Anúncio da Opep+ aumenta preço do petróleo e ameaça inflação

Patricia Faermann
Jornalista, pós-graduada em Estudos Internacionais pela Universidade do Chile, repórter de Política, Justiça e América Latina do GGN há 10 anos.
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Segundo a Bloomberg, o corte surpresa na produção foi recado aos especuladores dos preços do petróleo no mercado

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep+), que inclui Arábia Saudita, Iraque, Emirados Árabes, Rússia e outros países produtores, anunciou um corte de 1 milhão de barris diários na produção a partir de maio.

Com o anúncio deste domingo (02), os preços do petróleo dispararam hoje, chegando a aumentar 8% na manhã desta segunda, a maior variação já registrada em mais de um ano.

Uma das referências de medição, o petróleo Brent, subiu para US$ 84,13 o barril, um aumento de 5,31%, e o WTI (West Texas Intermediate), referência nos EUA, aumentou 5,17% atingindo US$ 79,58. Pouco após às 7h da manhã de hoje, a alta perdeu um pouco de fôlego.

O anúncio é a segunda maior redução de cortes de produção de barris nos últimos meses. Em outubro de 2022, a Opep+ já havia cortado 2 milhões de barris por dia.

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A medida ocorre após a Rússia decidir cortar 500 mil barris por dia. Até então, a Arábia Saudita havia se comprometido a manter a produção, por isso a notícia do grupo neste domingo foi tomada de surpresa pelo mercado.

De acordo com analistas, o corte surpresa foi direcionado aos especuladores dos preços do petróleo no mercado, um recado para este mercado.

A alta do preço do petróleo impacta diretamente na inflação, que deverá permanecer alta por mais tempo, pressionando os bancos centrais a manter as taxas de juros altas ou aumentá-las.

Com informações da Bloomberg e AFP

Patricia Faermann

Jornalista, pós-graduada em Estudos Internacionais pela Universidade do Chile, repórter de Política, Justiça e América Latina do GGN há 10 anos.

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