. Romper e denunciar!

Pra que PT?

E se o PT tirar o time do campo institucional e levar a torcida junto?

Este texto trata, com muita radicalidade, de questões como: Ruptura institucional, Eleições Gerais, Governo Paralelo, Desobediência Civil e sugerem outras providencias.

PRIMEIRO ATO Cena IV  – Macbeth  –  “ Estrelas, escondam o seu brilho; não permitam que a luz veja meus profundos e escuros desejos. Que o  olho se feche aos movimentos das mãos; e, no entanto, que aconteça!  Que aconteça aquilo que o olhar teme quando feito está o que está feito para ser  visto”.

CENA V – Lady Macbeth  –  “Vem, noite espessa, e veste a mortalha dos mais pardacentos vapores do inferno, que é para minha fina e afiada faca não ver a ferida que faz, que é para o céu não poder espiar através da coberta de escuridão, a tempo de gritar “Pare, pare!”.         

A meu juízo, a infâmia de 17 de abril, se confirmada pelo Poder Judiciário e Senado Federal, como tudo indica, encerra e consolida um Processo, sobre o qual o PT precisa se debruçar e decidir se aceita e se submete, ou se se rebela e tira o time de campo, adotando outras formas de luta.

RUPTURA INSTITUCIONAL

A mensagem clara da Câmara Federal é:

O PT é um partido de 2ª classe.

Seus dirigentes e militantes são de 2ª classe.

Seus eleitores e eleitoras são de 2ª classe.

Os votos obtidos pelo PT são de 2ª classe e precisa da chancela, de um “De acordo” da elite brasileira para que o partido possa exercer o governo conquistado com os votos de 2ª classe.

Sem essa aprovação da elite o partido não mais assume governo nenhum daqui por diante, sem correr o risco de ser derrubado por qualquer motivo, por mais absurdo que seja.

E não se pense que a medida adotada contra o partido se aplica a todos os outros, pensar assim seria uma grande ingenuidade. Tais medidas se aplicam tão somente ao partido dos trabalhadores, que nã visão dos seus algozes adotou medidas que ferem de morte o estamento por eles criado e mantido até então. Isso apesar das críticas à esquerda de que os governos petistas não aprofundou o suficiente a supressão das desigualdades.

A Câmara segregou – esse é o termo exato – o PT e seus governantes, parlamentares, dirigentes, militantes, eleitores e eleitoras. É essa segregação que o Senado e STF estão em vias de confirmar.

O fato do presidente da Câmara ter declarado a imprensa que não reconhece o Governo de Dilma, como se um poder, independente e autônomo, dependesse do reconhecimento do outro, mostra claramente o desprezo com que o poder executivo é tratado pelo outro poder. 

Não é improvável que daqui por diante seja delegado ao partido bantustões onde ele possa colher seus votos e exercer o mandato que tais votos lhe dão.

É sob essa constatação que o PT precisa orientar sua militância, eleitores e eleitoras.

Desde o assim chamado mensalão, seus mais destacados dirigentes vem sendo perseguidos de forma seletiva e constante sem que o PT se dê conta de que não se trata mais de processos judiciais, não se trata mais de apresentar documentos que comprovem a inocência ou a prática corriqueira por dirigentes de outros partidos daquilo que os dirigentes petistas vem sendo encarcerados, sem que sobre os outros recaiam a mesma sanha persecutória, muito pelo contrário.

Ainda hoje, 23 de abril, o MPF dá mais uma demonstração inequívoca do quanto se acanalhou, ao “vazar” que Lula e sua família serão denunciadas em função do sitio de Atibaia, que a malta da PF e MPF não conseguiram provar que era dele após dois anos de intensa perseguição e investigação.

Tudo isso nada tem a ver com justiça, com luta contra corrupção, nunca teve, em tempo algum, nunca terá.

Quando o partido se dará conta disso?

Até quando vai se deixar levar, como a presidente, pelo Conto da República de Cardoso?

Quando todos os seus quadros estiverem encarcerados e o partido destruído?

