4 de junho de 2026

As falsas discussões sobre a independência do Banco Central

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A discussão sobre a independência do Banco Central é das mais inócuas produzidas pela atual campanha eleitoral.

Marina Silva e Aécio Neves propõem a independência do Banco Central; Dilma Rouseff rebate, garantindo que seria colocar o BC a serviço dos banqueiros. Os economistas do outro lado reagem, o Procurador Geral da República sustenta que a afirmação de Dilma pode trazer intranquilidade geral. Nessa barafunda irrestrita, não se discute apenas o essencial: o papel do BC.

Com independência de direito ou de fato, há muito o BC deixou de ser um instrumento eficaz de políticas públicas. Com Armínio Fraga (FHC), Henrique Meirelles (Lula) ou Alexandre Tombini (Dilma) foi incapaz de criar um mercado de crédito de longo prazo, corrigir práticas viciadas do período da hiperinflação, desobstruir os canais de crédito para garantir um mínimo de eficácia ao uso da taxa Selic, e sofisticar suas análises para mirar dois alvos comuns a qualquer BC desenvolvido: preços e emprego.

***

A maneira como atua sobre a inflação é deletéria.

Vale-se exclusivamente do canal de juros. Aumenta a expectativa de inflação, ele aumenta a Selic mais que proporcionalmente. Nesse movimento, os detentores de títulos de renda fixa ganham com a inflação, à custa do aumento da dívida pública, atrai capital especulativo para se beneficiar dos juros, apreciando o câmbio.

Há um bom acervo de trabalhos acadêmicos mostrando que os canais de transmissão dos juros não funciona no país., O aumento da Selic não afeta o crédito ao consumidor – devido à diferença de nível entre as taxas. Mas afeta os investimentos ao influir nas taxas de juros de longo prazo.

Amplia o custo da dívida pública na veia, no maior pagamento de juros e também no diferencial entre o custo de carregamento da dívida e as taxas de juros do crédito direcionado e dos financiamentos do BNDES.

O único efeito sobre os preços se dá através da apreciação cambial, com todas as contraindicações conhecidas.

***
Desde a implantação  do sistema de metas inflacionárias, em nenhum momento o BC cuidou de desobstruir esses canais. Contentou-se com o trabalho burocrático de montar simulações de inflação e garantir o ganho desproporcional dos investimentos, tanto maior quanto maior a expectativa de inflação.

Nos últimos anos, o único avanço obtido – a redução dos spreads bancários – deu-se pela competição dos bancos públicos, não pela atuação do BC.

***

No exercício dos instrumentos de metas inflacionárias, o BC conseguiu transformar o rentista em sócio da inflação; impediu a reciclagem da poupança para capital de risco; desestimulou os ganhos de escala das grandes corporações, fazendo-as se contentar com os ganhos de tesouraria.

Não é à toa que em cada relatório da Focus (o sistema semanal de levantamento de expectativas do mercado) há quase uma celebração a cada aumento de expectativa da inflação.

***

A discussão profícua deveria ser sobre a maneira real de combater a inflação, as mudanças na dívida pública, a redução da indexação, o uso de instrumentos tradicionais de controle de choques de oferta (estoques reguladores).

Não esse jogo retórico que, se mantido, manterá o BC no espírito mediocrizado de sempre, independentemente de quem seja o próximo presidente.

A submissão do BC ao mercado se dá pelas regras de atuação a que está submetido, não pela independência operacional ou formal.

Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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57 Comentários
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  1. Francy Lisboa

    19 de setembro de 2014 9:26 am

    Nao entendi. Se a discussao

    Nao entendi. Se a discussao sobre BC independente eh inocua, entao porque a maioria dos pontos que vc descreve no texto podem ser tratados por meio de decisao POLITICA? Isso nao seria um contracenso? Nao eh a tal simbiose com o Mercado que faz o BC ficar medicorizado, mesmo com Tombini? Entao como a discussao de independencia eh inocuo se ela em primeira analise estah relacionada as decisoes politicas ou financistas que deverao ser respeitadas no futuro?

     

    1. vera lucia venturini

      19 de setembro de 2014 10:25 am

      Era o que eu tinha a objetar,

      Era o que eu tinha a objetar, Francy. E ainda bem que o Nassif declarou voto na Dilma, hem?

      1. Francy Lisboa

        19 de setembro de 2014 11:06 am

        Respeito muito o Nassif, em

        Respeito muito o Nassif, em especial a pluralidade desse espaco. Mas nao posso deixar de externar um paralelo sobre o que venho percebendo.

        Dois eventos eventos: 1) a intromissao absurda do Janot na propaganda eleitoral de Dilma e sua benevolencia com a propaganda de Marina e Aecio; 2) o fato de Janot ter dado parecer favoravel ao Delubio Soares.

        O que isso tem a ver, Francy?

        O morde e assopra eh claro, a necessidade de ficar bem com todos os principais atores do jogo politico. Janot mordeu e assoprou. Sim, eu estou insinuando que Janot se intrometeu na

        propaganda de Dilma como forma de mostrar para o Homer: “eu nao sou petista..hein”. Afinal, a assimetria dele foi clara nesse episodio. Para nao ficar no campo do morde e assopre, prefiro

        chamar isso de uma coisa que vem sendo demonizada a muito tempo: Politica. Isso, politica pura e simples. O Nassif faz politica aqui no Blog ao alfinetar Dilma e seus satelites ( o preferido aquele

        com nome que lembra aquela pasta gordurenta de passar no paozinho frances), e ao declarar seu apoio a Dilma. Isso nao pode ser chamado falsidade, porque a demonizacao da politica leva a

        crenca generalizada que toda a opiniao politica eh falsa por cair na contradicao.

        Mas ai eu acho que as vezes o Nassif exagera em quere ser mais realista que o Rei e tentar pairar em uma nuvem instavel de imparcialidade. O ponto do BC independente que ele traz eh muito bom, mas a discussao sobre a independencia nao eh inocua como ele pretende passar.

         

        1. Ivan de Union

          19 de setembro de 2014 10:51 am

          “O ponto do BC independente

          “O ponto do BC independente que ele traz eh muito bom, mas a discussao sobre a independencia nao eh inocua como ele pretende passar”:

          A discussao eh inocua em um sentido so:  o bc gigola o Brasil atravez dos juros e todo mundo ja sabe disso.

          Quanto a Janot, nao eh surpresa.  O judiciario brasileiro inteiro eh arquitetado pra falhar em todo ponto importante que afeta o futuro do Brasil pra melhor.

          1. Francy Lisboa

            19 de setembro de 2014 11:47 am

            Justamenete. Para reduzir

            Justamenete. Para reduzir isso qual seria a solucao: independencia total, como querem a fada e o das Aletrosas? Por isso essa discussao nao eh inocua como o Nassif pretende passar. Sabe aquela historia de mulheres lindas, maravilhosas, que continuam a se submter as cretinices e violencias do parceiro e que NINGUEM entende o por que delas fazerem isso? A maioria diz: dah um peh na bunda dele e vai viver a sua vida! Reducionismo que nao entra mais a fundo porque as respostas nao sao simples. Muitos “revolucionarios” da esquerda infante acham qu eh soh largar o marido, o parceiro, que a linda mulher se renovarah…Oxalah fosse facil assim.

