21 de maio de 2026

André Mendonça e o delegado Marcantonio montaram a lista de funcionários públicos antifascistas

Marcantonio atuou em cargos ligados à inteligência e ao MJ, na gestão Mendonça. Tornou-se diretor de inteligência da SEOPI.
Reprodução

Investigações do Banco Master estão sob a Superintendência da PF no Distrito Federal, com delegados bolsonaristas envolvidos.
Thiago Marcantonio, ligado a André Mendonça, lidera o caso e já atuou em inteligência e no Ministério da Justiça.
Diretor-geral Andrei Meirelles mantém delegados bolsonaristas no cargo, enfrentando pressão da Associação dos Delegados da PF.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

Quem acompanha de perto as movimentações internas da Polícia Federal tem pouca esperança de uma mudança de rumo na partidarização que voltou a dominar a organização.

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As investigações do Banco Master estão nas mãos da Superintendência Regional da Polícia Federal do Distrito Federal, que abriga a maior parcela dos delegados bolsonaristas — entre eles, Thiago Marcantonio Ferreira, responsável direto pelo caso Master.

Antes, Marcantonio atuou em cargos ligados à inteligência e ao Ministério da Justiça, na gestão André Mendonça. De assessor especial, tornou-se diretor de inteligência da SEOPI (Secretaria de Operações Integradas) do Ministério da Justiça, sendo responsável pelo dossiê que delatava 579 servidores públicos participantes de grupos antifascistas nas redes sociais. Depois, tornou-se assessor de Mendonça no Supremo Tribunal Federal.

A própria existência da SEOPI — criada para integrar a inteligência policial — acabou sendo questionada após o episódio, e a secretaria passou por mudanças estruturais posteriormente.

Essa dupla — Mendonça e Marcantonio — é responsável pelas investigações sobre o caso Master e pelos vazamentos de informações descontextualizadas sobre adversários.

Os vazamentos são tão indecentes que, recentemente, repórteres do Metrópoles foram perguntar aos advogados de Lulinha o que seria um pagamento mensal feito a uma mulher. Não conseguiram o escândalo sexual que buscavam — a mulher era a babá dos filhos de Fábio —, mas demonstraram o grau de abertura proporcionado pela Polícia Federal.

O diretor-geral da PF, Andrei Meirelles, é considerado um policial probo, mas com pouca experiência em matéria investigativa. Cometeu um erro básico ao tentar conciliar todos os setores da PF: manteve no cargo delegados bolsonaristas — e, o que é pior, concentrados na Regional do Distrito Federal. Não há sinais de que consiga agir sem sofrer a pressão da Associação dos Delegados da Polícia Federal.

Há poucas esperanças de reversão. Advogados que acompanham o processo confirmaram ao GGN a existência do pedido de prisão de Lulinha e disseram acreditar no legalismo e na boa-fé de Mendonça.

Que não se iludam:

  1. Alguns setores do meio jurídico têm André Mendonça em boa conta, devido ao seu estilo amável. É um engano. Da parceria com Marcantonio — na lista antifascistas – à quebra do sigilo bancário de Fábio Luiz, demonstram o contrário.
  2. As notas em que declara preocupação com os vazamentos são exemplos de cinismo institucional, pois são divulgadas no mesmo momento em que a PF escancara seus arquivos para jornalistas lavajatistas.

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Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.
luis.nassif@gmail.com

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

11 Comentários
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  1. fabricio coyote

    9 de março de 2026 8:58 pm

    chamada do g1: chanceler conversa com rubio para não classificar pcc e cv terroristas

    a.globo está em campanha eleitoral

  2. José Machado

    9 de março de 2026 11:22 pm

    Nassif, essa reportagem do jornal oglobo, sobre a venda do super jato de 538 milhões de reais,
    ANAC deixou vender a aeronave, em 04 de Março, em pleno escândalo do Banco Master,
    deixaram um “ativo” de 538 milhões de reais ir embora do país, voando.

    Ninguém fala a palavra de “ressarcimento”, se deixarem o bem mais valioso ir embora, imagina
    os outros bens. As instituições desse país estão contaminadas com o pior tipo de gente.

    https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2026/03/09/jato-de-luxo-de-daniel-vorcaro-ja-tem-novo-dono-e-foi-levado-para-san-marino.ghtml

  3. Rui Ribeiro

    10 de março de 2026 3:53 am

    Se eles de fato fizeram isso, a lógica é que seja para premiar os anti-fascistas. Mas os fascistas é que devem ser castigados.

