19 de junho de 2026

Bolsa Família ajudou 15 milhões a saírem da pobreza desde 2023

Ministro do Desenvolvimento Social atribui avanço do emprego, do empreendedorismo e do IDH histórico ao programa social
Wellington Dias, ministro do Desenvolvimento Social, Família e Combate à Fome. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Cerca de 15 milhões de brasileiros saíram da pobreza desde 2023 com Bolsa Família, emprego formal e empreendedorismo.
5,1 milhões de famílias deixaram o benefício por superarem a linha da pobreza, mantendo parte do auxílio por até 12 meses.
Bolsa Família atendeu 20,7 milhões de famílias entre 2023 e 2025, com R$ 434,7 bilhões em repasses e avanços no IDHM.

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Cerca de 15 milhões de brasileiros deixaram a pobreza desde 2023 graças à combinação entre transferência de renda, emprego formal e incentivo ao empreendedorismo promovida pelo Bolsa Família, segundo o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias.

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Em entrevista ao programa Bom Dia Ministro, Dias destacou que 5,1 milhões de famílias deixaram de receber o benefício porque passaram a ter renda suficiente para superar a linha da pobreza.

De acordo com Dias, o novo modelo do programa busca estimular a inserção no mercado de trabalho sem interromper imediatamente o benefício. Atualmente, 7,1 milhões de famílias inscritas no Bolsa Família possuem ao menos um integrante empregado formalmente ou atuando em pequenos negócios.

O ministro destacou a chamada “Regra de Proteção”, mecanismo que permite às famílias continuarem recebendo metade do benefício por até 12 meses após ultrapassarem a linha oficial da pobreza, desde que a renda per capita permaneça abaixo de R$ 706.

“O emprego é o principal caminho para superar a pobreza”, afirmou o ministro ao rebater críticas frequentes ao programa. Segundo ele, aproximadamente 90% das novas vagas de trabalho criadas no país desde 2023 foram ocupadas por pessoas inscritas no Cadastro Único ou beneficiárias do Bolsa Família.

Melhora do padrão de vida

O ministro também relacionou os resultados do Bolsa Família à melhora histórica do Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) do Brasil, divulgado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento. O país alcançou índice de 0,805 em 2024, entrando na faixa de “muito alto desenvolvimento humano”.

Segundo o relatório, a educação foi o principal fator de crescimento do indicador, passando de 0,679 para 0,798 desde 2012. Para Wellington Dias, o Bolsa Família teve papel central nesse avanço ao garantir permanência escolar e melhores condições de vida para famílias pobres.

Outro eixo destacado pelo governo é o programa Acredita no Primeiro Passo, voltado ao microcrédito para inscritos no Cadastro Único. A iniciativa oferece financiamento de até R$ 40 mil para atividades rurais e até R$ 35 mil para negócios urbanos, com possibilidade de expansão para operações maiores.

Segundo Wellington Dias, já foram liberados R$ 16 bilhões em crédito para pequenos empreendedores. O ministro afirmou ainda que parte dos antigos beneficiários do Bolsa Família tornou-se empregadora

Entre 2023 e 2025, o Bolsa Família atendeu 20,7 milhões de famílias, o equivalente a cerca de 54 milhões de pessoas, com repasses totais de R$ 434,7 bilhões. Segundo o governo federal, o programa também contribuiu para a retirada do Brasil do Mapa da Fome e para a ascensão de 17,4 milhões de pessoas às classes A, B e C nos últimos dois anos.

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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