Enquanto o partido não chutar o pau da barraca e denunciar publicamente a ruptura institucional a que está sendo forçado, a ação persecutória continuará, até que não haja mais nenhum grande dirigente petista em liberdade.

Em Minas Gerais, a perseguição ao governo eleito corre a passos largos e sua destituição após a saída da presidenta é só uma questão de tempo, de pouco tempo, diga-se.

Portanto, a análise a ser feita agora é:

Qual é e tem sido, ao longo da existência do partido, a importância do mesmo para a legitimação do Estado Democrático de Direito no Brasil e suas instituições, tanto públicas quanto privadas?

Como o partido pensa que essas instituições vêem a participação do PT no processo de construção e sustentação da democracia e suas instituições republicanas?

Quais as conseqüências para todos os entes da sociedade envolvidos se o partido resolver renunciar a disputa eleitoral, denunciando que as instituições brasileiras envolvidas no processo de construção de um estado republicano não cumprem com a máxima do sufrágio universal de cada homem/mulher um voto e partindo para dialogar diretamente com a sociedade através de outros mecanismos, renegando o sufrágio universal e conclamando seus seguidores a fazerem o mesmo, não como uma negação do sufrágio em si, mas como um meio de restaurar o respeito de todos pela vontade popular manifestada através do sufrágio ora manietado?

É profunda a crise por que passa nosso país, no entanto, como no provérbio chinês ou no pensamento derridiano, “onde há crise há chance”. E quanto mais profunda a crise maiores  sejam as oportunidades de aprofundar as mudanças que devemos fazer para que, se não dá fim a crise, ao menos os espaços entre uma e outra se prolongue cada vez mais. Vamos encarar os fatos de frente, esse é o momento da transformação, vamos agir.

É fato que em todo mundo os partidos denominados de esquerda vem emprestando legitimidade aos processos eleitorais, a democracia, mesmo quando saem deles derrotados.

Como fica a legitimidade desses processos quando a esquerda ganha e não leva?

Quem garante que a fraude perpetrada contra o PT não é apenas o balão de ensaio para que em outros países as organizações de esquerda sejam roubadas como está ocorrendo aqui?

Que legitimidade terá os novos pleitos eleitorais sem a participação dos partidos de esquerda a chancelar a lisura dos mesmos?

GOVERNO PARALELO

O partido deve instalar imediatamente após o afastamento preliminar da Presidente da República, um governo paralelo liderada pela presidente afastada e composto por dirigentes petistas e de outros partidos e movimentos populares que a ele se juntar, tendo Lula como chanceler, para denunciar ao mundo o golpe engendrado, ao mesmo tempo que a sociedade brasileira vai se organizando para lutar e resistir ao desfecho infame.

ELEIÇÕES GERAIS

Muitos são os parlamentares a defender a convocação de eleições gerais, como forma de zerar a disputa.

Agora mesmo há no senado uma PEC (Proposta de Emenda Constitucional) nesse sentido.

A meu juízo, falta aos autores uma compreensão sobre a profundidade e gravidade do ato perpetrado pela Câmara dos Deputados, pois não se trata apenas da anulação fraudulenta da eleição da presidente da república, mas do desrespeito a vontade popular sacramentada nas urnas de forma legítima, insuspeita.

A dar continuidade a tal proposta, os autores da PEC chancela, aprova a decisão da Câmara e abre o caminho para que outras eleições sejam anuladas sob os mesmos pífios argumentos.

Também é uma forma de certificar, chancelar, a decisão canhestra da Câmara Federal, entrar com o mesmo pedido de impedimento contra os 16 governadores que cometeram a mesma ação da presidência, pois para livrar os governadores basta que a casa legislativa nos estados, onde certamente a oposição não é maioria, analise e rejeite o pedido, para que o impedimento da presidente esteja legitimado.

O PODER JUDICIÁRIO E MP ESTÃO ACIMA DO BEM E DO MAL?

Por outro lado, que diabos seria essa tal de Eleições Gerais, que não inclui qualquer forma de participação popular na escolha dos membros do poder judiciário e do Ministério Público, estariam estes órgãos acima do bem e do mal?

