A política econômica do nada, por André Motta Araújo

Não há maior perigo para a gestão da politica econômica do que o "economista de cartilha", que leva o País ao abismo para provar que a cartilha está certa. É o que temos hoje com Paulo Guedes, um mega exemplo do trem a caminho do precipício

No ultima dia 11, o programa Painel da GloboNews apresentou um curioso debate entre um economista neoliberal absoluto, Marcos Mendes, ex-chefe da assessoria econômica do Ministro da Fazenda Henrique Meirelles, e o prof. José Francisco de Lima Gonçalves, da USP, representante da escola “paulista” de pensamento econômico, em contraposição ao credo da Escola de Economia da PUC-Rio, catedral do neoliberalismo carioca e suas ramificações no Instituto Millenium, na Casa das Garças e no Instituto von Mises, todos no Rio, mantendo a tradição anti-desenvolvimentista que vem de Eugênio Gudin contra a linha progressista de Roberto Simonsen, que nos anos 40 representava a visão econômica pro desenvolvimento dos paulistas.

No debate, Mendes defendeu que não há política econômica alguma a fazer fora das reformas e da “melhoria do ambiente de negócios”, além de privatizações e concessões, no super desgastado receituário da Escola de Chicago, que tal qual o positivismo, só tem crentes no Brasil.

De outro lado, Lima Gonçalves disse que é preciso fazer politica econômica, no conceito amplo da palavra, com uma agenda de relançamento da economia.

Mendes retrucou que a causa da atual recessão é o governo Dilma, portanto não há nada a fazer, porque qualquer coisa que se faça seria a repetição do governo Dilma. A pobreza dessa crença é de tal ordem que ficou difícil sequer continuar a discussão.  O velho cajado do pensamento binário, ou é isso ou é aquilo, contra o qual não se discute, a obtusidade impera, a limitação intelectual fecha o debate, só há duas opções no mundo. Seria curioso saber o que Mendes pensa da China, que não faz reformas, privatizações ou concessões e cresce com planejamento de Estado.

CURTO PRAZO E LONGO PRAZO

Mendes vê esperanças de crescimento após as reformas e a “melhoria do ambiente de negócios”, mas isso vai demorar, ele mesmo confessou.

Quanto vai demorar, cinco, dez anos? Ora, disse Lima Gonçalves, minha preocupação é com 2019, com o próximo Natal, se não há curto prazo, não haverá longo prazo, o que é óbvio até para uma criança mas não para Mendes. Se atravessarmos dez anos mais de recessão para então chegar a bonança do crescimento, pelo caminho o Pais já acabou pelo desmanche dos sistemas de saúde, educação, pelo inevitável aumento exponencial do crime resultante da inexistência de empregos por décadas, desestruturação das famílias e das condições minimas de sobrevivência.

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POLITICA ECONÔMICA NÃO É ‘MODELO, É PILOTAGEM DIA A DIA

O problema de economistas de “escola” é que usam um só remédio para múltiplas doenças. Esse tipo de pensamento de “escola” não serve para comandar a economia de um grande Pais, razão pela qual os Estados Unidos JAMAIAS tiveram sua economia dirigida por “escola” de pensamento econômico, o comando sempre foi ECLÉTICO, dia a dia, já apontei em artigo anterior a trajetória de dois Secretários do Tesouro recentes em épocas de prosperidade, Donald Regan e James Baker, nenhum dos dois economista, eram advogados e OPERADORES POLÍTICOS, como nossos grandes Ministros da Fazenda.

Não há maior perigo para a gestão da politica econômica de um grande País do que o “economista de cartilha”, que leva o País ao abismo PARA PROVAR QUE A CARTILHA ESTÁ CERTA. É o que temos hoje com Paulo Guedes, um mega exemplo do trem a caminho do precipício, mas sempre seguindo a cartilha.

