5 de junho de 2026

Lula será derrotado na Petrobras com indicações de Silveira ao Conselho de Administração, alerta petroleiro ao GGN

Em entrevista ao GGN, coodenador da FUP diz que indicações do ministro de Minas e Energia para o Conselho da Petrobras são "inadmissíveis"
Reprodução/TV GGN

O Minas e Energia, Alexandre Silveira, definiu nesta semana a lista de indicados para o Conselho de Administração da Petrobras. As indicações, no entanto, são contrárias ao projeto defendido pelo governo Lula para a estatal e, portanto, “inadmissíveis”, avaliou o coordenador-geral da Federação Única dos Petroleiros (FUP), Deyvid Bacelar, durante participação no programa TV GGN 20H, na quarta-feira (1). 

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A atual lista de conselheiros, com oito nomes, foi apresentada na última sexta-feira (25), em uma reunião entre o presidente da estatal, Jean Paul Prates, o ministro Alexandre Silveira e Lula. Na ocasião, Lula teria demonstrado insatisfação com seis nomes apresentados por Silveira e, de prontidão, teria orientado a sugestão de novos nomes, informou o jornal O Globo. 

Dentre esses vários nomes, quatro nos deixaram um tanto quanto indignados. São nomes ligados ao mercado financeiro. Nomes de pessoas ligada à gestão [de Jair] Bolsonaro, que participaram ativamente do ex-governo, principalmente no Ministério da Economia, e ligados também a setores que defendem a privatização de ativos da Petrobras e da manutenção da atual política de preços que nós temos desde da [gestão Michel] Temer [MDB]”, explicou Bacelar, na entrevista conduzida pelo jornalista Luis Nassif. 

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Conselho pode ter maioria que derrotará Lula

O incômodo e preocupação da FUP, conforme nota, seria principalmente sobre as indicações de Pietro Adamo Sampaio Mendes, atual presidente do Conselho Administrativo; além de Carlos Eduardo Turchetto Santos; Vitor Eduardo de Almeida Saback, além de Eugênio Tiago Chagas Cordeiro e Teixeira.

O alerta que nós fazemos aqui sobre esses quatro nomes indicados pelo ministro Alexandre Silveira é que são nomes que, juntos com os outros três acionistas minoritários, formam maioria dentro do Conselho de Administração de forma a fazer com que a União, o próprio presidente Lula, não tenha nenhum tipo controle sobre este colegiado”, alertou o coordenador. 

Ainda, segundo Bacelar, a oposição às indicações é necessária tendo em vista o que o presidente Lula “vem falando desde a sua campanha, com o seu programa de governo, da ideia central tão importante e necessária de abrasileirar os preços e de nós termos a nossa Petrobras servindo a população brasileira”, pontuou.

Mudanças necessárias

Em meio às críticas, o governo federal já alterou uma das indicações de candidatos para assumir uma das oito cadeiras do Conselho. O nome de Wagner Granja Victer foi substituído pelo do economista Bruno Moretti. Contudo, a ação não altera o cenário. 

Se for esse Conselho de Administração que saiu a lista divulgada, mesmo com a mudança com o Bruno Moretti entrando agora, ainda temos uma maioria consolidada de pessoas ligadas estritamente ao mercado“, ressaltou Bacelar. “Nós participamos [da transição de governo], contribuímos com aquilo que nós entendemos que é razoável. Fizemos um diagnóstico, apresentamos uma série de sugestões, recomendações para que o programa de governo fosse cumprido diante do caos que o Bolsonaro deixou a Petrobras e o setor de petróleo e gás (…) A Federação Única dos Petroleiros tem como um dos seus principais princípios o da independência e autonomia sindical diante dos governos e dos patrões (…) nós estamos fazendo nosso papel de entidade sindical e iremos continuar batendo assim como gato morto em cima desses nomes que aqui estão. Não faz sentido algum que nós tenhamos esses nomes”, completou.

Assista a entrevista a partir de de 42’28’‘:

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

2 Comentários
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  1. +almeida

    2 de março de 2023 7:27 pm

    Lula sabe disso e já fez valer o seu descontentamento com alguns nomes indicados. Também parece não ter nenhuma simpatia pelo indicador. Assim, eu entendo que Lula fará valer seu descontentamento e trabalhará para colocar os nomes da confiança do governo, que serão nomes ideais para a renovação nacionalista, que ele e seu governo devem prestar a Petrobras, a população e ao Brasil.

  2. 2 de março de 2023 11:39 pm

    Falta um post de Nassif, falando do caso. Alexandre jogou pesado. A ação não envolve o centrão só, mas o antigo ministro do MME. Alexandre, ao que parece, é mais fiel a ele que ao atual presidente. Alexandre já traiu Kalil abertamente na eleição em MG, mas, também e ao mesmo tempo, traiu Lula. Resta entender a fonte de seu poder, pois perdeu a eleição para o Senado (para Cleidinho, vejam só) e não tem influência nos deputados de seu partido (PSD) em MG. O MME é uma das Batalhas de Stalingrado que Lula está travando. Ali estão Petrobrás, Eletrobrás, Itaipu, EletroNuclear, Vale e minérios e mineração. Muito dinheiro e muito puder. Lula dá entrevista ao Reinaldo e conversa com o Zelensky, mas não recebi a direção da FUP, Requião ou Gabriele. Falar do BC e dos juros não chega de forma imediata ao país real, mas o aumento da gasolina e do gás sim. Retomar a Petrobrás das mãos dos mercadistas é fundamental. Com Alexandre é impossível. Vale lembrar a Lula que ele não tem um voto no Congresso.

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