Não é o que demonstram, na atual crise por que passa nosso castigado país.

De um lado temos um ativismo militante, partidário e seletivo por parte do MP, do outro um STF acovardado, atávico, que é muito bem sintetizado na canção Capim Guiné, de Raul Seixas: Tá vendo tudo/ E fica aí parado/ Com cara de veado/ Que viu caxinguelê.

Desconheço a postura do veado diante do outro bicho, mas deve ser uma mistura de medo, espanto e paralisia, que é como está hoje o STF.

Quem é o caxinguelê do STF, o Cunha, os Irmãos Metralhas, digo, Marinho (é que estava pensando no DARF) e sua ainda poderosa mídia, graças inclusive aos generosos gastos dos governos petistas?

Os proponentes de tais medidas precisam urgentemente pensar em dar mais transparência a chegada dos membros desses órgãos ao poder e que se inclua na proposta de Eleições Gerais a proposta de renúncia e eleições para os ocupantes de postos do Poder Judiciário, PGR TCU e que tais. Aqui uma proposta:

A grande desculpa para se negar ao povo o direito de escolher juízes e procuradores entre outros, é que o povo é, digamos, inculto, segundo o entendimento de cultura da elite. Pois bem, e se juízes, procuradores e outras pessoas que operam o direito fossem pré-escolhidos por conhecedores do direito, como por exemplo, todos os advogados do Brasil, fazendo-se uma lista sêxtupla em que o povo escolheria 3 dos indicados e os submeteria a presidência  e ao senado? Isso seria possível sem que uma única vírgula da lei fosse mudada.

RENÚNCIA GERAL E EM TODOS OS NÍVEIS

O que o partido tem que ter a coragem de fazer, caso a presidenta seja vitimada pelo impedimento, é orientar todos os parlamentares e demais eleitos em cargos executivos a renunciar imediatamente e de forma incondicional, passando a engrossar o coro dos descontentes com os novos e sombrios rumos adotados pelos golpistas e pregar o boicote eleitoral até que um novo pacto de governança seja acordado entre todos os atores da sociedade.

Pensei que talvez os eleitos pudessem terminar o mandato para o qual foram eleitos, após o que não mais disputariam eleições até nova orientação do partido. Mas isso também seria desrespeitoso para com a mandatária máxima da nação, que foi apinhada do poder sorrateiramente e não teve como cumprir o seu mandato.

DESOBEDIENCIA CIVIL

Aprofundado na teoria e na prática por Henry Thoreau, que se recusou a pagar impostos aos EUA em protesto contra a Guerra contra o México e a escravidão, a prática da Desobediência Civil contra atos tirânicos de governos, encontra exemplos mais fecundos nas ações de Ghandi pela independência da India e Paquistão e Luther King, em luta pelos direitos dos negros.

Essa é uma estratégia que o partido e os movimentos sociais precisam considerar com muita seriedade para opor resistência aos golpistas usurpadores.

Num momento de comunicação virtual, onde é possível efetuar levantamento sobre a disposição da sociedade em empreender tal iniciativa, pode-se considerar a possibilidade de deixar de pagar impostos e tributos como IPTU, IPVA, licenciamento de veículos, contas de água, luz e telefone, bem como boletos, faturas e carnês, até que os golpistas devolvam o poder a quem de direito.

É possível criar um APPlicativo para cadastrar os participantes desta ação, os gastos que cada um tem a pagar e conseqüentemente o prejuízo causado ao governo golpista.

Ações como esta mais as mobilizações e paralisações poderão levar os golpistas a repensarem suas ações antidemocráticas.

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28 comentários

  1. Sair e levar a bola?

    Nunca tive simpatia por essas histórias de quem vai perdendo e sai com a bola embaixo do braço. O Juiz roubou? Critique? Fizeram uma falta em você? Chute na canela do adversário! Enfrente!

    A nossa melhor resposta é a nova atitude que hoje vejo no PT, aliados, e esquerda em geral. As senadoras corajosas que defendem Dilma na comissão de impeachment….