          2. Alexandre Weber - Santos -SP

            19 de setembro de 2014 12:07 pm

            Curiosidade

            Francy, por que você não instala o teclado internacional no seu computador, aí é só apertar ALT+SHIF e mudar para o Português ou o Inglês?

          3. Francy Lisboa

            19 de setembro de 2014 2:33 pm

            Resp: Francy = zero a

            Resp: Francy = zero a esquerda nessas artes.

        2. Alexandre Weber - Santos -SP

          19 de setembro de 2014 11:13 am

          Prefiro acreditar que o Nassif não entende do assunto

          O Nassif apresenta uma visão simples de um assunto muito mais complexo. Ai ele entra num processo de negação e finge que as dificuldades que as análises mais sofisticadas, como por exemplo a que desmonta a validade da política de metas de inflação produzida pela matemática das Matrizes Vetoriais Aleatórias, não são pertinentes ou mesmo não existem.

          O caso do Banco Central Independente também é clássico. toda a política mundial hoje, WTO, OCDE , BIS hoje aponta para as ingerências na soberania dos países, de forma a impor limites às políticas que interfiram no poder das transnacionais que negociam pelo planeta. Estes são os interesses a serem defendidos pelos agentes internacionais imperialistas com sua política mercantilista.

          Como o Brasil pode negociar com estes players uma melhor condição para o seu povo é que é o mistério insondável para o Nassif, que prefere então fingir que esta problemática não faz parte do seu show.

          Opção pessoal dele. Há de ser respeitada.

          1. Francy Lisboa

            19 de setembro de 2014 11:29 am

            Bom ponto Alexandre. Entao eu

            Bom ponto Alexandre. Entao eu acho que posso assumir que o sucesso de Lula foi ter conseguido negociar com os players melhores condicoes de vida para o povo, mesmo que ainda tenhamos muito o que fazer. Os exemplos dessa negociacao foram Palloci e Meirelles. Dilma nao negociou com os Players ao manter Mantega, promover maior atucao dos bancos publicos na economia, alem da reducao da SELIC em 2011. Nesse sentido, o PT com Dilma foi mais de esquerda do que com Lula, mas mesmo assim os lunaticos do “Pissol” (by Plinio de Arruda) acham que Dilma governa para “banqueiros”. Eh muita vontade de formar um Estado Islamico pela esquerda infante.

          2. Alexandre Weber - Santos -SP

            19 de setembro de 2014 11:40 am

            É dando que se recebe rsrsrs…

            Na verdade, nem Lula nem Dilma me parecem bons negociadores frente aos interesses imperialistas mercantilistas das empresas transnacionais. Muito da bonanza que o povo brasileiro vive, deriva na minha opinião, de que o Brasil realmente é um país rico, com uma economia primária capaz de sustentar um padrão até melhor do que o conseguido no governo petista.

            Oxalá Dilma promova reformas internas que levem a estas melhoras no próximo mandato.

             

          3. Assis Ribeiro

            19 de setembro de 2014 12:14 pm

            Weber

            É a única que tem potencial para essas mudanças, mas vai precisar do povo nas ruas como ela já frisou em inúmeras oportunidades.

          4. Caetano.

            19 de setembro de 2014 11:02 pm

            O problema é se o povo sair

            O problema é se o povo sair às ruas para derrubar o governo…

            A ideia de revolução não abandona essa gente. Não suportam o contraditório, como primeira medida querem calar a imprensa e em seguida impor sua vontade sobre os demais, desrespeitando instituições e esmagando quem se opuser.

        3. Marcos Pinto

          19 de setembro de 2014 11:37 am

          O BC é autônomo de fato, por isso a discussão é inócua

          Consulte um sítio como o http://www.cbrates.com/ e compare a taxa de juros brasileira com o restante dos países do mundo. As únicas que chegam perto da brasileira são ou de países em situação externa muito mais complicada (Rússia, Ucrânia) ou de países relativamente pequenos com economias muito mais vulneráveis que a nossa (Bielorússia, Uganda, Malawi). Aqui na América Latina temos apenas a Argentina com 9%, sendo que a inflação deles é muito maior que a nossa, e o Uruguay, que parece ter problemas similares ao Brasil com o seu BC (apesar do Mujica). México, Chile, Peru, Colômbia … todos eles estão com taxas menores que 5% a.a.

          “Ahhhhh mas a taxa de juros caiu muito nos últimos 12 anos!”, já estou ouvindo alguém gritar. Caiu mesmo, só que esse movimento foi mundial, inclusive como decorrência da crise de 2008. Será que se o BC fosse independente teria caído menos? É possível, mas não acredito que a diferença seria tão grande assim a ponto de “tirar comida da mesa do trabalhador”. Em última instância qualquer governo que estiver no poder só conseguirá se perpetuar se houver crescimento econômico, o que é impossível com uma taxa de juros muito acima do necessário. Portanto, a discussão sobre o BC independente é terrorista e esconde o maior problema, que é o modelo – evidentemente falho no Brasil – de usar a taxa de juros para combater a inflação.

          1. EJ

            19 de setembro de 2014 1:04 pm

            De fato

            O BC tem autonomia operacional, demasiada a meu ver, mas subordinada a condicionantes vindas do Poder Executivo. Usa-a erradamente, como já disse em outro comentário, em favor do mercado financeiro, porque os governos são lenientes. Imagine se a autonomia fosse não apenas de fato, mas também de direito. Os três poderes (Legislativo, Executivo e Judiciário – o Estado enfim) estariam submetidos ao mercado financeiro, por lei. E, enquanto no  regime vigente todos os cidadãos são iguais em direitos e deveres (pelo menos é isso que diz a Constituição), a prevalecer o mercado haverá os incluídos, com todos os direitos e a multidão dos excluídos, provavelmente com todos os deveres. Para mim, portanto, esse negócio de autonomia plena do BC é crime de lesa pátria.

          2. Francy Lisboa

            19 de setembro de 2014 2:36 pm

            Rapaz, eu concordo com

            Rapaz, eu concordo com vc..calm down.

    2. Alexandre Weber - Santos -SP

      19 de setembro de 2014 10:59 am

      Para isto serve o Banco

      Para isto serve o Banco Central do Brasil independente, para que os interesses inconfessáveis de corporações financeiras possam ” capturar  as medidas regulatórias” em benefício dos interesses financeiros e corporativos transnacionais ( O Carry Trade tai para provar), massacrando a indústria e o comércio brasileiro, com seus contratos impossíveis e juros pornográficos.

      No assunto:

      Ownership control, transnational corporations and financial power

       

      May 14, 2013

      ….

      First, the strong economic and shareholding ties between financial corporations have sharpened systemic risks and the speed of contagion in times of crisis. Furthermore, the enormous concentration of power accumulated by these institutions has undermined the sovereignty of States and parliaments, encouraging a process of “regulatory capture” able to promote legislative changes beneficial to financial interests (removal of financial controls, deregulation of markets, increase of capital mobility). All this has led, as we know, to flawed risk management in financial institutions (and with them, in the whole economy), to the accumulation of toxic assets and to a development of financial activity not supported by real economic growth, determining the current crisis.