AS RIDÍCULAS PREVISÕES DO BOLETIM FOCUS
Já cansei de escrever aqui a incompatibilidade com a inteligência apresentada por “economistas de mercado” que fazem previsões. Mandam as previsões para o famigerado boletim FOCUS do Banco Central – que raramente combinam com a realidade, mas ganham bons salários, 30, 40 50 mil?
Há seis meses previam crescimento do PIB entre 2,5% a 2,8% para 2019, agora já refazem para dizer que mal chegará a 1%.
Mas como poderia haver crescimento de 2,5 a 2,8% sem NENHUMA politica de crescimento, quer no governo Temer, quer no governo Bolsonaro, ambos com a mesma NÃO POLITICA, a politica de não fazer nada? Entre Meirelles e Guedes há apenas uma diferença de tempero: Meirelles é mais educado.
CORTAR, CORTAR, CORTAR até o cavalo do inglês morrer de fome, seguindo o método infalível (para o desastre) da Escola de Chicago.
Ah, dirão (e disse) os Mendes da vida, uma politica de estímulos pode fazer crescer 3% no primeiro ano mas não é sustentável.
É o dilema do moribundo: temos um remédio que não deixa o senhor morrer por um ano mas depois não garantimos.
Outra opção é um remédio que pode fazer o senhor durar dez anos mas não garantimos o primeiro ano, qual o senhor prefere?
QUALQUER CRESCIMENTO no primeiro ano é melhor para quem passa fome do que NENHUM CRESCIMENTO agora e um talvez daqui a dez anos.
REFORMAS, PRIVATIZAÇÕES E CONCESSÕES NÃO CRIAM EMPREGOS

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Ao contrario, reformas, “privatizações e concessões MATAM empregos. Não significam capacidade produtiva nova, não melhoram o capital físico do País, o conceito de “corte de custos” gerou as represas implodidas da VALE, as privatizações viram negócio especulativo, de compra e venda de ativos. LIGHT RIO, ELETROPAULO, DUKE ENERGY, CPFL, OI, BRASIL TELECOM, USIMINAS, COSIPA viraram cartas de mega especulação, essas empresas privatizadas já foram compradas, vendidas e revendidas, nenhum emprego se criou. A Eletropaulo tinha 27.000 empregados na privatização, hoje tem 3.700.

Concessões de rodovias já construídas criam empregos de cobradores de pedágio, as reformas podem acrescentar mais eficiência em alguns sistemas mas não criam emprego em curto, médio ou longo prazo. NENHUM desses processos é detonador de crescimento e estão sendo vendidos como tal.

A REFORMA DA PREVIDÊNCIA É ENGODO SE NÃO CORTAR ABUSOS
Onde estão os cortes de abusos adquiridos (e ilegítimos) na Previdência? O fulano ganha pelo teto 33 mil reais, mas tem incorporado e transferido para a aposentadoria bônus de produtividade que se pagam na ativa mais 12 mil, mais outro penduricalhos mais 15 mil, o contracheque dá 60 mil, mas o desconto novo da reforma só incide sobre os 33 mil, não pega os adicionais, que também não aparecem no radar do abate-teto, com a nova incidência na reforma sobre os últimos 7 mil da aposentadoria “oficial” (33.000), o “sacrífico” não vai passar de mais 900 reais, em vez de 60.000 vai receber 59.100 e estão reclamando da reforma. SEM CORTE DOS ABUSOS a reforma é falsa no sentido de justiça social e perde uma de suas ancoras.
A ECONOMIA DERRETE
Há três meses os “de mercado” previam um BOVESPA de 100 mil pontos para maio, mas será que não têm capacidade de entendimento? Como a economia vai crescer com um projeto de Chicago? Paulo Guedes nunca enganou ninguém, é honestíssimo, suas convicções foram sempre expostas com clareza absoluta, NÃO HÁ POLITICA ECONÔMICA, é só mercado, está ai o Salim Mattar para explicar, é vender tudo que tiver comprador, que tal as praias e florestas?
A economia pode funcionar com 30 milhões de brasileiros com dinheiro, o resto que se dane, quem puder vai morar em Miami e vem aqui cada três meses para conferir a renda, é isso ai, todos foram avisados, ninguém do Ministério da Economia falou em crescimento não é mesmo?

