O presidente Jair Bolsonaro (PL) usou seu discurso de abertura na Assembleia Geral da Nações Unidas, nos Estados Unidos, como palanque para sua campanha de reeleição, o que gerou críticas tanto dos diplomatas presentes como de ambientalistas.
“Em desvantagem nas pesquisas de opinião, Bolsonaro usou seus cerca de 20 minutos de fala da ONU para fazer palanque, tentando energizar suas bases descrevendo um Brasil de faz-de-conta”, disse o Observatório do Clima, em nota oficial.
“Embora governos passados tenham registrado taxas de desmatamento maiores na Amazônia, o regime Bolsonaro foi o único que não apenas não fez nada a respeito como estimulou ativamente o crime ambiental e o massacre de indígenas”, ressaltou a entidade.
Além disso, a entidade ressalta a necessidade de se lembrar da existência de um Brasil com 33 milhões de famintos; de um país com 3% da população mundial, mas que registrou 11% das mortes por covid-19 “e a pior crise socioambiental no país desde a redemocratização”.
Na visão do Observatório do Clima, a boa notícia que Bolsonaro deu à comunidade nacional é que “foi provavelmente a última vez que aquela tribuna se viu obrigada a escutar um discurso do líder da extrema-direita brasileira”.
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