      References

      Vitali, S., Glattfelder, JB. and Battiston, S. (2011) The Network of Global Corporate Control. PLoS ONE 6(10) DOI: 10.1371/journal.pone.0025995 Fagiolo, G., Reyes, J. and Schiavo, S. (2009) World-trade web: Topological properties, dynamics, and evolution. Physical Review E, 79.http://arxiv.org/pdf/0807.4433.pdf Glattfelder, JB. and Battiston, S. (2009) Backbone of complex networks of corporations: The flow of control. Physical Review E, 80.http://arxiv.org/pdf/0902.0878.pdf 

  2. EJ

    19 de setembro de 2014 9:50 am

    Concordo

    Concordo totalmente com a crítica de Nassif à atuação do Banco Central. Concordo, também, com os argumentos de Francy Lisboa. É péssima a atuação do Banco, que privilegia o rentismo e prejudica a população, ao desviar para o mercado financeiro, sob o pretexto muitas vezes falso de combate à inflação,  recursos que seriam muito mais bem aplicados em serviços e investimentos públicos. Imaginem se, além da demasiada autonomia operacional que já tem, passasse o Banco a ter autonomia total. Para que serviria o Poder Executivo, subordinado então de direito aos desígnios da banca?

  3. Assis Ribeiro

    19 de setembro de 2014 10:14 am

    Nassif pauta que o debate deve ser mais profundo.

    Mas, estamos em disputa eleitoral

    No mundo não se faz, pelo menos em véspera de eleições, debates e sim disputas

    No Brasil disputas se dão a cada dia durante todo o mandato por ordem da grande imprensa, tanto que Nassif pontua “Não é à toa que em cada relatório da Focus (o sistema semanal de levantamento de expectativas do mercado) há quase uma celebração a cada aumento de expectativa da inflação”

    E, para o eleitor, o posto sobre o BC está correto, tanto que assusta o sistema dito nas palavras de “o Procurador Geral da República sustenta que a afirmação de Dilma pode trazer intranquilidade geral.”; leia-se intranquilidade para os rentistas

    Para quem pensa basta saber a diferença entre BC autônomo e BC independente

    1. Gerson Pompeu

      19 de setembro de 2014 10:15 am

      Perfeito.

      E todos sabemos que essa tal de “independência” do BC, na verdade, quer dizer juros estratosféricos e arrôcho no crédito.

  4. vera lucia venturini

    19 de setembro de 2014 10:51 am

    E nós vivemos numa sociedade 

    E nós vivemos numa sociedade  perfeita, com um “mercado” e uma imprensa que não exercem pressão alguma sobre o governo.E viva a inflação do tomate quando os juros começaram a baixar! E até parece que na nossa “democracia madura” o PT e seus governos não tem que se equilibrar para manter em prática uma política social de inclusão. Portanto, há nuances nesta conjuntura.

    Opinião de uma ignorante em “alta  economia”,  que torce por um Brasil menos injusto e por isso vota em Dilma. A “banca” emprestou dinheiro para o governo neste surto desenvolvimentista e agora quer o BC independente para estabelecer a taxa de juros que vai receber. E que quer a Petrobrás na lona para comprar barato com o dinheiro das altas taxas de juros  que esta empatado nos paraísos fiscais. Pode até ser simplista o pensamento mas no “mundinho” das pequenas empresas ME onde vivo, não as ME montadas pelo Sebrae que saem da classe média mas aquelas nascidas de pequenos negócios montados com dinheiro de indenizações do FGTS e de pequenos negócios que se legalizaram,  todo mundo vai votar em Dilma porque tem medo da redução do mercado onde atuam e porque tem medo do aumento dos juros dos bancos que o BC independente vai propiciar.

    O BC independente para empresários da Fiesp que aplicam em títulos do governo pode não fazer diferença e por isso abominam este governo. ME com altos juros e redução de mercado não sobrevive.

     

    1. Alexandre Weber - Santos -SP

      19 de setembro de 2014 11:23 am

      Peak Oil, tocaste em um ponto interessante Vera

      Tenho recebido análises que o pico da produção de petróleo será pauta da mídia em pouco tempo. A Petrobras, com as maiores reservas exploráveis deve sofrer forte ataque, pois seus ativos valerão múltiplos em breve futuro.

  5. CarloB

    19 de setembro de 2014 11:03 am

    E o único avanço

    obtido já perdeu. O Banco do Brasil que chegou a cobrar menos de 5% de juros no cartão de crédito e no cheque especial já elevou essa taxa para nais de 8% , fora os juros do crédito pessoal que está até maior do que antes.

  6. Mardones

    19 de setembro de 2014 12:30 pm

    Afirmar que a discussão sobre

    Afirmar que a discussão sobre uma instituição como o BC é inócuo é como dizer que a CF não serve para nada, já que não vivemos num Estado de Direito pleno.

    Só o fato de levar ao programa eleitoral o assunto é algo a ser aplaudido. Afinal, se a atuação do BC no combate à inflação via aumento da SELIC não sido benéfico para a maioria dos brasileiros; saber que o BC – por meio da atuação da presidência e dos partidos de apoio ao governo – pode utilizar outros mecanismos no cambate à inflação, por exemplo, é um assunto para ser discutido e de conhecimento de todos. Isso revela que o BC deve ser dependente do governante que o povo elege. E que é possível executar políticas via BC para conseguir um mercado menos favorável aos rentistas.

    Por mais complicado que possam ser as funções do BC (políticas fiscal cambial e monetária), creio que a politização pode e deve ser o caminho para decidirmos que tipo de BC queremos e podemos ter. Assim, discordo que  “A discussão sobre a independência do Banco Central é das mais inócuas produzidas pela atual campanha eleitoral.”

    Isso beira àquela afirmação de que o povo não é inteligente e precisa de iluminados para guiá-lo. Eu disse, beira.

    Se tivessêmos mais discussões sobre política no horário eleitoral, seria mais difícil candidatos eleitos com promessas do tipo acabar com todo mal, trazer o reino dos céus e coisas do gênero. Afinal, discutiríamos sobre temais mais substanciais e que a mídia faz questão de retirar do debate e do cotiadiano da população, que esta julga ignorante.

  7. Centrado no Banco à Beira do Caminho

    19 de setembro de 2014 12:48 pm

    Tem as falsas questões e tem as verdadeiras…

    Nassif  com seu espírito conciliador, boa fé, busca de isenção e outras características ótimas para um jornalista, analista e pessoa humana, olha a metade limpa do copo.

    Tem a suja.

    Sob o ponto de vista de políticas públicas, realmente a ineficácia é visível. Tudo farsesco.

    Mas há sim, as verdadeiras questões. Que são (perigosa e) eminentemente privadas (e nada inócuas).

    A independência do BC (que é diferente de autonomia) e seu controle permitem que interesses indizíveis (mas percebidos) sejam exercidos, as custas do verdadeiro interesse público.

    PARTE II

    É só olhar o Fed e a crise PÚBLICA MUNDIAL causada por interesses particulares patotísticos quasi-bandidos (ou plenamente), representados por um “board” de chantagistas que “não podem quebrar” (hahaha) nem deixar de ganhar seus bônus acumuladamente bilionários, ainda que suas “instituições” estejam no prejuízo ou operacionalmente falidas.

    Melhor: tudo legalizado pelo Congresso, com sinaleiras desprovidas de amarelo e vermelho, só o ecológico verde.

    Eles não “trabalham” em vão, com seu poder geralmente herdado ou seus matemáticos de universidades de grife e a monitoração de telas com softwares (passivos e ativos) ultra sofisticados, de dar inveja a qualquer NSA.

