8 de junho de 2026

A censura é derrotada no ato #MoroMente, por Luis Nassif

Quando uma frente exorbita, há paradas estratégicas, mas os avanços continuam em outras frentes, testando as resistências. 

O primeiro passo é deixar de lado ilusões sobre o comportamento político dos Bolsonaro: eles buscam o estado de exceção sim, e todos seus movimentos são de preparativos para o fechamento democrático.

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Há método na estratégia, embora sob protagonismo de um personagem tosco. A ocupação de terreno se dá em todas as frentes. Aparelhou o IBAMA, a Funai, enquadrou a Procuradoria Geral da República, segurou as investigações contra o filho, prepara-se para controlar as agências, está aparelhando as universidades públicas, impondo censura a eventos, atacando pelas redes sociais os adversários, ameaçando jornalistas. Quando uma frente exorbita, há paradas estratégicas, mas os avanços continuam em outras frentes, testando as resistências. 

Daí a importância dos gestos de resistência.

É nesse contexto que se insere a iniciativa da Associação Brasileira dos Juristas pela Democracia de um evento na Universidade Federal Fluminense (UFF), o #MoroMente. Veio o veto do Ministério da Educação. O reitor Antônio Claudio aceitou a censura. O diretor da faculdade, Wilson Madeira Filho, resistiu, E o juiz José Carlos da Silva Garcia, deferiu a liminar, autorizando o ato, com base em posição expressa do Supremo Tribunal Federal (STF), contra a censura e a favor da autonomia universitária.

 

Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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7 Comentários
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  1. Anônimo

    23 de setembro de 2019 4:03 pm

    Essa disputa é crucial! Os boçalnaros já deram todas as provas de que sao avessos aa cultura humanística e aa ciência. Pra eles é “doutrinaçao”. Falam de “aparelhamento”, mas aparelham tufo que podem; falam em doutrinação, mas têm alergia ao contraditório e aa critica; fakam de criminalidade, mas incitam a violencia. Insistem em dizer que os outros mentem sobre eles, mas tudo que proferem é “baseado” em mentira e boçalidade. Se deixarem esses caras ganharem o joguinho de inversão sobre o que é a verdade, aí é que o inverno vai ser muuuito mais longo ainda.

  2. Bo Sahl

    23 de setembro de 2019 4:24 pm

    Criar o caos econômico-social, aparelhar todas as instituições, cooptar a míRdia, preparar a repressão nos bastidores para o caso de eventual reação* e manter relações prostitutas com o o cafetão imperial da vez é o “caminho”.
    (*) Nós brasileiros em geral temos a “mania” de não reagir a coisa alguma, dificultando (com “desalento”) o planejamento deles, que são então “forçados” a dar golpes e golpes, ou então … golpes.
    Ou não é essa a nossa história desde (pelo menos) 1889 ?

  3. altamiro souza

    23 de setembro de 2019 7:11 pm

    resistir -é questão de sobrevivencia,
    como demonstrou já o povo de bacurau…

  4. Anônimo

    23 de setembro de 2019 8:09 pm

    Esses seguidores do Bolsonaro são mais boçais do que eles são uns lixos iguais ao chefe.

  5. Cesar Bonaventura

    23 de setembro de 2019 9:26 pm

    LÚLA LIVRE

  6. Paulo Tasso Motta

    24 de setembro de 2019 4:55 am

    Há q se deter esses monstros canalhas patifes mercenários

  7. Maria Luisa

    24 de setembro de 2019 11:45 am

    Acho que vivemos numa Sucupira piorada porque o “prefeito” atual não somente é demagogo/mentiroso, como tosco e se tivesse os militares ao seu lado ja teria dado um golpe. Democracia, ora a democracia! E os adesistas sem discernimento vão atras. Fazem isso porque sabem que quando o governo das milicias passar, eles retornam a casaca e tudo bem, serão os primeiros defensores da democracia e do Estado de Direito. O Brasil ainda precisa fazer o processo correto do ditadura militar.

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