17 de junho de 2026

Áustria: A volta da direita

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Sugestão de Antonio Ateu

do Esquerda.net

Áustria: Conservadores ganham eleições e extrema-direita recupera força

As projeções indicam uma vitória inequívoca dos conservadores do ÖVP, com 31,7% dos votos. Os sociais-democratas ficam no segundo lugar com 27% e a extrema-direita em terceiro, com 25,9%. O líder dos conservadores e novo chanceler da Áustria, Sebastian Kurz, nunca colocou de lado a hipótese de coligação com a extrema-direita, sendo esse o cenário pós-eleitoral mais provável de se concretizar.

As projeções indicam que os conservadores austríacos do ÖVP [Partido do Povo Austríaco] ganharam as eleições legislativas com 31,7%. Os sociais-democratas [SPÖ] – que ao início da contagem de votos estavam em risco de serem ultrapassados pela extrema-direita -, conseguiram segurar o segundo lugar com 27% dos votos, e a extrema-direita [FPÖ] não alcançou os resultados históricos de 2000, mas volta a ser uma força política incontornável na política austríaca, com 25,9%.

Os Verdes austríacos, que em 2013 obtiveram 12% dos votos, não deverão conseguir ultrapassar a fasquia dos 4% em 2017, não conseguindo assim entrar no parlamento, o que será uma derrota histórica.

Assim, o próximo chanceler austríaco será Sebastian Kurz. Com apenas 31 anos, subiu à liderança do partido numa estratégia de remodelação geracional e radicalização do discurso que parece ter dado dividendos.

Kurz, que foi Ministro dos Negócios Estrangeiros no atual governo de coligação entre conservadores e sociais-democratas, nunca afastou a hipótese de coligação com a extrema-direita, sendo uma coligação entre o ÖVP e FPÖ o cenário mais provável de se concretizar, repetindo a fórmula de governo que permitiu à extrema-direita, então liderada por Jörg Haider, de participar no governo entre 2000 e 2005.

Apoiantes do FPO de Heinz-Christina Strache. Foto de Valdrin Xhemaj, EPA/Lusa.
 

Não será a primeira vez que o FPÖ integra o governo. O partido formado no pós segunda-guerra por um funcionário Nazi e membro das SS, integrou um governo liderado pelos sociais-democratas em 1983 e, em 1999, sob a liderança de Jörg Haider obteve 26,9% dos votos e formou uma coligação com os conservadores do ÖVP que se manteve no poder até 2005.

Desde então sob a liderança de Heinz-Christian Strache, caiu para os 10% nas legislativas de 2006 mas manteve uma trajetória de recuperação progressiva até hoje.

Estes resultados marcam o fim de uma década de “grande coligação” entre os dois principais partidos ao centro. Durante a campanha, Sebastian Kurz radicalizou o discurso contra os sociais-democratas, tornando hoje politicamente inviável um retomar de relações entre os dois partidos.

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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  1. C.Poivre

    16 de outubro de 2017 2:08 pm

    Venezuela dá lição de democracia autêntica

    Comparação entre a “ditadura” venezuelana e a “democracia” espanhola:

    https://actualidad.rt.com/actualidad/252912-elecciones-venezuela-espana

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