    “Greed is beautiful!”

    Afinal, mansões de 20 mil m2 em várias sofisticadas partes do mundo, veículos para até 2 pessoas que podem oferecer uma ereção de super-velocidade, ainda que presos ao trânsito de 15 km/h, iates que são usados (por eles)  2x por ano em bacanais achampanhados de aliciamento de novos “parceiros” (ou “comparÇas”?), grana farta para comprar congressistas e míRdia, drogas e prostitutas de milhares de dólares por hora, jatinhos e helicópteros, estes já mais difundidos no primeiro mundismo do terceiro mundismo (ou será o inverso?), como em SP.

    Afinal, o “povo” (standard people) tem que colaborar com a sua cota (de sangue) para tal.

    PARTE III (de volta ao início)

    BC independente no Brasil é não só a versão local (menos sofisticada ou “tropicalizada” pois a “patotinha” é bem medíocre), mas também uma sucursal (como em geral aqui) desta multinacional financeira, necessária na 6a. maior economia do mundo, para administrar a coleta de sangue e riquezas de um respeitável “volume” (> 200 milhões) de doadores. Sim colegas, nos percebem a todos como um … “volume”.

    Vampiros que se precisassem voar, pousar, morder ou sugar, morreriam de inanição.

    Precisam de taças servidas em bandejas, para sorver aos goles.

  8. Antonio Barbosa

    19 de setembro de 2014 12:49 pm

    O pneu e a roda

    Quando falamos de automóveis um dos inúmeros itens abordados são as rodas e os pneus. Um não vive sem o outro, no entanto são indepedentes. Assm deve ser o poder executivo via Ministério da Fazenda detentor da política macro ecônomica e o Banco Central detentor de um dos pilares da democracia: “O Poder Monetário”. Em todo território nacional usamos nossa moeda para adquirir bens e serviços e não podemos ficar a mercê de fatores politiqueiros como a emissão desmedida de moeda para suprir a necessidade (nem sempre honesta) do poder executivo, mesmo que hoje tenhamos muitos mecanismos que ajudam a identificar este problema. Mesmo assim somos experts em dar um “jeitinho”. Afora isto a indicação política sempre implica em subordinação e submissão o que impede ações espontâneas e duras se necessário para manter o equilíbrio econômico/monetário. O Banco Central nasceu indepedente, mas o militarismo tratou de subordiná-lo. FHC e Lula deram-lhe bastante autonomia, mas com as mãos no freio. Se quisermos manter a inflação domada e o poder de compra da população garantido é preciso admitir que o Banco Central faz parte do conjunto de pilares que sustentam a democracia, tornando-se assim o quarto pilar: “Executivo, Legislativo, Judiciário e Monetário”. 

     

  9. José Souza

    19 de setembro de 2014 12:52 pm

    A turma do BACEN

    Enquanto o BACEN não entender de produção não vai chegar a lugar nenhum. O que toca um país é sua produção para distribuição e consumo. Só entendendo como isso ocorre é que a turma das finânças poderá contribuir. Fora isso vão continuar fazendo tabelas e gráficos sobre taxa de juros, taxa de câmbio e inflação. E ainda tem gente que acha que se ficar independente vai melhorar. Vai nada, vai é piorar mais ainda. 

  10. altamiro souza

    19 de setembro de 2014 1:14 pm

    importante e essencial é o

    importante e essencial é o meu emprego.

    o nosso emprego.

    o emprego da maioria da populaçãp.

    o pleno emprego.

    se o remédio economico utilizado pelo governo

    atual traz um    resultado de pleno emprego

    e mantém a economia e salários

    historicamente estabilizados e

    com desenvolvimento crescente

    nestes últimos doze anos,  

    fica difícil aceitar um veneno na veia

    com a tal da volta ao neonliberalismo

    com desemprego,

    juros altos e

    rebaixamento dos salários 

    propoostos descaradamente

    pelo economistas colados na candidatura de marina silva.

    esse é o poonto essencial,

    na minha opinião, leiga certamente,

    mas que reflete uma preocupação que    tenho desde

    o início dessa discussão economica.

    é preciso comparar os modelos que beneficiem mais a maoria.

    é só comparar  oatual do governo trabalhista com o  do   fhc, para

    perceber as   diferenças.

    se compararmos com que ocorre na europa, 

    a difereça é

    abismal.

    o corpo principal das propostas de

    marina foram copiadas da europa,

    onde a crise não para de piorar desde 2008, com desempregos jamais vistos desde   a crise de 29.

     

  11. aliancaliberal

    19 de setembro de 2014 1:56 pm

    Pq toda  análise sobre

    Pq toda  análise sobre economia no Brasil deixa de fora muitas variáveis como a poupança nacional por exemplo.

    Não havendo poupança não se tem o que emprestar , para compensar a falta de poupança o governo “cria” moeda, mas a consequência desta ação e a perda do valor unitário da moeda, ou seja inflação.

    O debate politico deveria estar centrado nos meios de gerar poupança para se ter investimento e consumo futuro.

    Ninguém pergunta para os candidatos , como o senhor(a) pretende aumentar a poupaça nacional?

     

     

     

     

     

    1. Tiago Bevilaqua

      19 de setembro de 2014 10:12 pm

      Como é que

      Como é que o não gasto, a poupança, pode determinar um gasto, o investimento?

      1. aliancaliberal

        20 de setembro de 2014 12:15 pm

        De duas maneiras.
         Primeiro,

        De duas maneiras.

         Primeiro, poupança não significa enterrar  dinheiro, ele será usado no financiamento, com mais dinheiro disponivel os juros diminuem, poupança não é não consumo é apenas o adiamento do consumo.

         Segundo, poupar não envolve apenas dinheiro, o ato de abrir mão do consumo imediato deixa recursos escassos disponiveis para serem utilizados onde se necessita com mais urgência. Mais recursos menor custo de produção.

         

    2. Alexandre Weber - Santos -SP

      20 de setembro de 2014 11:21 pm

      O bom do capitalismo é ser capitalista !

      https://jornalggn.com.br/comment/441148#comment-441148

      Mensagem de outro post:

      Lucinei você acertou um alvo aqui

      LUTA DE CLASSES – é o povão, e aqui povão é muita gente (todos que não têm bala para comprar poder), contra a elite mundial de 6.666 (seis mil seicentas e sessenta e seis pessoas) que controlam mais de 70% de TODOS os negócios do planeta.

      Vivemos no século XXI uma luta de classes onde os que mandam e tem o poder e o dinheiro estão ocultos atrás de biombos empresariais inespugnáveis para a população, estes são contra o povo e seus desejos. A fada madrinha que é bruxa fornece a estes poucos cidadãos de primeira classe do planeta um pózinho mágico que os tornam invisíveis e não identificáveis pelos que por eles estão submetidos e escravizados.

      A verdadeira luta é contra esta elite invisível e rarefeita, neste mundo de 8 Bilhões de almas.

      Para estes tudo é um jogo político, onde se perdem e ganham vidas e almas, de forma desapiedada, fria e sem compaixão.

      O governo do PT com a Dilma tenta oferecer um contraponto a esta dominação, mas a realidade é que o poder de coerção deles é muito grande, para melhorarmos nossa potência nesta rinha será preciso uma estratégia mais sofisticada, como a deles, bem como novas táticas e um pacto com toda a população, onde corações e mentes esclarecidos realmente sobre contra o que lutam, possam se engajar de corpo e alma nesta peleja.