17 comentários

  1. Prezado André Araújo
    Excelente texto, como sempre.
    Os economistas, defensores do malfadado neoliberalismo falido no resto do mundo continuam tendo audiência e aplicando nos últimos três governos (incluo o de Dilma, com o Sr. Joaquim Levy) a política de destruição do pouco que resta de nosso país.
    Trata-se de figuras sinistras, para as quais o povo, ou seja, uns 150 milhões de seres humanos devem apenas trabalhar num regime de semi-escravidão e calar a boca.

    Um cordial abraço e obrigado pelas lições de economia trazidas a cada artigo.
    Nélson Viana dos Santos

  2. Sempre muito oportunos os comentários do Sr.Andre Araujo que sempre acompanho. Neste a respeito do Sr.Paulo Guedes meu pensamento remete aquele médico formado a 30 ou 40 anos atrás que foi para o interior e nunca mais participou de palestras, seminários e cursos de aperfeiçoamento. Continua receitando os mesmos medicamentos daquela época.

  3. Ouvi num grupo de “empresários” (me recuso a tirar as aspas para pessoas que votaram em Bolsonaro sabendo que foi no governo LULA que a construção civil foi valorizada) que o Presidente da Caixa disse pra eles que “ou eles pressionam os deputados pela reforma da previdência ou podem mudar de ramo”
    É O DESGOVERNO DA CHANTAGEM! Como um Presidente de banco público diz uma coisa dessas de cara limpa?
    #euavisei

  4. O Paulo Guedes, me perdoe a palavra, é um malaca. E é um psicopata, antes.
    Seu objetivo é desmontar o país, criar um contingente de miseráveis para servirem de neo escravos. Enquanto isso se vende a preço de fim de feira as empresas, terras e riquezas minerais.
    Concentração de renda absoluta. Retorno aos anos 30 em relação ao trabalho e as relações entre Estado e povo.
    O projeto é destruir.
    Mas ele, com a velha “malaquice”, diz que é necessário desgraçar o país primeiro e que a culpa é da Dilma ( não do temer, nem do Bozo, nem dele mesmo), saindo do campo das idéias e indo pro campo político e pra irracionalidade que permeia os bolsominions.
    Será que o Brasil vai ter que tomar este veneno pra acordar? Não ficará tarde demais, depois.
    Hoje conversei com uma moça, negra, 24 anos, baiana, acompanhada de duas filhas. 8 e 6 anos, talvez. Com um uniforme escolar limpíssimo. Tinha 110 reais numa conta e aguardava dinheiro do pai das meninas (que seria pouquinho também).
    “Vim procurar emprego”, me disse. Respondi “aqui tá difícil”. E, ela “é mais lá tem seca”.
    “Seca”, questionei.
    “Sim, seca: tem um rio e um balneário, mas a água não chega pra nós”. (Nós pobres, pensei)
    É isso que estamos “construindo”. Com essa elite colonial e fascista pior que a elite francesa de Vichy, com essa ultra direita fantoche do capital financeiro internacional, e no final, com 57 milhões de burros que votaram no burro-mor: o Bolsonaro. Além dos que se calaram e consentiram, com seu votinho em branco.

  5. André, vc subestima a força da confiança do mercado e do “moral” do povo quanto a capacidade de se alavancar o crescimento economico.

    Quando do plano Real, a selic estava em mais de 20% e nem por isso estavamos em brutal recessão. Havia confiança e todos acreditávamos em dias melhores.