    Antifas, vai ficar por isso mesmo?

  4. Rui Ribeiro

    10 de março de 2026 8:12 am

    Todos são iguais perante a lei mas quem tem dinheiro e informações comprometedoras são mais iguais do que os que não tem. Nos Presídios Federais todas as visitas, inclusive de advogados, são monitoradas. Mas toda regra tem exce$$ão.

  5. Rui Ribeiro

    10 de março de 2026 9:02 am

    Na Falha de Sampa, o Colunista Juliano Spyer excreveu: “Mendonça preservará Nikolalaus em investigação sobre Vorcaro?”

    Bem, até agora, parece que sim. Se a carruagem não mudar de direção… Nikolalaus Maria Jateira Caroneira de banqueiro pode nem bater a passarinha.

    O Joel Pinheiro da Fonseca tenta jogar a bosta da direita no ventilador da esquerda. Segundo o tal articulista “Caso do Banco Master não tem lado, mas é ruim para a esquerda”. O Vorcaro e sua Igreja Ladroinha disponibilizaram jatos para a campanha do Lula, o Ciro Nogueira, o Rueda e o Nikolas são da esquerda. Lula recebeu 3 milhões do Master diretamente em sua conta bancária pessoal. Realmente, é bastante ruim prá esquerda. Ah, o Campos Netto também é da esquerda.

    1. Rui Ribeiro

      10 de março de 2026 1:21 pm

      O Ministro André Mendonça está blindando não só o Nikolalau mas também, na medida do possível, o próprio Vorcaro, doardor da Ingreja Ladroinha.

      Deputado do PT recorre ao STF para que o Vorcaro seja testemunha na CPI do Crime Organizado. O Mendonça facultou ao Vorcaro comparecer, ou não, de acordo com suas conveniências, a fim de não se auto-incriminar. Entretanto, segundo uma das razões do recurso do Senador Petista Fábio Contarato, “ocorre que, não obstante a inequívoca deliberação da Comissão Parlamentar de Inquérito no sentido de convocar o depoente na qualidade de testemunha, as circunstâncias fáticas revelam que a decisão judicial acabou por tratar o convocado como se estivesse na condição de investigado”.

      Sr. Mendonça, na CPI do crime organizado o Vorcaro vai depor como testemunha, não como investigado. Nemo tenetur se detegere. Só que o Vorcaro vai descobrir não a si próprio, mas outros criminosos. Pode ir até debaixo de vara em caso de recusa.

      O Mendonça já permitiu inclusive que o Vorcaro encontre seus advogados em presídio federal, onde todo mundo é monitorado, sem monitoramento.

  6. Manoel Batista Correia

    10 de março de 2026 11:34 am

    Ser anti-facista é ruim???

  7. Bernardo

    10 de março de 2026 12:28 pm

    Está escancarado; um terrivelmente evangélico e seu investigador de confiança, ambos bolsonaristas e praticantes do lavajatismo. O Diretor Geral da PF terá que atuar sob pena de perder o controle. Um Ministro do STF pode exigir que os investigadores sejam seus? Como ficam a PGR, que foi também escanteada, e a PF? No limite Lula terá que atuar, mesmo sujeito a críticas da mídia corporativa. Armaram uma cilada na cara dura com pessoas que aparentam o que não são e tudo isso só tem um objetivo: tumultuar o processo eleitoral e prejudicar Lula. A quem interessa? À família do prisioneiro. A quem a família serve? Aos interesses de seu aliado nos EUA; tem dedo podre da CIA nessa confusão pela total semelhança com a OLJ.

  8. José de Almeida Bispo

    10 de março de 2026 4:21 pm

    Tenha medo de todo “macio”.
    Hipocrisia pura!
    Mata um com sorriso Mona Lisa estampado na cara.

  9. Mirtha Gimenez Baez

    10 de março de 2026 7:11 pm

    A Lava Jato Master tem o mesmo objetivo que a Lava jato de Dallagnol e do Moro. Destruir a credibilidade de políticos de esquerda e o STF , e blindar os bolsonaristas

  10. Fábio de Oliveira Ribeiro

    12 de março de 2026 6:49 am

    Também é impossível esquecer que André Mendonça foi AGU de Jair Bolsonaro e fez de tudo que podia para manter as igrejas e o comércio abertos durante a pandemia. Se houve crime nesse caso ele não deveria ser trataso como corresponsável pelo genocídio pandemico?

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