      Um Brasil mais organizado e que funcionasse melhor administrativamente seria já um primeiro passo.

      ps. já que não dá para todos serem capitalistas né.

       

  12. MAAR

    19 de setembro de 2014 1:57 pm

    DESLEGITIMAÇÃO DO DEBATE

    O artigo aponta de maneira correta a necessidade de uma discussão mais ampla das políticas econômicas implementadas pelo Banco Central.

    De fato, é necessário priorizar a utilização de instrumentos de política anti inflacionária que não se limitem à mera elevação das taxas de juros, com vistas a abranger outras iniciativas relativas às políticas de crédito e a articulação ente políticas cambiais e monetárias. E o objetivo maior deve ser mesmo aquele indicado no artigo, ou seja, prover o controle da inflação através de um gerenciamento diversificado que não seja prejudicial aos níveis de investimento.

    O artigo ressalta também de modo acertado que a utilização de instrumentos mais eficazes para o controle da inflação, muito além da mera majoração da taxa de juros básica, é determinante para prover a manutenção e expansão dos níveis de emprego.

    Todavia, o artigo peca por deslegitimar a discussão acerca das divulgadas propostas de independência do Banco Central, pois, ao contrário do que sugere o texto, tal discussão possui uma relevância crucial na conjuntura presente.

    De saída, urge destacar que a independência formal do BC cria uma situação muito mais grave do que uma eventual independência informal, visto que, enquanto a direção do BC pode ser nomeada e substituída pelo governo, a correção dos rumos da atuação da autoridade monetária é sempre possível. Do contrário, tal correção é incerta.

    A questão central é que a total independência do Banco Central retira a definição das principais políticas econômicas da alçada da política regida através da representação popular. Ou seja, retira do governo democraticamente eleito o controle dos principais mecanismos determinantes do comportamento da economia. Isto é algo antidemocrático e antisocial, sendo, portanto, essencialmente antiético.

    Assim, é importante perceber que retirar o foco da questão relativa aos danos potenciais decorrentes de uma independência formal do BC favorece apenas aos adversários da reeleição, em prejuízo da candidatura petista.

    Então, cabe desmistificar o desvirtuamento da discussão sobre a independência do Banco Central, dado que a reeleição é a melhor opção disponível para evitar graves retrocessos sinalizados pelas candidaturas do PSB e do PSDB, para preservar as perspectivas de evolução positiva do desenvolvimento econômico e social.

  13. Mogisenio

    19 de setembro de 2014 2:30 pm

    Tréplica do grito do Ipiranga.

    Olá pessoal,

    acho que o debate sobre a tal de Independência do Banco Central  está, digamos, meio manco.

    Senão vejamos.

    Que tal falarmos de SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL?

    Ora, qual é a função do BACEN?   Publicar a taxa  SELIC   e daí, controlar a inflação e , de quebra, aumentar a dívida( se aumenta a selic) e a partir de então a economia , neste particular, passa a obter um melhor desempenho geral? Ou ainda, tirar dinheiro de circulação aumentando a procura por ele?Ou mandar imprimir papel para distribuir pelo mercado? Multiplicar dinheiro do nada? Midas versão XXI?

    Enfim, o que exatamente se defende com a tal de “independência” da AUTAQUIA FEDERAL ?

    Aliás, e as atribuições do  Conselho Monetário Nacional?  Este órgão de cópula, ops, de cúpula, já não  teria mais o poder que tem? Nem com viagra, ops, com a legislação atual?

    Vamos aqui trazer um exemplo apenas para tentar compreender um pouco melhor o que seria essa “proclamação de Indenpendência ou morte” da autarquia federal:

    Com a “proclamação da independência” o BACEN  que , talvez, mudaria de nome ( espero que não seja SUMOC) passaria a emitir, do que jeito que bem entender,  os papeis moedas em circulação no país?  Ou essa função  ficaria ainda com o CMN? Aliás, o CMN existiria?

    O BACEN deixa de ser um órgão ( entenda autarquia) executivo?

    A reunião do COPOM deixa de existir? Esse  canal pelo  qual  o CMN delibera sobre política monetária acabaria  com o  levantar da espada de indepêndecia do BACEN?

    O Banco do Brasil passaria a ser o “novo” bacen do brasil?

    Enfim, esse tema  nos leva a pensar em vários outros temas, vez que o Banco Central do Brasil, faz parte de um SISTEMA.

    E esse SISTEMA está contido no PACTO social, mais conhecido com Constituição da REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL. Aliás, menos conhecido assim. Mais conhecido pelo apelido mesmo: Brasil.

    Vamos prosseguir com o estudo desta “independência”. Vejamos.

    Ja sabemos que ” as forças ocultas de mercado” , sim! isso mesmo! ,  aquelas que também são   conhecidas como “mão BOBA e invisivel  obtiveram o êxito com a EC nº 40. Acabaram com uma celeuma na “marra”, sem contudo, resolverem o  conflito! ( pra variar…)

    O conflito, relembrando, é de DISTRIBUIÇÃO!

    De qualquer forma, pontos importantes restaram lá no PACTO, a saber:

    O “SISTEMA” financeiro nacional, estruturado de forma a promover o desenvolvimento equilibrado do País e a servir aos INTERESSES da COLETIVIDADE, em todas as partes que o compõem , abrangendo as cooperativas de crédito, SERÁ REGULADO POR LEIS COMPLEMENTARES que disporão, INCLUSIVE, sobre a participação do capital estrangeiro nas instituições que o integram. ( destaques por minha conta)

    E o BACEN, autarquia que faz parte do SISTEMA, estaria fora dessa? Sim, porque, com o “levantamento da espada” lá na esplanada, proclamaria a sua independência ou morte e passaria a compreender a “realidade” financeira nacional do jeito que BEM ENTENDER. 

    Nesse caso, herdando as suas funções, podemos especular que  invadiria  a casa da moeda para que esta também possa fazer parte do jeito bacen de ser, bacana, flexível, atual, do século XXI. Logo teríamos, BACEN e CASA DA MOEDA independentes. 

    Tudo ficaria mais fácil. Precisa de dinheiro? Não a problema, diria o dirigente deste novo bacen bacana. A casa da moeda emite. Montou-se uma “produção em série” naquela casa. Hoje o “resultado” é muito mais eficiente. De quando em vez, mudamos o modelo e tiramos o anterior de linha. Nesse caso, quem tinha o papel moeda anterior tenderia a procurar o “modelo” novo. Afinal, estamos no mundo “globalizado”, cujas mudanças são constantes e incertas! Isso na visão dos “gurus” –  oráculos da administração mundial –  meritócrática,  vendo o mercado da mão boba e invisível.  Mas, esse mercado da mão boba e invisível, gosta de, paradoxalmente, VER segurança jurídica. Meio caolho não? Visível e invisível? Que loucura é essa?…

    Voltemos.

    Com a proclamação da independência ou morte do BACEN, o república federativa do brasil, que vamos chamá-la de Brasil , não seria mais o único ente soberano  dentro deste território a  normatizar e regular a atividade econômica. O novo bacen bacana também o faria. 

