22 de junho de 2026

Petrobras: Os desvios de Parente ou a preferência estrangeira

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Enviado por Antonio Ateu

Por Joaquim de Carvalho

No Diário do Centro do Mundo

A justificativa da Petrobras para contratar empresas estrangeiras acusadas de corrupção não cola

A direção da Petrobras, presidida por Pedro Parente, divulgou nota para rebater as críticas feitas pela Associação dos Engenheiros da empresa (AEPET) em razão de ter convidado apenas empresas estrangeiras para disputar o contrato de sua maior obra em andamento, a construção da Unidade de Processamento de Gás Natural (UPHN), no Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj).

Considera as críticas “simplistas sobre uma inexistente preferência por empresas estrangeiras versus empresas brasileiras”. Diz que convidou as estrangeiras porque as grandes empresas brasileiras estão proibidas de fechar contrato com a Petrobras por causa das denúncias da Operação Lava Jato.

A AEPET ainda não se pronunciou oficialmente, mas um diretor da associação, entidade que tem raízes na origem da Petrobras, com a campanha O Petróleo É Nosso, diz que a nota provoca uma confusão, na opinião dele, proposital.

A associação é favorável à mudança de modelo da contratação, que hoje concentra na empresa de fora o controle total sobre a obra, desde o projeto de engenharia até a compra de material. Os engenheiros defendem que o controle seja da Petrobras, o que poderia proporcionar a contratação de empresas médias.

Na nota, a direção da Petrobras diz que as companhias estrangeiras convidadas para fazer a obra estão instaladas no Brasil há anos.

“A verdade é que elas têm escritório comercial aqui, escritório de representação, em geral não têm fábrica aqui. Sua operação principal se concentra lá fora e, como mostra a experiência do passado, se tocarem essa obra, vão trazer material de fora e profissionais também. O grosso do empresa será gerado em outro país, não aqui”, afirma.

Com o modelo de contratação conhecido como EPC, a possibilidade de superfaturamento é maior, segundo a AEPET.

Na nota, a direção da Petrobras faz uma comparação que esse diretor da AEPET considera estranha. A direção da empresa diz que contratar as estrangeiras para fazer a sua maior obra é o mesmo que dizer que dirigimos carros importados fabricados em São Bernardo do Campo.

Só que, lembra esse diretor, as montadoras de São Bernardo do Campo estão aqui já mais de meio século, têm produção local, geram milhares de empregos.

“Quero que a Petrobras me informe onde estão as fábricas no Brasil dessas empresas estrangeiras que produzem material e serviços aqui? Quero que me mostre o seu departamento de engenharia no Brasil. Nada, estão nos Estados Unidos, Alemanha e China, e o contrato com a Petrobras interessa a esses países, não ao desenvolvimento e incentivo à indústria nacional” afirma.

“Assim como estão fazendo com as reservas de petróleo, estão agora entregando também os contratos de serviços e obras”.

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5 Comentários
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  1. jossimar

    25 de janeiro de 2017 1:00 pm

    E agora nós vamos tomar um

    E agora nós vamos tomar um merecido FERRO no RABO.

    De quatro e sem sapato.

  2. jossimar

    25 de janeiro de 2017 1:09 pm

    “Diz que convidou as

    “Diz que convidou as estrangeiras porque as grandes empresas brasileiras estão proibidas de fechar contrato com a Petrobras por causa das denúncias da Operação Lava Jato.”

    Aqui, o safado expressa com transparência de agua mineral três(tem mais, sempre em desfavor do Brasil) dos objetivos da lava jato.

    1 – entregar o pré-sal a empresas estrangeiras;

    2 – enfraquecer a petrobrás economicamente e instituicionalmente para fatir e vender a empresa por partes tentando fazer passar despercebida sua privatização;

    3 – destruir as empresas de engenharia nacional para impedir a concocrrência com as estrangeiras pelo mundo e aqui dentro e manter o país como exportador de comodities básicas, banana principalmente. Mas, e se ninguém quiser bananas?

    Como sempre afirmei, esta lava rato NUNCA teve qualquer intrenção de combater a corrupção. A foto do FDP Moro com o ébrio Aécio em um convescote e os bandidos no governo são a prova cabal do crime lesa pátria.

  3. Marcelo33

    25 de janeiro de 2017 1:30 pm

    A maior parte dos petroleiros

    A maior parte dos petroleiros foi a favor dessa patifaria !!! Que coisa, não ?

  4. jose antonio santosjj

    25 de janeiro de 2017 3:31 pm

    sempre atrasados e imitadores

    Esses tucanos são uns meros imitadores das ideias dos outros (ver caso das privatizações) e estão sempre atrasados.

    Deixando de lado a questão ambiental, neste momento, o Trump ja deixou bem claro o pepiline será feito nos EUA por empresans americanas e trabalhadores americanos.

    Enquanto isso na Petrobrás…

  5. Frederico Firmo

    26 de janeiro de 2017 10:26 pm

    Isto é muito grave.

    Isto parece mostrar a face entreguista deste processo. Agora Parente quer proibir empresas  brasileiras de participarem da licitação.  Ou naõ tem licitação apenas escolhas. Quais os   E se empresas estrangeiras tem apenas escritórios. então pode-se dizer que possuem apenas laranajas aqui.  Quando uma firma brasileira apresenta apenas um escritório, a Lava jato e a imprensa as acusa de usarem laranjas e colocam em dúvida a capacidade da empresa  efetuar os serviços. Usam isto para afirmar que há algum tipo de corrupção. Então vejamos. Uma empresa estrangeira é contactada, sem que haja clareza sobre em que condições ela poderá cumprir o contrato. Ela tem apenas um escritório, pode ser chique, mas por fora pode ser um boa viola, e por dentro um trem bolorento. Mas mesmo que tudo seja muito bom. A presença apenas do escritorio indica que tudo vai ser feito no exterior.

      E aí estamos diante da  grande problematica brasileira  que é  criar empregos. Não me parece uma boa gestão, a desculpa são os lucros de acionistas .  Mas não fica claro se de fato é um bom negócio e para quem.

    Quem afirma que uma empresa estatal deve visar  apenas lucro, são as mesmas figuras que  vendem a Petrobrás a preço de banana, não deixam claro os negócios , excluem, a  priori, empresas nacionais  e  tudo isto na mão de um certo Parente, cujo portfolio, é cuidar dos interesses de algumas das famílias mais ricas do país. Jamais trabalhou no ramo petrolífero.  Ninguem do ministério Publico investiga os atuais negócios da Petrobŕas, mas todos sabemos que o Brasil saiu perdendo em cada um deles.

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