    Acredito que não fizemos o que tinha que ser feito quando Governo e com alta popularidade: Parar de puxar o saco da direita e meter o pau nas coisas em que acreditamos: Acabar com o poder da Globo e do PIG em geral; exigir e cobrar dos “meritocráticos” (poderes paralelos do STF, GR, PF e etc.) a seriedade e imparcialidade do cargo, pedindo impeachment neles… ou demitindo. Chamar constituinte para a reforma política e etc. Lutar em todos os estados, com centenas de Lindenbergh, Fátima, Gleisi e Vanessa…em todas as cidades e estados; com imensa maioria nestas próximas eleições municipais, com ampla defesa de Dilma nestes 180 dias, com vigília nas ruas, e etc.

    Não podemos abandonar o campo de jogo e deixar as esquerdas fora do ambiente democrático, como se fossemos um enorme MST. Pelo contrário, devemos tomar o país para o povo e tornar a nossa democracia em algo representativo.

    Hoje caminhamos para algo como nos EUA, onde está tudo já definido, e um monte de candidatos faz uma gincana para vestir as únicas duas fantasias disponíveis: Caprichoso ou Garantido (Democratas e Republicanos), e brincar de democracia….cpomo se fosse luta de mascarados mexicanos.

    Aqui no Brasil o Presidente não manda nada, lamentavelmente, mas apenas é tolerado dentro do que o poder econômico o aceita e, quando este não quer mais, manda embora. Devemos então lutar dentro do campo, chamar a torcida para que seja esta que grite “ladrão!” ao Juiz e que consigamos vencer o jogo e consolidar o nosso projeto de nação. Não adianta salir do campo e levando a torcida junto….essa época passou.

  2. Apoio todas as medidas

    Apoio todas as medidas sugeridas, PRA ONTEM. Com exceção da escolha de Procuradores e Juízes por advogados, pois daí a quantidade de bandidos togados aumentaria exponencialmente. Sem falar que uma parcela nada desprezível dos atuais deputados e senadores que derrubaram o governo é de advogados. 

  3. Sugiro uma grande fogueira em

    Sugiro uma grande fogueira em Brasília, em frente ao Congresso, queimando todos os Títulos de Eleitor dos cidadãos brasileiros.

  4. Lendo um excelente artigo
    Lendo um excelente artigo como esse, e vendo o que o PT tem efeito, dá uma estranha sensação que que o partido acabou.

    Parabéns, pelo conteúdo.

  5. Que nos vêm como de segunda

    Que nos vêm como de segunda classe já deu para perceber há tempos, quando perdemos a imagem e a voz na mídia golpista. Na verdade somos neste momento invisíveis. Honestamente não estou vendo luz no fim do túnel. Teremos eleições municipais então vamos lá, votamos em nossos candidatos de esquerda, e mostramos para eles que estamos vivos. E se tivermos eleições em 2018, (sabe-se lá não é mesmo?), votemos em candidatos de esquerda, se Lula estiver com seu nome na urna, votemos nele, é o único jeito de voltarem a saber de nossa existência. 

  6. Estou pasmo: só faltou o

    Estou pasmo: só faltou o articulista preconizar que o Lula deva cometer haraquiri na Praça dos Três Poderes enrolado com a bandeira do PT por conta dos tempos infames ora vividos.

    Concordo com quase tudo no texto; em especial as perseguições e desqualificações ao PT, seus hierarcas, mas e principalmente, aos próprios eleitores que levaram esse partido ao Poder maior por quatro eleições seguidas. Acho uma obrigação as denúncias contra um aparelho repressivo claramente politizado e imbuído de destruir uma agremiação política, bem como contraofensivas fortes, incisivas e sem tréguas a parte de uma imprensa engajada, manipuladora e conspiradora. 

