
Jornal GGN – O presidente da Petrobras, Pedro Parente, disse que tem em mãos e está avaliando propostas de compra da BR Distribuidora. Ele disse que em última instância a decisão vai depender do valor da oferta.
Parente voltou a criticar a lei de partilha do pré-sal. “A empresa hoje não tem condições de explorar todos os campos do présal. Isso é fato. E o direito de escolha é importante para otimizar a utilização de recursos. Nossa visão é favorável [à mudança do modelo] porque achamos que não apenas atende interesses da empresa como também o melhor para o país”, disse.
Do Valor Econômico
Ofertas pela BR Distribuidora foram recebidas há 3 dias, diz Parente
Por Cláudia Schüffner
A Petrobras já tem em mãos as propostas para compra da BR Distribuidora, segundo informou o presidente da empresa, Pedro Parente, em entrevista à GloboNews transmitida na noite desta quintafeira. Parente não deu detalhes sobre o modelo de venda e nem sobre a avaliação da Petrobras sobre as propostas, dizendo apenas que ainda é necessário analisar se elas “estão valorizando esse ativo”. Sobre a Braskem, disse que não há negociação nenhuma.
Ao mencionar alguns dos problemas da estatal hoje, o executivo disse que o resultado de anos investindo em projetos que ficaram muito mais caros que o orçamento inicial — como a refinaria Abreu e Lima — a Petrobras tem hoje uma dívida que equivale a cerca de 5 vezes a geração operacional de caixa quando o saudável no Brasil seria algo entre uma e duas vezes.
Para resolver o problema ele citou como alternativas o programa de desinvestimento e as parcerias. Citou os anúncios de negociação da BR Distribuidora e da Liquigás mas quando questionado sobre a intenção de vender uma participação ou controle fugiu da resposta. “Essa é uma questão importante que tem que ser discutida à luz do valor”, disse, frisando que o objetivo será sempre preservar objetivos estratégicos e gerar valor para a companhia.
Sobre a política de preços dos combustíveis, Parente repetiu que a Petrobras tem liberdade para fixar os preços dos combustíveis e que não haverá ingerência política. Mas ponderou que existe uma dificuldade de praticar preços muito acima do mercado internacional devido ao risco de perda de participação no mercado, já que a importação é livre e os concorrentes podem trazer gasolina e diesel comprados mais barato no exterior.
“A empresa tem que ter liberdade para fixação de preços porque é importante para o programa de parcerias. Mas a gente não pode praticar um preço interno muito acima do internacional porque o mercado é livre e outros entrantes podem vir e isso pode criar uma perda de market share. A empresa precisa levar em conta essas questões”, disse Parente.
O executivo também defendeu a mudança no modelo de exploração do pré sal, que hoje obriga a Petrobras a ter participação mínima de 30% em todos os campos que forem oferecidos. Disse que ter a opção de explorar é melhor que ter a obrigação, já que a empresa não tem condições de arcar com a participação em todos os campos e o melhor é que possa investir naqueles em que avaliar ser melhor do ponto de vista empresarial.
“A empresa hoje não tem condições de explorar todos os campos do présal. Isso é fato. E o direito de escolha é importante para otimizar a utilização de recursos. Nossa visão é favorável [à mudança do modelo] porque achamos que não apenas atende interesses da empresa como também o melhor para o país”, disse.
Questionado sobre como é trabalhar em um governo provisório como o do presidente interino Michel Temer, ele respondeu que precisa trabalhar com aquilo que controla. “Eu não posso pensar só no curto prazo, mas no médio e longo prazos, já que as decisões tomadas agora maturam em 10 a 15 anos. Estamos com toda velocidade no processo de parcerias, [de revisão do] perfil da dívida, e revisão do planejamento estratégico. Então é uma ‘não questão’ para mim. Não estou preocupado com isso. A empresa precisa de uma visão muito abrangente”, respondeu.
João de Paiva
18 de junho de 2016 12:12 pmEsse aí deu prejuízo de mais de R$1 bilhão à Petrobrás.
