O presidente Jair Bolsonaro (PL) transformou a tribuna da ONU (Organização das Nações Unidas) em palanque para sua campanha de reeleição, o que revoltou governos estrangeiros na abertura da 77ª Assembleia Geral da ONU.
Segundo observadores ouvidos pelo jornalista Jamil Chade, do portal UOL, nem mesmo o tom “mais moderado” do discurso de Bolsonaro escondeu que o Brasil se tornou um país “apequenado” e perdeu seu posto de porta-voz dos países em desenvolvimento.
Chade ressalta que os supostos feitos listados pelo governo Bolsonaro foram recebidos “com incompreensão” pelos diplomatas estrangeiros presentes, e alvo de questionamentos a respeito das brigas partidárias internas para a tribuna.
Outro ponto que chamou a atenção dos presentes foi a falta de referência às vítimas da covid-19 no Brasil, além dos recordes de queimadas e desmatamentos, os ataques à democracia e à destruição dos mecanismos de direitos humanos.
As sucessivas referências cristãs foram outro ponto visto como voltado aos eleitores de Bolsonaro, assim como a citação de uma frase usada por líderes fascistas.
Enquanto isso, a orientação de diversos países europeus é que suas chancelarias mantenham o mínimo de contato possível com o bolsonarismo, e que a adoção de qualquer projeto mais expressivo com o país seja adiada.
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Evaldo Eliandro
20 de setembro de 2022 7:16 pmEsse cidadão não tem argumentos, como seria diferente? Quase 04 anos e não fez nada de bom para a nação, vai falar o que no pronunciamento?
Mairus Webber
21 de setembro de 2022 12:22 pmPaís “em desenvolvimento” não existe.
O Brasil é “Subdesenvolvido”.