Bolsonaro cede a Trump, e zera imposto sobre etanol dos EUA

Cota de combustível que será comprado dos Estados Unidos equivale a 187,5 milhões de litros; decisão contou com influência de Ernesto Araújo

Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, e Jair Bolsonaro. Foto: Alan Santos / PR

Jornal GGN – O governo Jair Bolsonaro cedeu aos pedidos dos Estados Unidos e estendeu a isenção de imposto de importação sobre o etanol norte-americano.

A decisão foi anunciada na última sexta-feira (11/09) pelo comitê executivo da Câmara de Comércio Exterior (Camex), composto pela Presidência da República e pelos ministérios da Economia, das Relações Exteriores e da Agricultura.

A medida corta a taxa de 20% sobre 187,5 milhões de litros originados dos Estados Unidos por um período de 90 dias. Anteriormente, o governo brasileiro liberou a importação de 750 milhões de litros de etanol norte-americano sem o imposto. Nesse caso, a medida venceu em 31 de agosto.

Segundo o jornal Folha de São Paulo, a medida teve influência direta do ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, que convenceu o presidente Jair Bolsonaro a adotar um novo gesto de apoio ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que disputa a reeleição em menos de dois meses.

 

 

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9 comentários

  1. AMÉM !! AMÉM !! AMÉM !! Então o Álcool Combustível no Brasil não terá seu Preços fixados pelo Oligopólio que controla o Setor e obrigará a Gasolina a se manter em preços mais módicos, sem a possibilidade de aumento devido à concorrência do Álcool. Não é o Governo Federal fazendo exatamente o que se espera de um Governo? A Competência sendo levada ao extremo !!! Os dois próximos passos são ainda mais importantes: Álcool sendo vendido diretamente do Produtor para Consumidor Final. Sem atravessadores. Sem manter 90 anos de AntiCapitalismo de Estado, que foram replicados em 40 anos de farsante Redemocracia, privilegiando MultiNacionais Estrangeiras na Distribuição ( que ficam com a maior parte dos Lucros. Não é surreal?) e depois incentivar pequenas e Micro Usinas de Álcool ( que é mais fácil que fabricar pinga) pulverizando tal Mercado, levando Qualidade de Vida e Rendimentos aos Pequenos Agricultores e dando liberdade Econômica e Energética para a Nação Brasileira. Chega de Conglomerados e Monopólios escravizando partes dos Mercados Nacionais impondo seus Lucros. Até porque o Álcool e Açúcar Brasileiros não tem concorrência em lugar algum do Mundo. Se convém importar dos EUA é pela aberração criada dentro do Mercado Nacional.

      • evandro : o X da questão é que mesmo com todo subsídio do mundo, o Álcool NorteAmericano é mais caro e custoso de ser produzido que o nosso. Este produto só é importado para concorrer com os preços cartelizados que são praticados no país. Não fosse isto, Nosso Álcool Combustível seria muito mais barato e inviabilizaria tal importação. Além de torar a Vida dos Brasileiros mais confortável, fácil e barata. Liberdade Econômica, como escrevi, este é o problema a ser perseguido e resolvido.

  2. Eu só gostaria de uma explicação de algum ministro para essa
    e outras “benesses” aos EUA. Tenho certeza que deve haver uma. E boa.

  3. Nassif: não sei por quê espanto. Diferente se fosse tarifado. Aliás, os gringos donos do Quintal onde moramos, vão mandar meiadúzia de tecotecos obsoletos prós Azuis e mais de cem tanquetes sucateados pros Verdes a troco de quê? Cabral (o descobridor, não o meliante), quando chegou à Bahia, também entregou missangas prós locais e conseguiu a maior amizade colonial. Os tempos são os mesmos. Só introduziram “fardas” coloridas, ao invés dos cocares com penas de araras e “tucanos”. Tipis, Tapuas e Nuaruaques continuam submissos em Pindorama. Alías, tão dizendo que essa tarifa não é tão “zero”. A venda parece foi pro crime organizado de Miami. É que parte dessa “tarifa” será revertida na eleição do Número4, que tá dispontando na família do TenenteJair. Afinal, lacaio que se preza não faria diferente…

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