
Jornal GGN – Em nota à imprensa, o vice-presidente e cordenador político do governo Michel Temer (PMDB) rebateu as declarações do presidente do Senado e correligionário Renan Calheiros. Na quinta-feira (30), Renan chamou Temer, indiretamente, de “coordenador de RH (Recursos Humanos)”, em alisão às tratativas para distribuir cargos de segundo e terceiro escalão a aliados.
Temer disse que não iria fazer uso do cargo que ocupa “para agredir autoridades de outros Poderes” e que o “País precisa, neste momento, de políticos à altura dos desafios que hão de ser enfrentados”. “Respeito institucional é a essência da atividade política, assim como a ética, a moral e a lisura”, afirmou o vice-presidente, sem citar o nome do colega de partido.
A resposta de Temer foi interpretada como mais um sinal de que a escolha de Dilma Rousseff (PT) para a articulação política surtiu efeito e levou a crise para dentro do PMDB, equilibrando forças dentro do partido que ainda possui em suas fileiras figuras como Eduardo Cunha, presidente da Câmara.
Renan havia atacado o novo vice em coletiva de imprensa para lançar um pacote em defesa do trabalho. Sem ser incitado por jornalistas, ele pediu licençar para “colocar é seguinte: eu tenho muita preocupação com a qualidade da coalizão de governo. O PMDB não pode transformar a coordenação política, sua participação no governo, em uma articulação de RH, para distribuir cargos e boquinhas. Eu acho que isso tudo faz parte de um passado do Brasil que nós temos que cada vez mais deixá-lo para trás.”
O senador ainda disse que não vai indicar nomes para ocupar cargos no Executivo porque “respeita” a divisão de poderes. Temer, em resposta, disse que trabalha “hoje com o objetivo de construir a estabilidade política e a harmonia ensejadoras da retomada do crescimento econômico em benefício do povo brasileiro. Se outros querem sair desta trilha, aviso que dela não sairei.”
Segundo informações do Estadão, o governo tenta apagar o incêndio com Renan “indicando outros aliados seus para cargos importantes, como a nomeação de Jorge Luiz Macedo Bastos para a diretoria-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Renan, porém, alega nos bastidores que a situação mudou, porque esses nomes foram sugeridos por ele em dezembro, antes do acirramento do clima com o Planalto.”
joão adalberto
1 de maio de 2015 5:11 pmOtimistas
OTIMISTA DEMAIS
Não tenho tempo pra chorar
Só tenho tempo pra sorrir
Não tenho tempo pra chorar
Só tenho tempo pra sorrir
Porque tenho esperança
Sonho igual uma criança
Que e pra vda me sorrir
Porque tenho esperança
Canto igual uma criança
Que e pra vida me sorrir
Eu sou muito otimista
………………………………..
Link: http://www.vagalume.com.br/carlinhos-dos-teclados/otimista-demais.html#ixzz3YuLOKVFt
Luiz Antonio Antunes Machado
1 de maio de 2015 5:45 pmReaçao
As críticas desajeitadas do Renan são justamente uma espécie de reação às articulações na surdina, “no sapatinho” levadas a efeito por Temer e a sua entourage. Renan se sente enciumado pelo protagonismo do Temer, ofuscado pelo foguetório fanfarrão do Eduardo Cunha, a ameaça de alguém citar seu nome na encenação da lava a jato, etc. É facilmente explicável.
rl
1 de maio de 2015 6:52 pmRenam, a vítima
Tenho pena do senador Calheiros. O coitado fica na obrigação de falar em “cargos e boquinhas” logo depois de nomear um ex-ministro para um cargo em seu gabinete. Mas isso não é coisa dele, não. Ele é apenas uma vítima da quadrilha que se apossou do Senado há décadas, e que não deixa nenhum representante de São Paulo, de Minas, do Rio de Janeiro, do Espírito Santo, do Paraná, de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul chegar à chefia do Legislativo. Ou seja, a esmagaddora maioria da população do País não tem voz ativa na condução daquele Poder. E ainda tem gente que pensa que o Calheiros não é vítima, mas chefe da quadrilha. Não é de dar pena?
Flaviano
1 de maio de 2015 9:03 pmA velha cantilena “somos
A velha cantilena “somos todas prostitutas”…
Itabranco
1 de maio de 2015 9:50 pmSossega leão
O Renan Calheiros anda muito nervoso. Imagino duas coisas:
1) Nesse momento de austeridade a Câmara aumenta (triplica) a verba partidária. Por ele, quintuplicaria.
2) O Claudio Gontijo (Mendes Junior) não está mais pagando a pensão da Mônica Veloso; 4 mil para aluguel e 12 mil para o filhinho/filhinha do nobre Senador. Bom esse é o vr da época. Deve ser mais agora.
jc.pompeu
2 de maio de 2015 12:53 amvice-presidente em
vice-presidente em exercício… na plenitude do poder.
Lucinei
2 de maio de 2015 12:48 pmDividas da campanha. Eh essa
Dividas da campanha. Eh essa a “insatisfação” da “base alienada”.
E ficam uns e outros querendo que a Dilma e o PT ou compactuem com isso ou dissolvam o Congresso. Ou são cinicos, como o pessoal da oposição, ou são uns ingenuos.
Matias
2 de maio de 2015 9:14 pmonde esta meu comentario?
onde esta meu comentario?