19 de junho de 2026

As mensagens trocadas entre Bolsonaro e Fabio Wajngarten

Ex-secretário de comunicação tentou articular encontro entre Eduardo Bolsonaro e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu
O ex-presidente, Jair Bolsonaro (d) acompanhado de seu então assessor Fabio Wajngarten (e), Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Do Brasil de Fato

Articulação com Netanyahu e figurinha com Trump: o que dizem as mensagens de Bolsonaro e Wajngarten

O relatório da Polícia Federal (PF), divulgado na última quinta-feira (21) revela que Fábio Wajngarten, ex-secretário de Comunicação no governo de Jair Bolsonaro (PL), tentou articular um encontro entre o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu.

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Em conversa via Whatsapp, Wajngarten diz ter entrado em contato com o ex-embaixador de Israel no Brasil, Yossi Shelley, que ocupou o cargo até fevereiro de 2021.

“Pedi para ver se ele consegue colocar o Bibi na linha com o Eduardo”, escreveu o ex-secretário, em 9 de julho de 2025. Segundo a PF, Bibi é o apelido de infância de Benjamin Netanyahu.

A troca de mensagens começa com Wajngarten enviando a Bolsonaro um link de notícia do site Jota com a manchete “Em bombardeio de Trump e Lula, bolsonarismo se anima e Tarcísio fica com estilhaços”.

Mais tarde, o ex-secretário segue a conversa, falando sobre a articulação com o ex-embaixador Shelley e a tentativa de diálogo com Netanyahu. “Muito importante o Bibi agora sem as guerras alinhado com Trump e atualizado em Tudo (sic) que estão fazendo contra nós”, escreveu, às 8h34. Um minuto depois, Wajngarten completa: “Mandei as duas mensagens do Trump ao Embaixador Yossi para que ele esteja na mesma página e falei com o Yossi também por telefone”.

Bolsonaro responde com uma figurinha. Na imagem, ele e Trump, lado a lado, sorriem e fazendo sinal positivo com a mão.

Na quinta-feira, Wajngarten publicou em suas redes sociais um texto em defesa do ex-presidente, afirmando que Bolsonaro não cogitou sair do país.

“O Presidente Jair Bolsonaro NUNCA cogitou deixar o Brasil. Como ele mesmo sempre disse, o telefone dele, bem como do seu ajudante de ordens, sempre foram ‘aeroportos de mensagens’ e ou ‘muros de lamentações’ sem nenhuma opinião muito menos adjetivação. Essa é a verdade o resto é vazamento criminoso para dividir e constranger”, publicou o ex-secretário. A mensagem é uma reação à publicação da carta encontrada pela PF no celular de Bolsonaro, com um pedido de asilo político ao presidente argentino Javier Milei.

Preso em casa

Bolsonaro esta em prisão preventiva domiciliar desde o dia 04 de agosto, no inquérito que apura crimes contra a soberania nacional. A medida foi decretada por Alexandre de Morais, do Supremo Tribunal Federal, após descumprimento de medidas cautelares como o uso de redes sociais. O ex-presidente também faz uso de uma tornozeleira eletrônica.

A defesa de Bolsonaro alega que as provas apresentadas pela Polícia Federal, processo diferente do STF, são “peças políticas” e servem para “desmoralizar a figura do ex-presidente”. Os advogados pediram a revisão da prisão domiciliar nesta sexta-feira, alegando que Jair está cumprindo todas as determinações judiciais e que não há fatos novos apresentados pela Polícia Federal que justifiquem o agravamento da medida.

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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2 Comentários
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  1. Carlos

    25 de agosto de 2025 7:34 am

    A última do camundongo bananinha: Assalto a casa de seus avós teriam sido responsabilidade de Moraes?”
    Olha, haja vista o objeto deste post, a articulação do encontro de um covarde traidor da pátria e de um genocida (já reconhecido assim pela parte do mundo ainda civilizado) fica mais lógico imaginar que este assalto, que no RJ tem sua frequência calculada por minuto e nao raro com mortes, tenha sido articulado por alguém muito longe do ministro.
    A prisão dos envolvidos deverá esclarecer bem mais.

  2. Rui Ribeiro

    25 de agosto de 2025 1:28 pm

    “Aquilo foi um bando de pé de chinelo” – Waldemar Costa Neto, sobre os manifestantes que depredaram Brasilia em 8 de janeiro.

    “Tem os malucos que ficam com essa ideia de AI-5, de intervenção militar das Forças Armadas… que os chefes das Forças Armadas jamais iam embarcar nessa só porque o pessoal estava pedindo ali”. – Bolsonaro, sobre os golpistas que serviram de massa de manobra para a tentativa de golpe de 8 de janeiro

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