    Assim, as funções de FISCALIZAÇÃO destas atividades econômicas – boa parte executada pelo BACEN – não ficariam mais a cargo do Brasil. Idem INCENTIVO e PLANEJAMENTO.

    Por essa e por outras, acho que o debate manca.

    Por outro lado, os “economistas” suponho que também os  das correntes  marginais psicopátas,  ops, das marginalistas psicológicas entre outras, parecem querer nos fazer acreditar que a  independência do BACEN cola. Alías, há quem diga que o BACEN é desnecessário ou, no minimo,  intruso, invasor, chato, dá palpite onde não foi chamado. Invade a privacidade e a honra alheias. Criminoso, portanto. Numa expressão: fima do bacen.

    Francamente…

     

    1. altamiro souza

      19 de setembro de 2014 6:28 pm

      acho que com marina 
      ao invés

      acho que com marina 

      ao invés da

      independencia será a falencia desse tal sistema.

      lendo esse texto lembrei-me de um  filme

      do robertro bresson em que a

      personagem era um batedor de carteiras,

      mão leve, tipo metáfora da tal mão invisível do mercado.

      não estou forçando a barra,  não,

      mas o cara, o batedor de carteiras,

      era parecidíssimo com o andré lara resende.

      esse batedor de carteiras era  meio pé-de-chinelo.

      imagine o grão-especulador resende dono de todo o pedaço,

      dono de todos os nossos bolsos.

      não  orecisava nem de batedor marginal.

      viirava oficial.

  14. Miguel A. E. Corgosinho

    19 de setembro de 2014 2:53 pm

    “No exercício dos instrumentos de metas inflacionárias

    “No exercício dos instrumentos de metas inflacionárias, o BC conseguiu transformar o rentista em sócio da inflação; impediu a reciclagem da poupança para capital de risco; desestimulou os ganhos de escala das grandes corporações, fazendo-as se contentar com os ganhos de tesouraria.”

    Em outras palavras o BC só trás desgraça com o emprego de suas variáveis livres (que faz para contrair equivalentes), instanciando as quantificações que não conseguimos reconstruir do ponto de vista comportamental.

    Como podemos determinar os termos probabilisticos do BC? Tem um lobo no quintal – que é o seu objetivo pelo significado-estimulo para o rentísta – e qualquer uma das hipóteses analíticas não inclui corpos, tempos e lugares.

  15. socram pb

    19 de setembro de 2014 3:42 pm

    Economia e BC não são minha área

    Nassif,

    achei interessante sua abordagem sobre a inoquática (hehe) discussão nada programática.

    De qualquer forma você se mantém na questão da SELIC e, portanto, do COPOM, o famoso comitê de política monetária.

    Mas o que me incomoda de fato em toda essa discussão sobre a independência do BC é algo maior que ninguém tem falado, no entanto me parece mais importante.

    O COPOM é apenas um departamento do BC e nem é a principal atividade.

    A principal atividade do BC é ser fiscalizador e regulador do mercado bancário. Essa atividade é crucial para funcionamento regulamentado dos bancos privados e públicos.

    Aliás bastaria que os candidatos fizessem uma pesquisa de 15 segundos para acessar o site do BC e ver seus objetivos e atribuições:

     

    Objetivos:

    zelar pela adequada liquidez da economia;manter as reservas internacionais em nível adequado;estimular a formação de poupança;zelar pela estabilidade e promover o permanente aperfeiçoamento do sistema financeiro.

    Dentre suas atribuições estão:

    emitir papel-moeda e moeda metálica;executar os serviços do meio circulante;receber recolhimentos compulsórios e voluntários das instituições financeiras e bancárias;realizar operações de redesconto e empréstimo às instituições financeiras;regular a execução dos serviços de compensação de cheques e outros papéis;efetuar operações de compra e venda de títulos públicos federais;exercer o controle de crédito;exercer a fiscalização das instituições financeiras;autorizar o funcionamento das instituições financeiras;estabelecer as condições para o exercício de quaisquer cargos de direção nas instituições financeiras;vigiar a interferência de outras empresas nos mercados financeiros e de capitais econtrolar o fluxo de capitais estrangeiros no país.

     

    Então, a discussão sobre a independência do BC além de equivocada foca em apenas um aspecto do BC: taxa de juros e inflação.

    Sequer algum candidato levantou a questão de como ficariam as outras atividades num BC independente.

    Dentro do pouco que consigo enxergar é muito mais importante anaisar a independência ou não do BC em relação as atribuições que colei do site.

    •  •  •

    Na minha opinião nem existe possibilidade de um BC independente na acepção do termo, já que ele é entidade vinculada ao Ministério da Fazenda.

  16. Alberto Santos Neto

    19 de setembro de 2014 3:45 pm

    PGR

    “o Procurador Geral da República sustenta que a afirmação de Dilma pode trazer intranquilidade geral. Nessa barafunda irrestrita, não se discute apenas o essencial: o papel do BC.”

    Por acaso é funcão do Procurador Geral da República se meter neste assunto: a Independência ou não do Banco Central?

    O Procurador Geral da República pode tomar partido de um dos lados da disputa política para Presidência da República? 

    1. Tiago Bevilaqua

      19 de setembro de 2014 9:44 pm

      Concordo

      Repito aqui comentário feito em outro blog (Dois pesos, duas campanhas, http://paulomoreiraleite.com/), sobre a postura do ministro Gilmar Mendes no TSE sobre a propaganda de Dilma contra o BC independente – que corrobora com seu cometário.

      Gilmar Mendes é figura conhecida pelas coisas que apronta. Por exemplo, os dois HC para o impoluto banqueiro daniel Dantas, e outro para o estrupador, e ainda acusar pessoas que contribuíram com dinheiro para alguns membros do PT pagarem as multas pelo processo AP 470. Com essa ele voltou comn tudo! O que interessa sua posição em relação a um BC independente? No caso absolutamente nada. Ao invés de se restringir a questão jurídica, vai divagar sobre o papel do BC independente. Isso sim é  censura e atitude autoritária. Como ele concorda com o BC independente, então a dicussão disso pela campanha de Dilma não pode ser feita.

  17. JB Costa

    19 de setembro de 2014 4:01 pm

    As paixões políticas são

    As paixões políticas são nocivas porque impedem o debate racional, balizado e consentâneos com a realidade. 

    Seria inimaginável um Banco Central “independente”, ou seja, com total autonomia(formal e funcional) no atual estágio de desenvolvimento econômico e político. Isso por razões óbvias. 

    Entretanto, causa sarna a hipocrisia desses economistas tucanos, em especial os que já passaram pela diretoria do BACEN no período 1994-2002. Nunca, jamais, o BACEN foi tão servil ao Poder Político, ou ao Poder Executivo, quanto nesses dois quadriênios. O BACEN não passava de um sub-ministério subordinado ao Ministério da Fazenda. 

    Pedro Sampaio Malan, titular da pasta em todo o “reinado” de FHC, foi, sem sombra de dúvidas, um dos ministros da Fazenda mais forte da história da República. 

  18. tiim

    19 de setembro de 2014 4:13 pm

    BANCO CENTRAL – NÃO É PARA AMADOR

    Prezados, Banco Central não é para amadores.  Dilma, optou por negar sua independente, e segundo economistas, esse é um dos gargalos, que tem dificultado índices melhores em nossa economia. Em países com BC independente, tem-se mostrado uma boa estrategia, com ganhos econômicos. Por consideração,  esse colaborador não tem opinião formada sobre o assunto.