Prezados leitores,
Sobre quem é Pedro Parente, sua índole, suas intenções e as razões por que foi colocado na presidência da Petrobrás pela quadrilha do PMDB-PSDB que tomou de assalto o Executivo Federal, não é preciso dizer muito. Basta recordar o que ele fez no passado e do que é acusado, com fartas e robustas provas. Segue abiaxo uma reportagem curta que permite relembrar a “obra” de Pedro Parente.
STF desengaveta ação de improbidade de R$ 2,9 bi envolvendo Serra e ministros de FHC
Ministro Gilmar Mendes arquivou processo em 2008, mas Procuradoria recorreu e Supremo decidiu julgar o caso envolvendo o Proer
Redação
27/03/2016 8:39, atualizada às 27/03/2016 13:01244
Além de José Serra (foto), estão no processo os então ministros Pedro Malan (Fazenda) e Pedro Parente (Casa Civil), além de ex-presidente s e diretores do Banco Central – Foto: Lula Marques/Agência PT (24/02/2016)
Nada menos do que o uso suspeito de R$ 2,9 bilhões envolvendo a equipe econômica do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso foi parar na gaveta em 2008 pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes. A medida será revista após o Supremo determinar o desarquivamento das duas ações de improbidade administrativa contra os então ministros José Serra (então ministro do Planejamento), Pedro Malan (Fazenda) e Pedro Parente (Casa Civil), além de ex-presidente s e diretores do Banco Central.
Trata-se da ajuda financeira aprovada em dezembro de 1994 pelo Banco Central para socorrer o Banco Econômico S.A por meio do Proer, o Programa de Estímulo à Reestruturação e ao Fortalecimento do Sistema Financeiro Nacional, que serviu para socorrer os bancos à beira da falência após a criação do Plano Real.
Em 2008, Mendes arquivou o processo admitindo “forte conteúdo penal, a feição de autêntico mecanismo de responsabilização política”. Mesmo assim, considerou que não ficou provado que os réus acresceram os valores a seus patrimônios. Além disso, “é necessário enfatizar que os efeitos de tais sanções em muito ultrapassam o interesse individual dos ministros envolvidos”, afirmou.
No último dia 15, no entanto, a primeira turma do STF acolheu recurso da Procuradoria-Geral da República contra a decisão de Gilmar. Todos seguiram a decisão recomendada pela relatora do caso, ministra Rosa Weber. A excessão foi Luiz Fux, que não participou do julgamento.
CB
18 de junho de 2016 12:14 pmQuem comprar qualquer coisa
Quem comprar qualquer coisa que os golpistas coloquem à venda deverá ser considerado como receptador de mercadoria roubada.
HERMES RENATO
18 de junho de 2016 12:19 pmNOSSA QUE SURPRESA , a raposa
NOSSA QUE SURPRESA , a raposa tomando conta do galinheiro resolveu vender uma das galinhas mais valiosas pras amigas raposas…Não Esperava por essa……
Obs: Que dia os funcionários coxinhas e não coxinhas da petrobras vão acordar e fazer uma grave geral sem data pra parar???
Jaide
18 de junho de 2016 12:32 pmE enquanto discute-se
E enquanto discute-se eleições, plebiscito e coisas do gênero, as “tenebrosas transações” seguem seu curso, sem transtornos. E “com toda velocidade no processo de parcerias”, ou seja, sem discussões com especialistas de fato, com a sociedade. Um governo interino que pode até não se estabelecer, mas correndo para consumar mudanças permanentes, ou, no mínimo, de difícil reversão. Eis a questão que não deveria sair da pauta.
emerson57
18 de junho de 2016 1:00 pmcorretores
Essa turma apoiada pelos gringos, pelos antinacionalistas e pelos paneleiros midiotas pertencem a um partido:
PC. Partido Comunista? Óbvio que não!
PC: Partido de Corretores.
Seu propósito é vender o que não é deles e auferir comissões.
No caso a comissão, legal no caso dos autênticos corretores profissionais, será paga pelo comprador das propriedades do povo brasileiro roubadas pelo bando de golpistas .
rl
18 de junho de 2016 2:27 pm“À luz do valor”
Realmente a questão deve ser discutida “à luz do valor”. Da venda ou da comissão? Porque vender numa crise internacional das petroleiras deixa dúvidas sobre o real interesse na transação.