    O governo Bolsonaro começou com o indice de confiança nas alturas e perspectiva de recuperação. Mas os erros dele, e a bagunça que se instalou fizeram as pessoas e o mercado perder a confiança em apenas alguns meses. por isso essa freada nesse 2019.

    Vou dar coo exemplo a queda do índice de homicídios no Brasil. No ano passado caiu 10% o que é espantoso. Nesse ano, nos primeiros 3 meses a queda foi de 24%. Mais de 3 mil vidas foram poupadas.

    E isso não se deu por políticas e planos contra a criminalidade, veio apenas da percepção, captadas pelo povo brasileiro e pela criminalidade que de agora em diante o bandido não terá mais facilidade nem será protegido pelo governo como o eram nos governos anteriores.

    A simples mudança de mentalidade operou uma redução dos homicídios em 24% uma redução absolutamente espantosa.

    Delfin Neto falava que a função do governo era a de despertar no empresariado o espirito animal do empresário.

    Infelizmente, Bolsonaro não foi capaz, por sua exclusiva culpa, de manter esse espirito que estava sendo criado nesse início do ano. A confiança se tornou desconfiança, e só vamos retomar quando a reforma da previdencia for aprovada e a confiança voltar aos mercados.

    Tem muito dinheiro pronto para ser investido no mercado interno. Os juros estão baixo e mal remuneram o capital. Falta uma onda de otimismo para fazer os projetos saírem do papel.

  6. Esses economistas se parecem com os médicos da idade média, quando a sangria era tratamento indicado para todo tipo de doença.

  7. Índice de homicídios caiu, governos anteriores protegiam bandidos, em que país você vive ó Li de Brusque? É preciso analisar bem essa notícia meu caro, pois quem puxa essa queda da taxa são os estados do nordeste, principalmente o Ceará que teve uma redução de 58% no número de homicídios, consequência do enfrentamento do estado à situação de quase calamidade pública verificado no ano passado. E por falar em bandido protegido pelo estado, que tal pensar nas milícias que atuam no Rio de Janeiro?

  8. André, você citou um lado da moeda ao citar a China (ação do Estado). Como comparar as legislações tributárias, fiscais, trabalhistas, e outras.

  9. É de uma delicadeza de uma singeleza, que chega a ser belo, ingênuo! Particularmente esse modo de pensar me acalma, me deixa leve.
    A taxa de homicídio caiu porque o bandido sabe que agora não terá mais proteção como antes! Os juízes brasileiros, segundo o a opinião do Sr Li eram maleáveis com os bandidos, agora mudaram, porque o governo mudou. Nem os meus professores mais crentes na moral e consciência individual, na honra, na estrutura piramidal de Kelsen iriam tão longe em tal afirmação.
    Quem dera os bandidos, após longa reflexão e contas não cometessem atrocidades. “Vamos de furto ou de roubo”? Primeiro as contas. Quem dera fosse assim, seríamos mais felizes Sr Li.

  10. Quem é autodidata e estudioso da economia real às vezes percebe nuances que o especialista não vê.. são exemplos o Nassif é o André Araújo.. eu aqui dou uma dica: uma das principais causas da estagnação econômica é o famigerado boletim Focus.. se ele diz que a economia real não vai crescer, a profecia se auto realiza. É o cabeça de planilha no comando da economia. Por que ninguém propõe a sua extinção?

  11. André pensa bem…o cara é banqueiro o governo Bolsonaro é de banqueiros,se a economia ir bem pra quê bancos então,ora eles são encantadores de serpente/produtores de cortinas de fumaça pra enganar o povão é assim q funciona esse liberalismo/neoliberalismo a dinâmica vai ser sempre essa,veja o q acontece na Argentina e não tente me convencer q o livre mercado é bom(comentário com um leve surto psicótico Bolsonárico, só no finalzinho!)

