5 de junho de 2026

“Nós vamos abrasileirar o preço da gasolina”, diz Lula

"Vamos aumentar a capacidade de refino para o povo não pagar o preço da gasolina em dólar", promete o ex-presidente Lula
O ex-presidente Lula durante entrevista a uma rádio do Ceará, em fevereiro de 2022. Reprodução: Youtube/Lula
O ex-presidente Lula durante entrevista a uma rádio do Ceará, em fevereiro de 2022. Reprodução: Youtube/Lula

O ex-presidente Lula (PT) disse nesta quinta-feira (17) que o Brasil precisa construir mais refinarias e que, caso seja eleito em outubro de 2022, ele vai “abrasileirar” o preço da gasolina para o consumidor final. A promessa se contrapõe aos sucessivos e estratosféricos reajustes nos preços dos combustíveis aplicados pela Petrobras durante o governo Bolsonaro.

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“Quero dizer em alto e bom som – e eu sei que o mercado fica nervoso quando eu falo isso – mas quero dizer o seguinte: nós vamos abrasileirar o preço da gasolina”, disse Lula, durante entrevista à Rádio Progresso FM, do Ceará.

O preço será brasileiro porque os investimentos são feitos em reais. Nós vamos aumentar a capacidade de refino. (…) Nós temos que fazer mais refinarias porque as nossas foram vendidas e algumas estão para ser privatizadas. O Brasil está refinando 25% de gasolina a menos. Precisamos refinar mais gasolina, com preço brasileiro, para o povo não pagar o preço [dos combustíveis] em dólar”, explicou Lula.

O ex-presidente lembrou que, durante os governos do PT, houve forte investimento da Petrobras na construção de refinarias no Ceará e Maranhão, assim como em Pernambuco e no polo petroquímico do Rio de Janeiro. Boa parte dessas obras, porém, foram prejudicadas ou paralisadas pela atuação da Operação Lava Jato.

Lula atribuiu parte da culpa pela crise econômica atual à operação antes coordenada pelo ex-juiz Sergio Moro e os procuradores da República em Curitiba, que tentaram combater crimes de colarinho branco praticando excessos jurídicos e sem a menor preocupação com a quebra de setores estratégicos para o desenvolvimento nacional.

“Eles quebraram toda a indústria de óleo e gás neste País. Quebraram a indústria naval. Deram prejuízo de 270 bilhões de reais que deixaram de ser investidos no País. Geraram 4,4 milhões de desempregados, e o Estado deixou de arrecadar 58 bilhões. Foi isso o que eles fizeram para denunciar o PT. Se tinha alguém que realmente roubou, que prendam! Mas deixem as empresas trabalhar”, disparou Lula.

A turbulência provocada pela Lava Jato na cena política ainda precipitou o fim do governo de Dilma Rousseff com um impeachment. A mudança de poder para as mãos de Michel Temer também alterou os rumos da economia. Houve intervenção na gestão da Petrobras com a ascensão de Pedro Parente, que começou a fatiar a empresa. A eleição de Jair Bolsonaro deu continuidade à política de privilegiar os acionistas minoritários em detrimento dos consumidores.

“Esses malandros estão destruindo a Petrobras fatia por fatia. Na hora em que privatizaram a BR [Distribuidora], apareceram no País 432 empresas que estão importando gasolina dos Estados Unidos a preço internacional. Quem paga por isso? Os caminhoneiros e os pobres que têm carro. No final de contas, sobra pra todos, porque até o supermercado fica mais caro com o preço do transporte entrando no [preço] dos alimentos”, disse Lula.

PACTO FEDERATIVO E ELETROBRAS

Durante a entrevista, Lula resgatou os feitos de seus primeiros mandatos e prometeu também que uma de suas primeiras medidas em janeiro de 2023, caso eleito, será a de promover encontro com todos os governadores e prefeitos, independentemente de partidos, para “repactuar o funcionamento da federação”.

“Não podemos ter presidente que conversa com ninguém, a não ser com seus milicianos”, disse Lula, que também criticou a privatização da Eletrobras e dos Correios, entre outros atos de Bolsonaro.

Assista a entrevista completa abaixo:

Cintia Alves

Cintia Alves é jornalista especializada em Gestão de Mídias Digitais e editora do GGN.

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1 Comentário
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  1. Venicio Alves da Silva

    17 de fevereiro de 2022 10:01 pm

    Lula nosso futuro presidente

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