ACM e a história da Internacional Marítima

Do Jornal da Mídia

Internacional Marítima nasceu de malvadeza de ACM contra Waldir

A história da Internacional Marítima se confunde com uma malvadeza de ACM praticada contra Waldir Pires em 1987, quando o Maranhão recebeu dois navios tirados na raça da Bahia para prejudicar o então governador e a população.

Aconselha-se ao diretor-executivo da Agerba, Eduardo Pessoa, que na verdade foi o grande responsável por se tirar a TWB da Bahia, por conta das inúmeras irregularidades praticadas pela ex-concessionária das três letrinhas, controlar mais (se é que pode) a língua do dono da Internacional Marítima.

Não soaram bem as declarações do Sr. Luiz Carlos junto à opinião pública, segundo as quais a Internacional Marítima planeja acabar com os horários fixos no sistema ferryboat. Coisa absurda se acontecer. Se a ideia pegar, as empresas de ônibus do sistema intermunicipal também poderiam acabar com os horários fixos de saída da Estação Rodoviária de Salvador. E as companhias aéreas fariam o mesmo. E as lanchas da travessia Salvador-Mar Grande, que saem de 30 em 30 minutos, ídem. Só iriam sair dos terminais com lotação completa.

Além da obrigação de fiscalizar a Internacional Marítima, Eduardo Pessoa, diretor-executivo da Agerba, precisa mandar o dono da Internacional parar de falar bobagens. Que ele deixe o tom arrongante lá para o Maranhão. Aqui a história é diferente, pois a democracia impera.

Interessante é que na época em que a TWB explorava o ferryboat, a própria Agerba, através do diretor Eduardo Pessoa, abusou de afirmar em entrevistas que queria horário a cada 30 minutos.

É claro que no período de baixa estação não vai se exigir que o sistema opere de meia em meia hora. O ideal é que seja de uma em uma hora, com colocação de horários extras quando a demanda exigir. Afinal, a população tem o direito de ser servida, tem o direito de se programar para viajar e não pode ser prejudicada por essa ideia maluca de se acabar com horário fixo.

Fique de Olho, Wagner – O governador Jaques Wagner também não vai permitir que um absurdo como esse anunciado pelo dono da Internacional Marítima prevaleça. Afinal, a empresa do Maranhão está chegando na Bahia sem gastar um centavo, sem trazer nenhuma embarcação e já recebeu “por conta” do seu “trabalho” R$ 20 milhões dos cofres públicos, como confessou o vice governador Otto Alencar.

A Internacional Marítima também não é esta coca-cola toda como o governo espalhou. No Maranhão, ela faz a travessia São Luís-Alcântara e presta um serviço muito precário, segundo o Ministério Público de lá.

“O sistema funciona de forma precária. Até hoje não tem concessão”, diz o promotor de Justiça Emmanuel José Peres Netto Guterres Soares, do Ministério Público do Maranhão, em entrevista ao Correio.

Waldir Pires foi vítima da Internacional – O Maranhão conheceu um ferryboat pela primeira vez em 1987. E eles chegaram lá por um pesentinho da Bahia a essa figuraça da política brasileira, o senador Zé Sarney. E mais ainda: no banco de imagens da Internacional Marítima na internet constava até recentemente essas duas embarcações como se fossem da frota dela – o “Pinheiro” e o “Alcântara”.

Vamos resumir a história um pouco: em 1987, para pirraçar o então governador Waldir Pires, ou melhor, fazer uma malvadeza, o ex-governador Antonio Caros Magalhães sabia que Sarney, seu amigo, queria inaugurar ou ampliar a travessa Alcântara-São Luís, explorada pela Internacional Marítima. ACM era ministro.

E o que fez ACM? Se movimentou junto ao BNDES e conseguiu transferir da Bahia para o Maranhão os navios “Vera Cruz” e “Monte Serrat” – o BNDES foi quem financiou as embarcações ao Governo da Bahia. Lá na terra do Zé Sarney, esses navios foram batizados de “Pinheiro” e “Alcântara”. O negócio era mesmo sacanear (desculpem, caros leitores, mas foi isso mesmo…sacanear) o governador Waldir Pires para que o povo reclamasse, como reclamou.

Em 1992, já de volta ao governo da Bahia, ACM mandou buscar os dois navios de volta. E foram reinaugurados e reincorporados aqui com muita festa. ACM estava lá na maior alegria cercado do povão. O presidente da Companhia de Navegação Bahiana (CNB) era Vladimir Abdala Nunes. É que a imprensa da Bahia não tem memória, não investiga mais nada e publica quase tudo sem apurar devidamente. Waldir Pires está aí para atestar. A imprensa deveria procurar o vereador do PT que sabe muito mais do que tudo que está sendo publicado aqui.

Tem setores que não gostam da linha editorial do JORNAL DA MÍDIA. Mas aqui o nosso compromisso é com a informação. Não vamos ficar fazendo oba-oba para governantes, para empresários talentosos e espertos, e mentir para o leitor. Não é este o nosso papel. Não é este o papel da imprensa e não é esta a nossa formação como profissionais. Sempre estamos à disposição para receber as críticas e contestações, dentro do nosso espírito democrático de informar com precisão. Mas o nosso direito de opininar e de criticar é inalienável. É o mesmo direito que tem a população de ser bem informada.

Repetimos: a Agerba, como órgão regulador e fiscalizador, tem a obrigação de fazer cumprir o seu papel. Não custa nada fechar a boca do dono da Internacional Marítima. Não se deve falar asneiras. É melhor deixar o tom arrogante lá para a terra de Zé Sarney. Na Bahia, a democracia é plena. Em nenhum momento dissemos aqui que a Internacional tem ligações com o senador José Sarney. Ainda não. É possível que sim. Afinal, qual é o empresário do Maranhão que não tem?

O que o usuário do ferryboat exige é que o sistema funcione e foi com este objetivo que a Agerba trabalhou para tirar a TWB da Bahia e o governo gastou mais de R$ 20 milhões do dinheiro do cidadão para recuperar os navios. Esta história do ferryboat tem muitos capítulos de arrepiar. É macabra. Tem muita gente que se deu bem. Vamos continuar atentos, doa em quem doer.

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