    Inquestionáveis, portanto, os pontos realçados pelo articulista. Só avalio que descambar para o desespero,  a autoimolação e o anarquismo, não é a solução. Entende-se que a perda do mandato da presidente será um golpe fortíssimo, a começar pelos milhões de brasileiros que assistirão, impávidos, sua vontade soberana ser surrupiada. Depois os reflexos na pessoa da mandatária, nos seus brios, na sua sensação – horrível – de ter sido injustiçado. E por fim o que talvez seja o mais apreensivo e temido por todos nós que é a prisão, ou seja, a desmoralização do Lula. Algo perto do insuportável. 

    Tudo isso, reconheço, é dor, é sofrimento, é desolação, é motivo de revolta. Entretanto, como costumavam afirmar os mais velhos: o mundo não acabou, não vai acabar. O pior da derrota em certos campos e dimensões é a tendência para a autocomiseração mesmo havendo razões de sobra para isso. E um desses campos é o da seara político; a dos homens imperfeitos e, acrescento eu, as vezes desesperados. 

    Se vamos perder o Poder, se a vez agora é a do proscênio, temos que ter altivez nessa descida para que lá na frente tenhamos moral para retomar a subida. Agora, adotar a política da “terra arrasada”, da queimação de pontes e da vingança, que sentido terá politicamente?

    Devemos denunciar, inclusive na área externa, o que está ocorrendo e o provável desfecho. É obrigação do PT se prontificar para exercer uma oposição firme e vigilante para o governo pós-golpe e para o quatriênio 2018-2022 sem necessariamente ser nos mesmos moldes mesquinhos e irresponsáveis tal qual a que sofreu. 

    Qual o mérito, o que se ganha, qual a lógica, principalmente, de se copiar o que sempre condenamos?

    Por que não dar vez a reflexão acerca dos erros e equívocos cometidos e se planejar para não repeti-los? Não há grandeza sem um toque de humildade. Se queremos recomeçar que o façamos, de logo, abjurando nossos “pecados” e não partindo para revanches que provavelmente terão efeito bumerangue, 

    A nação atravessa uma fase onde a barbárie sentou mesa. Os espaços políticos, sociais, culturais, econômicos de forma gradativa são ocupados por uma frente conservadora-reacionária. Há riscos enormes de retrocedermos a uma Era pré-1988. Muitas das conquistas – belíssimas conquistas, ressalte-se, do PT e da Esquerda – dos últimos anos, em especial na área social, provavelmente soçobrarão. Por tudo isso, acredito firmemente, é nosso dever e obrigação continuar na luta par dar a volta por cima e retornar mais adiante para ultimar o ideário ora interrompido ou em vias de interromper. 

  7. Golpe

    Devido aos últimos acontecimentos, quero crer que seria recomendável que a Presidenta Dilma se ocupasse da cadeia de rádio e TV, em horário nobre, e se postasse a denunciar o que realmente ocorre nesse país. Utilize-se de suas prerrogativas, uma vez que o impeachment está na iminência de acontecer. Gostaria e ver alguma atitude concreta nesse sentido. Fazer como fez o grande líder Brizola nos idos de 1961, quando, naquela época, não existia os recursos pelos quais a presidenta dispõe hoje. Acredito que se o governo, ao utilizar pelo menos uma hora diária (poderia ser muito mais) na TV e nas rádios, o levante popular contra o golpe em marcha seria mais efetivo. Nessas horas é preciso  que sejam tomadas atitudes enérgicas no sentido de “iluminar” a população sobre o que verdadeiramente acontece no país. Não dá mais para ficar a mercê de “republicanismos”. 

    • Também já pensei nisto. Por

      Também já pensei nisto. Por que ela não faz? Bota a boca no trombone! Só temos que combinar qual barulho vamos fazer porque o lado direito vai bater panelas e piscar luzinhas.Quem tem uma idéia?

  8. Boicote a produtos e serviços

    A recusa em pagar impostos pode resultar em mais impactos negativos para os serviços públicos e programas sociais, penalizando ainda mais os menos favorecidos.

    Uma idéia melhor seria organizar um boicote geral a todos os produtos e serviços relacionados às empresas que apoiaram o golpe e às empresas que fazer publicidade nos meios de comunicações golpistas.

    Esta estratégia estaria mais coerente com as ações de Ghandi e Luther King.

