10 de junho de 2026

Com Bolsonaro, gigantes brasileiras passaram a vender material bélico à Arábia Saudita

Relações de Bolsonaro com o país do Oriente Médio vai além das joias milionárias
Jair Bolsonaro junto com o príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman. | Foto: Alan Santos/PR

Sob o governo de Jair Bolsonaro (PL), gigantes da indústria de Defesa, a CBC e a MacJee fecharam negócios promissores com a Arábia Saudita, no primeiro trimestre de 2022.

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A transição envolve a venda de material bélico e a responsabilidade sobre operações de fábricas já existentes no país do Oriente Médio, conforme informações da Veja.

“Além de levar para além das fronteiras a nossa capacidade técnica e de inovação como país referência na indústria de Defesa, a parceria com a Arábia Saudita abre ótimas oportunidades para o desenvolvimento da indústria local e fortalece a relação do Brasil com o governo saudita”, disse Simon Jeannot, presidente do Conselho de Administração da Mac Jee à época.

As relações de Bolsonaro (PL) com a Arábia Saudita, passa pela amizade com o príncipe herdeiro Mohamed bin Salman. A aproximação entre ambos ganhou novos contornos neste final de semana, após vir à tona o caso de contrabando de joias.

Segundo reportagem do Estadão, publicada nesta sexta-feira (3), um conjunto de joias Chopard, avaliadas em R$ 16,5 milhões, foram dadas de presente do governo da Arábia Saudita à então primeira-dama Michelle Bolsonaro.

À época, Bolsonaro tentou trazer para o Brasil o colar, anel, relógio e um par de brincos de diamantes sem pagar tributos. As joias foram encontradas na mochila de um militar assessor do então ministro Bento Albuquerque e foram apreendidas.

O tal assessor integrou comitiva presidencial para o Oriente Médio em outubro de 2021. Após a apreensão, diversos militares passaram a atuar para recuperar as jóias.

O caso será investigado pela Polícia Federal (PF). Bolsonaro negou qualquer ilegalidade e afirmou que as joias iriam integrar o acervo da presidência.

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Relações com Mohammed bin Salman

Antes mesmo de o governo da Arábia Saudita presentear Michelle com as joias, Bolsonaro sempre declarou sua relação pessoal com o príncipe, Mohammed bin Salman.

Em outubro de 2019, o então presidente afirmou que ambos se tratavam como “irmãos”. Desde então o Brasil se empenhou sobre acordos com os países árabes para evitar a dupla tributação, facilitar investimentos, além de buscar parceria no setor de alimentos e de fertilizantes.

“O Brasil já deu certo. E a aproximação com os senhores, em especial, aqui, a Arábia Saudita… A forma como o príncipe herdeiro tem me tratado, e eu também no tocante a ele. Como se fôssemos velhos conhecidos ou até mesmo irmãos. Isso me orgulha”, disse Bolsonaro em discurso a megainvestidores, na capital Riad.

O príncipe é conhecido pelos processos criminais que carrega. De acordo com um relatório da inteligência dos Estados Unidos, Muhammad bin Salman foi apontado como responsável pela morte do jornalista Jamal Khashoggi.

Khashoggi foi assassinado dentro da embaixada da Arábia Saudita em Ancara, na Turquia, em 2018. Na ocasião, ele entrou no local para buscar uma certidão para poder se casar com sua noiva turca.

Além disso, pesa contra Mohammed Bin Salman acusações de pedofilia e perseguição contra cristãos em seu país.

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

3 Comentários
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  1. Célio Ferreira Facó

    4 de março de 2023 6:45 pm

    Fica-se a pensar: haverá algum limite a Bolsonaro e à Casa dele, algum escrúpulo, alguma vergonha, algum não-isto-não, alguma descargo de consciência?

  2. Angelo Cardoso

    4 de março de 2023 10:40 pm

    Precisamos saber se este “presente” tem alguma relação com a venda da refinaria na Bahia para os sauditas pela metade do preço.
    Outro fato intrigante é o sujeito carregar 16 milhões numa mochila, tranquilamente como se fosse um notebook. Nesses casos não tem que ter um cuidado especial, seguro, etc?

  3. Paulo Dantas

    5 de março de 2023 10:29 am

    A questão das joias e da refinaria é uma, precisa investigar pois está estranho.
    Mas indústria bélica é uma atividade legal, qual o problema em se abrir um mercado !?

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