  12. O Instituto Von Mises não fica no Rio, ele é do Sul.
    Economia da PUC-Rio e a Casa das Garças são irmãs siamesas, mas não representam a totalidade do pensamento econômico ativo no Rio. Na UFRJ a tradição é de ciência econômica como ciência social, bem longe do neoliberalismo.

  13. Bolsonaro não governa para todos, governa para uma minoria.
    Essa minoria, terá mais acesso às armas, ganharão ainda mais no mercado financeiro, terão os aparelhos de segurança cada vez mais estupida e violenta.
    Os mega ladrões que apoiaram e poiam Bolso, estão se divertindo com as doações das riquezas do país.
    Em nome da honestidade, um outro servirá de isca, afinal há que se parecer honesto.
    Quanto ao povo, não faltarão balas helicópteros e repressão.

  14. Que a taxa de homicídios caiu em 2018 mais de 10% e isso é fato.
    Que nesse primeiro trimestre caiu mais 24% isso é fato.
    Nesses período nenhuma nova política pública de prevenção e combate ao crime ocorreu a não ser no Rio de Janeiro em 2018.
    Você está dizendo que caiu sem causa. Mas há uma causa clara. A mudança claríssima de que tanto a população quanto o governo não vão tolerar mais essa situação e de que a bandidagem não terá mais, no governo, quem os defenda como nós governos anteriores.
    A mudanca de mentalidade é a única responsável por essa queda.
    Por isso o AA está errado em substimar a importância da confiança como alimentador do crescimento.
    O gov Bolsonaro desandou porque ele, presidente, não está inspirando confiança.
    A Dilma caiu quando ela perdeu completamente a credibilidade ao fazer a campanha dizendo que estava tudo bem, e assim que ganhou o país viu que ela os enganou.

    Credibilidade não é tudo, mas é 100%.

  15. Meu caro, me referi ao espirito do Rio, a sede legal do von Mises é em SP mas o Helio Beltrão é a sintese do economista carioca-com mestrado nos EUA, padrão, depois trabalhou em bancos Garantia, Credit Suisse,a fina flor do financismo. Escrevi um livro sobre a economia da PUC-Rio como contraponto da economia do desenvolvimento, “A Escola do Rio”, editora Alfa Omega, hoje esgotado.

  16. Só fiz referencia, meu caro DoubleA, que a confiança é um motor fortíssimo a impulsionar a economia.
    Nas guerras, os militares falavam da moral das tropas. O mesmo aqui.

    Quando os agentes economicos viram que o Bolsonaro se preocupa mais com a agenda de costumes, dá guarita e apoio ao Astrólogo e seus dois aprendizes, Jairzinho e Jairseco todo mundo tirou o pé.

    A confiança de que a agenda economica iria pra frente se transformou em desanimo, pior, descrença.
    O mais incrível é que o Brasil, apesar de ficar sambando a beira do abismo, ainda não teve coragem de pular, e o congresso, quem diria, está tomando a frente a fim de não deixar o Brasil escorregar e cair.

    Quando bolsonaro abre a boca, mais facil que dar um palpite errado na mega-sena é apostar em mais besteira e mais crise.

    Aliás, depois que a Dilma se elegeu e colocou o Bradesco de capitão do governo, ela só voltou a falar, quase 1 ano depois pra falar impechment é gorpi. E até hoje a maior auto-crítica que foi capaz de fazer foi a de dizer que errou ao confiar em Joaquim Levi.

    Pode ter certeza, e acho que você sabe disso, essa falta de comunicação, incapacidade dela de admitir os seus erros agravou, e muito, a crise que passamos e ainda não saímos.

    O interessante disso tudo é que o congresso está ocupando os espaços deixados pela incompetencia e desinteresse do nosso presidente.

  17. Interessantes os recentes artigos, no Valor, do economista André Lara Rezende, especialmente o último “Liberalismo e Dogmatismo” onde afirma que a obsessão pelo equilíbrio fiscal no curto prazo é suicida.

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