    1. Tiago Bevilaqua

      19 de setembro de 2014 9:36 pm

      Independência ou autonomia

      Vc afirma: “Em países com BC independente, tem-se mostrado uma boa estrategia, com ganhos econômicos”. Isso de forma alguma é uma verdade. Vide a Europa, e por exemplo artigos do Krugman.

  19. André De Martini

    19 de setembro de 2014 4:21 pm

    Caro Nassif, acho que há um

    Caro Nassif, acho que há um equívoco em seu argumento – não é porque a vinculação do BC não garante uma mudança dessas regras que, portanto, as regras não dependem da vinculação do BC ao governo.

    Mas acho que você acerta ao enfatizar o que deve ser observado em primeiro lugar.

     

  20. Miguel A. E. Corgosinho

    19 de setembro de 2014 5:35 pm

    Eu considero o esquema do BC

    Eu considero o esquema do BC (NO SEU TODO) independente, como um conectivo figurativo formado como quadrilha substituta em relação aos meios de definição de evidência do Estado, tanto quanto ao que se obtém em disjunções imaterializadas, como nos prejuízos dos quantificadores verdadeiros da economia,

    Como a técnica de controlar a dança da inflação, câmbio e juros, não oferece qualquer fundamento de contexto para depois assumir os valores reais adequados à estratégia da quadrilha, adia-se as assunções em que ela seria necessária pensar nas convenções dos titulos virtuais para os títulos públicos. 

    Quando podemos afirmar que o aumento da Taxa Selic venceu a inflação em quatro paredes? Nunca.

    Mas é fácil estabelecer, por exemplo, a identificação de duas disjunções (inflação e juros), em favor dos rentístas que sempre venceram o que pode ser feito para quantificar os valores dos titulos públicos. 

  21. Juliano Santos

    19 de setembro de 2014 5:44 pm

    Não ouso discordar da analise

    Não ouso discordar da analise do Nassif, que aponta de forma categórica como o país está na armadilha dessa lógica que o BC (de todos os governos) impõe como verdade absoluta e inquestionável. Nassif não cansa de desmonstrar que é totalmente questionável.

    E até um leigo em economês como eu, entendo. Mas como leigo eu também posso garantir que “nada é tão ruim que não possa piorar”. E é isso que promete a Marina com seu BC independente de uns e dependente de outros. Se agora com Dilma o BC está dependente dos humores do mercado, imagina com quem promete mais “independência” ainda.

    Curto e grosso, Nassif. Se a Dilma decidir que deve demitir o presidente do BC? Ela pode fazê-lo, certo? E com Marina, mesmo que ela mudasse de idéia (que é o que ela faz), poderia demit-lo?

    Sendo mais objetivo ainda. O BC a rigor manteve-se do mesmo jeito na era FHC e na era PT. Só que:

    Armínio Fraga e etc – juros chegou a 45 e foi entregue ao Lula a 25. Com Meirelles, e Tombini nunca passou dos 30 e hoje está a 11% 

    A frieza dos números desmentem o Nassif

  22. Calvin

    19 de setembro de 2014 7:53 pm

    Quem põe o guizo no gato?

    Qual ministro da fazenda delegará ao BC os instrumentos de crédito que tem à sua mão (incluindo compulsórios e outros instrumentos) para que o BC aí sim tenha outras armas que não somente os juros prá mirar na meta?

  23. Jérsão

    19 de setembro de 2014 8:06 pm

    O lado culto do debate

    O lado oculto no debate sobre autonomia do Banco Central

    19/09/2014

    0 Comments

     “Risco de recursos humanos e autonomia financeira e administrativa são temas mais urgentes que independência”. 

    O debate posto pelos candidatos sobre a independência do Banco Central é pobre por uma série de motivos. Um deles é ocultar a questão da falta de autonomia financeira e administrativa do BC, a qual impede, por exemplo, que o banco possa repor seu quadro de funcionários sem precisar de chancela do Ministério do Planejamento (MPOG).  Essa mesma falta de autonomia levou o ministro presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, a se deslocar até o MPOG para expor a iminência de uma verdadeira crise de recursos humanos na instituição e pedir a contratação de 1730 servidores, mas lá ouvir um “não” como resposta, e em seguida uma autorização de apenas “250”. 

    Para ter uma ideia da gravidade da questão, é só imaginarmos uma empresa sem autonomia financeira e administrativa, como uma filial que depende de aprovações da sua matriz.  Ou um filho que mora sozinho e responde pelos seus atos, mas depende dos pais para pagar suas contas. O Banco Central é uma autarquia que conquistou a autonomia operacional, mas sem autonomia financeira e administrativa o governo continua com uma mão na sua gestão. 

    Lembramos que somente a independência através de lei com mandato fixo para presidente não garante esse aspecto da autonomia que defendemos. No Estado brasileiro, há que se observar, por exemplo, o caso das agências reguladoras. 

    No caso internacional, bancos centrais como o FED, Banco Central Europeu e Banco Central do Chile possuem um orçamento que independe do orçamento anual do governo e têm autonomia para contratar mão de obra no mercado. Já o Banco Central do Brasil tem um orçamento administrativo que integra o orçamento geral do executivo e depende desse orçamento e priorização do MPOG para contratar servidores. 

    O sistema de seleção no Brasil também é diferente, mas que pode gerar vantagens. Enquanto naqueles países a contratação é livre no mercado, assim como é feita pelas empresas privadas, no Brasil temos o sistema de concursos públicos. Para um Banco Central, este sistema tem grandes vantagens, e parte do princípio que a formação principal do trabalhador ocorrerá dentro da instituição, o que é similar à justificativa de uma empresa ou banco para ter um programa de trainee. Uma vez que o BC já possui um corpo técnico de excelência, a formação dos funcionários se torna somente uma questão de alocação interna de recursos. O resultado é que a formação é direcionada, além de criar-se uma identidade com o banco e a sua cultura organizacional. Mais do que um mandato fixo e quarentena para a diretoria, esta é a melhor vacina contra a “captura” pelo mercado. 

    No entanto, este sistema pressupõe uma gestão racional e harmoniosa dos recursos da instituição, repondo com planejamento as aposentadorias e vacâncias e investindo em ampliação quando necessário.  Infelizmente, isto não vem sendo feito no Brasil. Em 2012, o Relatório de Auditoria Anual de Contas da Controladoria Geral da União (CGU) realizado no BCB, chegou à seguinte conclusão: “dado o número atual de servidores e mantido o ritmo de aposentadorias hoje existente, a instituição poderá vir a enfrentar dificuldades para cumprir sua missão institucional”. Naquele ano, o BC pediu ao MPOG a autorização para realizar um concurso de 1730 vagas. Deste pedido, e com 1035 aprovados, o mesmo MPOG autorizou, em 2014,  a contratação de apenas 250 servidores. 

    A formação interna dos servidores, a gestão do conhecimento e a memória institucional precisam ser planejadas com cuidado. Os dados mostram que 1700 servidores se aposentaram nos últimos cinco anos, período após a crise de 2008 quando instituições multilaterais recomendavam o fortalecimento dos bancos centrais. E pelo menos mais 600 servidores devem sair no curto-prazo, mostrando a gravidade do quadro. Por outro lado, o número de atribuições vem aumentando, assim como a complexidade das funções. 