    • Taambém acho. Até porque

      Taambém acho. Até porque boicotar empresas as pessoas poderiam ter coragem pois naõ há consequencias ruins para elas. Agora desobediência civil na forma de não pagto. de impostos , as pessoas não teriam coragem , seria um movimento de poucos que sofreriam as consequencias. Só funcionaria se fosse um movimento de massas. O que convenhamos é o mesmo que acreditar em papai noel.

  9. É ruim…

    “o partido resolver renunciar a disputa eleitoral”

    Edivaldo, o único jogo que o PT conhece é justamente o joguinho eleitoreiro – a cada 4 anos se corre atrás de voto e, nos intervalos, se faz acordo com tudo que é lado.

    Num confronto político pra valer, como o de agora, o PT não sabe pra onde vai.

    Edivaldo, tu imaginas, numa reunião em Atibaia, a cúpula petista subvertendo o confortável joguinho político institucionalizado?

    Vão espernear e o diabo, mas jamais irá além disso. Lula nunca foi de briga.

    A única esperança do PT é apostar num caótico governo Temer pra ver se ainda tem chance de retornar.

    “orientar todos os parlamentares e demais eleitos em cargos executivos a renunciar imediatamente e de forma incondicional”

    Edivaldo, tu sabes quanto ganha um deputado federal?

    Achas que algum deputado ou senador petista renunciaria em protesto contra o golpe jurídico?

    É ruim…

    • Venezuela

      A oposicao da venezuela tentou isso uma vez, com Chaves, e o resultado foram que os chavistas puderam mudar um monte de coisas la, sem nenhum limite

      E o resultado esta saltando a olhos vistos

      A melhor proposta é, em caso de impeachment, cai junto camara e senado – com eleições gerais para todos. Assim pensariam duas vezes antes de fazer algo assim.

  10. boicote já

    A disfunção das instituições devidamente instrumentalizadas prova que a democracia à brasileira é só fachada para a velha oligarquia plutocrática que já foi liberal sendo escravocrata e desenvolvimentista sendo entreguista. Boicote ao jogo besta de uma democracia de fachada é o mínimo que farei, mas deveria ser uma ação política capitaneada sim pelo PT. Todos sabem que, além dos três poderes oficiais da república, há também um quarto do mercado, um quinto da mídia, um sexto do ministério público, um sétimo da policia federal, etc. & etc., de maneira que ou se institui um poder popular ou dois terços da população brasileira será jogada ao mar, mais uma vez na hist´roa do brasil.

  11. O desespero é mau conselheiro

    Propor que todos os parlamentares e detentores de cargos executivos renunciem imediatamente é uma tolice sem tamanho. Nenhuma trincheira de combate deve ser abandonada, nem mesmo a institucional. Bem ou mal ela ainda confere à esquerda um canal de comunicação com as massas.

    O problema do PT não é e nunca foi o fato de participar de política pela via institucional clássica. O problema foi achar que isso bastaria, que subsituiria a ação polícica junto ao povo. O PT se afastou dos movimentos sociais organizados, acreditou na política do controle remoto, da conciliação de classes, do conchavo.

    • Não fez a p. do dever de

      Não fez a p. do dever de casa: NINGUÉM GOVERNA CONTRA A OPINIÃO; e o PT acreditou que bastaria incensar a Globo e a Veja, entre outros, para que seus próceres fosse chamados constantemente a dar explicações sobre as boas ações de governo.

      Se quis se segurar inteiro, o claudicante império português expulsou os jesuitas – os grandes formadores de opinião, à época – e até os carmelitas, com transformações de todas as demais ordens religiosas como capuchinhos e franciscanos… tudo sob controle da Coroa. Nada de capitão-mor querer prender criminoso e frades franciscanos barrar-lhe a ação por proteção ao criminoso dentro do convento, como ocorreu em Sergipe em 28/11/1729. (Carta do vice-rei e capitão general de mar e terra do Brasil, conde de Sabugosa, a Sua Majestade, sobre devassa de que era arguido José Pereira de Araújo, capitão-mor de Sergipe. [28/11/1729] Docs. Históricos, BN-Rio, vol. 90, p.206). E que era comum em tudo quanto era convento, missão e até matrizes.

