8 de junho de 2026

Bolsonaro envergonha Brasil ao votar com EUA a favor do bloqueio genocida contra Cuba

Para deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS), posição brasileira é “capricho de miliciano”; chanceler cubano disse que Washington mentiu e falsificou dados

O governo de extrema-direita de Jair Bolsonaro rompeu nesta quinta-feira (7) com uma tradição diplomática brasileira existente desde 1992 e se alinhou à política exterior dos Estados Unidos ao votar, nas Nações Unidas (ONU), a favor do bloqueio que o país do Norte impõe a Cuba.

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Durante a votação na Assembleia Geral da ONU, Cuba recebeu o apoio avassalador da comunidade internacional, com o posicionamento de 187 Estados-membros contra o cerco econômico, social e financeiro imposto pelos EUA à ilha.

Apenas dois países se abstiveram: Colômbia e Ucrânia. Os que votaram contra o fim do bloqueio foram: Estados Unidos, Israel e, pela primeira vez, Brasil. A posição brasileira coloca o país em isolamento com relação à comunidade internacional que, há décadas, rechaça a política estadunidense no bloqueio econômico mais longo da história.

O líder do PT na Câmara dos Deputados, deputado Paulo Pimental (PT-RS), classificou como “vergonhosa” a posição brasileira. Para ele, a postura de Bolsonaro indica que o Brasil “se comporta como colônia dos Estados Unidos”. O deputado disse ainda que “o Brasil se submeteu a esta vergonha pelo capricho de um miliciano”.

De acordo com a imprensa brasileira, o embaixador Mauro Vieira, chefe da missão permanente de Brasília na ONU, tentou convencer o executivo para que ao menos se abstivesse, mas o governo Bolsonaro preferiu chancelar sua posição de submissão diante dos Estados Unidos.

Para analistas, a posição brasileira tem como objetivo fortalecer o alinhamento ideológico do país com Donald Trump.

A agressão de Bolsonaro a Cuba data de antes de sua posse. Ainda durante sua campanha eleitoral, quando era deputado federal, tentou desqualificar o programa Mais Médicos por meio do qual profissionais cubanos prestavam atendimento médico às pessoa mais vulneráveis no Brasil.

Os ataques do político extremista aos médicos cubanos resultou no cancelamento do programa que Cuba mantinha com o Brasil. Até hoje os médicos cubanos não foram substituídos, gerando profundo impacto nos índices de saúde no país.

Vitória

Apesar do posicionamento brasileiro, Havana comemorou o resultado, já que a comunidade internacional voltou a rechaçar o bloqueio, mesmo com as fortes pressões das autoridades estadunidenses.

A votação mostrou “o indiscutível isolamento dos Estados Unidos, suas pressões brutais e refletem a bancarrota moral e a podridão de seu atual governo”, afirmou o chanceler cubano, Bruno Rodríguez.

Reprodução Twitter 

* Com informações de Prensa Latina.

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

1 Comentário
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  1. jcordeiro

    8 de novembro de 2019 11:00 am

    Nassif: nisso de acusar daBala em ter votado, na ONU, contra Cuba, isso é injusto. Lógico que o voto não foi dele, mas de Trump. Ele é mero agente…

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