5 de junho de 2026

Que 2016 seja alvissareiro para o povo brasileiro

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

De O Tempo

A chegada de um novo ano marca o alvorecer de um novo tempo e a possibilidade de melhores dias, nem sempre concretizáveis, mas a esperança é daquele tipo “vai que acontece”! No geral, acho que há o que comemorar ter “rompido” o Ano-Novo. Em linguajar do sertão maranhense, “romper o Ano-Novo” é a dádiva de estar vivo, logo, nem sempre a alegria é babaquice, a não ser quando as comemorações excedem os limites da diversão: “Beber daquela vez como se fosse a última”…

Os rituais de Ano-Novo são compostos por diferentes ritos, pois, em geral, em cada país a chegada do Ano-Novo é celebrada de uma maneira. Num mesmo país, os rituais podem ser diferentes, a depender se é praia, montanha ou roça.

Escrevi em “Depois das alvíssaras da Maria Clara, que venha 2010!” que “é difícil não se contagiar com a iminência de um ‘ano que entra’. Quem vivenciou um ano ruim, espera um melhor; e quem navegou em alegrias, agradece as graças recebidas. Se para alguns celebrar o Ano-Novo é uma chatura, para a maioria não o é. Em algumas regiões do Brasil, alvíssaras são mimos recebidos no ‘Dia de Ano’, que é um costume lindo!

Recebi minhas alvíssaras antecipadamente. Em 30 de dezembro passado nasceu a minha neta Maria Clara, que reverberou em mim como um sentimento de eternidade. Ouvir o seu choro ao nascer foi mágico.

Nem cortar o cordão umbilical eu queria, de tão emocionada, mas a dra. Myrian Celani, que tem o dom de obstetra, nem quis saber e colocou a tesoura em minha mão e… clic, nem vi direito, cortei! Estava embevecida, olhando-a e constatando que era a cara da mãe, da tia e do tio quando bebês – o milagre genético da natureza em toda a sua exuberância, parido do meu ventre!


Foi só ver Maria Clara sobre a sua mãe, Lívia Cristina, pra não perder o costume de filosofar e arengar. Indaguei em que mundo gostaria que ela vivesse” (O TEMPO, 12.1.2010). O tempo passa numa celeridade impressionante! Amanhã, dia 30, Maria Clara, completará seis anos e, como ela diz, “Já me formei no ABC!”.

É para essa gente pequena que já se formou no ABC, pra quem ainda vai se formar no ABC e para toda a meninada, adolescentes e jovens que estão na luta por um futuro radiante, pelos que se perderam pelo caminho e podem ser recuperados, que nós, adultos de várias gerações, precisamos legar um futuro de oportunidades e dignidade, numa República laica e democrática, com liberdade de opinião e também a liberdade de ter ou não uma religião.

Para quem tem a solidariedade como um valor, a luta é por um mundo acolhedor para todas as pessoas, logo, um desafio é compreender, introjetar e cumprir o dito pela geneticista francesa Claudine Guérrin-Marchand, autora do livro “Manipulações Genéticas”: “A Terra nos foi dada em usufruto, e é nosso dever legá-la saudável para as futuras gerações”. É o mínimo que se espera como demonstração de consciência ecológica e como expressão da ética da responsabilidade.

Entendo que legar uma Terra ecologicamente saudável para as futuras gerações é partilhar riquezas e tem a exata dimensão do que nos diz Flávio Dino, governador do Maranhão, um obcecado, como eu, pelo bem-estar do nosso povo. Em “Governo de todos nós, um ano” (27.12.2015): “No ano que se inaugura, vamos continuar a lutar para superar o quadro de extrema dificuldade econômica que vive o nosso país para realizar o sentido máximo de nossa gestão, qual seja, fazer com que as riquezas do Maranhão sejam capazes de levar benefícios para todos”.

Patricia Faermann

Jornalista, pós-graduada em Estudos Internacionais pela Universidade do Chile. Coordenadora de Projetos. Repórter e documentarista de Política, Justiça e América Latina do GGN desde 2013.

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

4 Comentários
...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

  1. zuleica jorgensen

    1 de janeiro de 2016 6:33 pm

    A Fátima de Oliveira é um

    A Fátima de Oliveira é um monumento nacional à seriedade,à  solidariedade e à alegria. Que o que ela deseja para nossa Terra, nosso país e em especial para o Maranhão aconteça em nossos corações e em nossas ações.

    Um abraço fraterno Fátima e saiba que suas alvíssaras me fizeram chorar.

  2. altamiro souza

    1 de janeiro de 2016 8:55 pm

    raiou, respladesceu,

    raiou, respladesceu, iluminou…..

  3. Free Walker

    1 de janeiro de 2016 9:36 pm

    Crise se aprofunda no Brasil

    Crise se aprofunda no Brasil e milhões vão à praia protestar.

  4. Alexandre Weber - Santos -SP

    2 de janeiro de 2016 12:15 am

    Feliz ano novo a todos aqui do blog

    Que este ano seja de muitas realizações, saúde  e alegrias, são os meus votos a todos que aqui frequentam.

     

Recomendados para você

Recomendados