      NINGUÉM governa contra a opinião. Hitler sabia disso; e por isso o gênio malevolamente brilhante de Goebbels.

      O resto? tudo consequencia. TU-DO!

       

  12. A opção de secar a fonte,
    A opção de secar a fonte, depositando em juízo o valor dos tributos federais, vez que o governo golpista é ilegítimo, é um caminho.

  13.  Não é por aí. Há o momento

     Não é por aí. Há o momento da denúncia; por exemplo, recusar entrevistas à mídia golpista, não participar de mostras de cinema para as quais FHC é convidado. Isso tem um sentido político claro e adequado a um particular momento. Assim como na ditadura o voto nulo teve o seu momento (72, se me lembro bem). Mas há também o momento da ocupação dos espaços.

    A derrubada de um estado de exceção não se faz por renuncia aos instrumentos de luta. Pelo contrário. É necessário disputar todos os cargos, participar de todas as eleições. Qual são os instrumentos do golpe? É necessário identificá-los e agir de modo a neutralizá-los e voltá-los contra os próprios golpistas. Ora, todos nós sabemos o papel da mídia, do sistema jurídico e, é claro, do parlamento. É necessário, portanto, explorar ao máximo as contradições e conflitos que existem nessas três esferas. Seguramente há juízes corretos neste país, membros do ministério público indignados com a ação de seus colegas, jornalistas da grande mídia que são democratas. Devemos, sim, escrever nos jornais, entrar na justiça sempre que for possível para contestar os atos arbitrários, e atuar com decisão no legislativo. É necessário bloquear pautas, obstruir, usar todos os recursos possíveis para inviabilizar a consolidação do governo golpista. É necessário, principalmente, união das esquerdas e dos liberais sinceros (como o Sobral Pinto na ditadura).

  14. fora da democracia, tudo é

    fora da democracia, tudo é aventura….como é uma infame

    aventura esse golpe absurdo das elites da casa grande…

    claro que não é hora de só acariciar o silencio e só escutar o coração…

    seriam necessárias atitudes mais firmes nesses ditos tempos

    turvos e de cloacas da obscuridade.representados por esses golpistas

    que mostraram qeu não  tèm legitimidade alguma para governar o país….

    radicalizar desta forma só atende aos interesses dos que

    querem que vivamos na clandestinidade….

    mas devemos admiir todas as possobilidades se queremos realmentre

    discutir as saídas dessa crise que não foi provocada por nós,

    foi provocada pelos próprios golpistas, eles é que paguem pela infamias que praticaram e praticam…

    notem que. em função deste artigo corajoso, vários comentaristas

    já deram opiniões importanrtes sobre outras possibilidades….

    essa é a ideia de reconstrução do que queremos, a ideia de resistencia unida,

    não de suicídio político… 

    devemos saber analisar as ruínas do passado e deste

    golpe para que possamos adotar saídas que nos levem a

    tempos mais claros e solidários, tempos de participçação política,

    de manifestações populares, de luta na diversidade, mas com

    unidade para que o que o objetivo seja alcançado….

  15. Alguns não aprendem a lição
    O republicanismo esfacelou o governo do PT, e por todas as ações desde as manipulações da mídia que quase tira a segunda vitória de Dilma nas urnas, desde a não aceitação do resultado das eleições pelo candidato perdedor, a articulação de forma clara entre a “casa grande” para derrubar Dilma

    O republicanismo….

    Tudo sendo tramado nas hostes do Ministro da Justiça; muitos comentaristas apontando as teias da destruição sendo tecidas e o ministro Zé Eduardo com cara de paisagem republicana

    E com o republicanismo derrubaram Dilma

    E ainda têm comentaristas que pedem o jogo republicano?

    Não aprenderam nada de mais uma lição, idêntica a tantas outras, que a Casa Grande aplica na Senzala nos tempos Brasilis

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