Patativa
18 de junho de 2016 2:32 pmAdministração facil para todos
Facil torna-se um grande adminstrador assim: vende, vende e vende … (e leva-se uma ‘pequena’ comissão).
Beleza.
João Vicente Castro
18 de junho de 2016 3:28 pmNão é comissão, é eles próprio compram para eles.
Igual no tempo de FHC, vendem a R$ 1,00 ou R$ 2,00. Dizem que o comprador vai assumir a dívida
biolionária. O comprador não paga um centavo, e leva a empresa toda. Foi assim que fizeram com
algumas empresas na era FHC, ou venderam com presos irrisórios em comparação ao real valor.
Essas pessoas são abutres, esses representante do governo FHC que entraram nesse governo
usurpador do Michel Temer, no primeiro ato, querem vender. Foi isso que fizeram assim que assinou
a posse da presidência, vinda do senado, foi o secretário do senado dá às costas e Michel Temer
assinaou MP para vender, vender e vender. É governo para roubar nosso patrimônio. Não tenha
dúvida. Vocês não fazem ideia do horror que está o Brasil sob a vigência dessas pessoas.
edmorc
18 de junho de 2016 3:42 pmVendedores de patrimônio nacional
Os tucanos são um caso perdido. Só sabem vender, vender e vender. Em todo pronunciamento do Parente ele dá um jeito de enfiar no meio da conversa a mudança do modelo de partilha. Haja nece$$idade de fazer negócio$.
Orlando Soares Varêda
18 de junho de 2016 4:30 pmOs fdp tucanos vendem até a
Os fdp tucanos vendem até a própria mãe. Se for a estrangeiro, ainda arrumam um financiamento no BNDES pra facilitar a vida do freguês. O diabo, será quando o país voltar às mãos de um governo brasileiro, e este ter que anular toda a patranha ilegal cometida pela junta golpista provisória do Eduardo Cunha – Temer Silvério dos Reis.
Orlando
Ozzy
18 de junho de 2016 4:50 pmAguardando os gênios aqui
Aguardando os gênios aqui explicarem pq diabos o Estado deve ser dono de posto de gasolina…
rl
18 de junho de 2016 7:30 pmPropriedades
Perdoe se não sou gênio, mas a sua questão pode ser respondida por qualquer idiota. O Estado não é dono de nenhum posto de gasolina, ao que eu saiba. Mas a Petrobras, empresa de economia mixta (da qual sou acionista), tem uma distribuidora que entrega mais de 300 milhões de litros de combustíveis POR DIA. Basta fazer a conta: são mais de dois milhões de barrís de 159 litros diários. Para que vender um negócio desse tamanho durante a maior crise do setor de petróleo dos últimos cem anos? No início dos anos 70, quando a crise levou à criação da OPEP, eram necessários 17 barrís de petróleo para comprar uma onça-troy de ouro; agora são necessários 25. Não é só a Petrobras que enfenta dificuldades:são todas as empresas da área no mundo, com boa parte quebrando, como se vê nos Estados Unidos. É por isso que acho que deve haver mais interesse na comissão de venda que na venda propriamente dita.
João Maria Fernandes de Sousa
19 de junho de 2016 2:22 pmSegundo Luis Nassif
Pedro Parente trouxe o profissionalismo à Petrobras.
A Liquigás já foi… é passado… agora á a vez da BR Distribuidora… quem sabe na próxima semana a venda da “ineficiente e paquidérmica” REDUC?
Dito isso eu desconfio que Gabrielli e Foster eram postes mesmo, postes das falcatruas e dos roubos… que agora não mais acontecerão.
Nunca vi, em 33 anos como funcionário da Petrobrás, um cidadão mais canalha e sórdido que esse mandando na empresa, ele vai destruir a Jóia da Coroa antes que se conte até 3.
E seremos todos felizes, eu provavelmente após um pé na bunda pois estou ainda há uns dois anos da aposentadoria, pois foi um “profissional” que finalmente trouxe luz à nossa indústria (que não será mais nossa) de petróleo.