21 de maio de 2026

Bolsonaro cogita fuga para embaixada, após ser indiciado pela PF

Em entrevista, ex-presidente se diz vítima de “arbitrariedade” do Judiciário e volta a fazer críticas contra Alexandre de Moraes
Jair Bolsonaro. Foto: Agência Brasil
Jair Bolsonaro. Foto: Agência Brasil

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) não descarta buscar refúgio em uma embaixada em meio a uma possível prisão, após ser indiciado pela Polícia Federal (PL) por tentativa de golpe de Estado. Ele foi questionado sobre o tema pela jornalista Raquel Landim, publicada nesta quinta-feira (28), no portal Uol. 

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Bolsonaro se diz vítima de “arbitrariedade” do Judiciário nos inquéritos que tramitam no Supremo Tribunal Federal (STF), sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes, que foi novamente criticado pelo ex-capitão. 

Na última sexta-feira (22), a PF enviou a Corte o indiciamento de Bolsonaro e outras 36 pessoas, entre elas militares próximos ao antigo governo, por tentativa de golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito e organização criminosa.

Corro risco [de ser preso], sem dever nada”, disse Bolsonaro. “[O STF] Vai fazer a arbitrariedade, vamos ver as consequências”, prosseguiu. 

Após isso, o ex-presidente foi questionado se diante do cenário cogitaria se exilar numa embaixada e respondeu: “Embaixada, pelo que eu vejo a história do mundo, né, quem se vê perseguido pode ir pra lá”, afirmou. Contudo, segundo ele, se “devesse alguma coisa, estaria nos Estados Unidos”, onde ficou cerca de três meses após perder as eleições de 2022. 

Para a PF a viagem evitou, justamente, uma eventual prisão após os atos golpistas de 8 de Janeiro de 2023. Inclusive, em fevereiro deste ano, após ser alvo de uma operação que apreendeu seu passaporte, Bolsonaro passou duas noites no prédio da embaixada da Hungria, em Brasília. 

Imagens de Bolsonaro na embaixada foram reveladas pelo jornal New York Times. À época, a defesa dele afirmou que a estadia foi apenas um convite para conversar “com inúmeras autoridades do país amigo” e que quaisquer outras interpretações seriam uma “obra ficcional”.

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Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

1 Comentário
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  1. Carlos

    28 de novembro de 2024 4:20 pm

    Qual a dúvida?
    Mas Claro que está forçando uma ordem de prisão preventiva. Porém acomo este genocida é um covarde e os porões fétidos onde habitam os golpistas ainda se encontram ativos, cabe avaliar de forma crítica esta forçada de barra.

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