    Portanto, o lado oculto desse debate sobre o BC é sua iminente crise de recursos humanos, e sua falta de autonomia financeira e administrativa para lidar com a situação. 785 aprovados no concurso passaram três semanas em Brasília em fevereiro de 2014 fazendo curso de formação dado pelo BC e estão prontos para serem nomeados. O BC já manifestou o desejo de contratar 1720. É uma necessidade urgente a liberação pelo Ministério do Planejamento desses 785 aprovados. Sua postergação só trará mais importância aos temas ainda ocultos nesse debate: “risco de recursos humanos” e “autonomia financeira e administrativa”. 

    Rafael Galvão, Economista.

     

  24. Fabiana C.

    19 de setembro de 2014 8:19 pm

    Com a desvalorização do yen

    Com a desvalorização do yen japonês nas últimas semanas, as ações das empresas exportadoras japonesas têm aumentado. Daí a importância de uma desvalorização do real, para impulsionar nossas exportações, que são pífias e vergonhosas dada a relevância da economia brasileira no cenário internacional. O único Estadista que poderia desatar esse nó górdio da economia chama Fernando Collor de Mello, o ESTADISTA que mudou a face da economia e da cidadania do Brasil. Isso será reconhecido nos livros de História.

    1. Alexandre Weber - Santos -SP

      19 de setembro de 2014 9:52 pm

      Uau !!!

      Collor realmente botou prá quebrar, mas acho que o Aécio, com o incentivo “certo” também dá conta do recado hehehe…

      1. Fabiana C.

        19 de setembro de 2014 10:08 pm

        Collor pegou o país quebrado,

        Collor pegou o país quebrado, com uma inflação de 85% ao mês!, praticamente sem reservas cambiais, indústria obsoleta, reserva de mercado de informática, verdadeiras carroças: o país não tinha credibilidade nenhuma nos países de 1º mundo, nos organismos internacionais, como FMI, Clube de Paris era achincalhado. Conseguiu, com a abertura GRADUAL da economia, com a criação das câmaras setoriais, o fortalecimento do Mercosul, incentivo de programas de qualidade nos diversos setores da economia, capitaneados pelo professor Vicente Falconi, começou a mudar a face da economia brasileira.Privatizou empresas deficitárias e foi contra a privatização da VAle, segundo ele mal feita. Com a desvalorização da moeda de forma gradual, o país começou a ganhar terreno nas exportações, etc. Com a excepcional organização da Rio 92, colocou os holofotes do mundo todo na questão do meio ambiente. Quando ia colher o que plantou, sofreu o impeachment, por questões que nunca se comprovaram, tanto que foi inocentado pelo Supremo Tribunal Federal.

    2. Flavio Martinho

      19 de setembro de 2014 11:42 pm

      kkkk. No Ministerio da

      kkkk. No Ministerio da Fazenda com aquela Cardoso e no BC com aquele turco. Grande dupla!

  25. robertog

    20 de setembro de 2014 10:54 am

    O banco central da discussão

    O banco central da discussão não tem muita coisa em comum com o Bacen da realidade econômica. Na real, a discussão criou dois espantalhos, que são usados para discutir a relação entre a sociedade brasileira e seus sistema financeiro. A Dilma, virando à esquerda do que registramos no seu governo, tenta diminuir a preponderância dos mercados. Seus adversários usam a proxi cultural para sinalizar a “volta à normalidade”. Talvez mais propriamente, o fim da ameaça que os petistas fazem de controlar os mercados embora, na real, pouco tenham feito nesse sentido, a não ser a diminuição da taxa básica que acabaram não sustentando quando começou/voltou a ameaça da inflação. 

    Esse que vos fala espera que a Dilma seja eleita, cobrada pelas suas promessas e as cumpra. Isso acontecendo, teríamos um Brasil um pouco menos injusto e talvez mesmo um pouco mais próspero.

  26. Roberto Locatelli

    20 de setembro de 2014 12:16 pm

    O ponto é

    Esse post escamoteia o ponto fulcral da questão: Marina quer um banco central independente do governo, como é, por exemplo, o Banco Central Europeu. Banco Central “autônomo” é banco central controlado por banqueiros e rentistas.

    banco central "autônomo"

  27. Miguel A. E. Corgosinho

    20 de setembro de 2014 2:37 pm

    O BC reproduz a si próprio?

    O BC reproduz a si próprio como medida do corpo físico dos bancos, ao passo que a medida de todas as propriedades do país pertence à natureza.

    O padrão de valor inerente ao dinheiro – que a natureza pode apreender o homem, o seu trabalho e objeto – poderia estar reproduzindo a realidade que talha o mundo objetivo como um ser espécie de todas as espécies.

    É, pois, refazendo o mundo real e a nossa vida espécie ativa (atividades de reprodução da produção) que a natureza apresenta-se com o “padrão de valor do trabalho do homem”, como espírito do homem, em sua realidade, que vê a sua medida num mundo criado por ele.

    O padrão de valor, portanto, é a manifestação da própria vida.

    Mas, o BC vende essa objetivação da ordem do mundo à pessoas particulares e a nações estrangeiras; sacrifica milhões de vidas, quando deveria assegurar ao país esta atividade, considerando-se que ela é a parte vital de um meio exterior para subsistência nacional.

    As pessoas sem valor, de outro modo – com a atual moeda circulante nos padrões da necessidade do capital internacional – são como mercadorias que o BC tranfere para outrem.

  28. Bispo da Dama

    20 de setembro de 2014 5:13 pm

    ArMarinaNãm

    [video:https://www.youtube.com/watch?v=FX71OJ1XuTc%5D

  29. Ignacio Delgado

    20 de setembro de 2014 7:56 pm

    Independência do Banco Central

    A discussão não é falsa. Se do ponto de vista prático a autonomia operacional coincide com a independência e permite que o modelo de combate á inflação via elevação de juros provoque efeitos danosos sobre a indústria e as contas públicas, a independência reduz a possibilidade de reversão desta orientação por parte do governo. Como assinala Stiglitz, os bancos centrais  “tomam decisões que afetam todos os aspectos da sociedade, incluindo as taxas de crescimento econômico e do desemprego. Porque existem trade-offs, essas decisões só podem ser feitas como parte de um processo político” (Stiglitz, 2003). À frente, assinala que os “trabalhadores, que têm muito a perder se o banco central persegue uma política [monetária] excessivamente rígida, não têm um lugar na mesa. Mas os mercados financeiros – que não têm muito a perder com o desemprego, mas são afetados pela inflação – são tipicamente bem representados”. Evitar a independência jurídica do Banco Centrla é ampliar a possibilidade de decisões associadas ao “processo político”, evitandos que as concepções ortodoxas prevaleçam no combate à inflação, notoriamente vinculadas às percepções e preferências do mercado financeiro.

    STIGLITZ, J. Big Lies about Central Banking. Disponível em http://timesofindia.indiatimes.com/business/india-business/Stiglitz-against-central-bank-independence/articleshow/17878411.cms

  30. LuizOP

    20 de setembro de 2014 10:51 pm

    Não é bem assim

    Não, Nassif, alguma influência o BACEN tem sim e é melhor ele não ser subordinado a interesses que não sejam os do povo.

    1. knichsmo

      23 de setembro de 2014 6:49 am

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