“Brasil caminha paulatinamente rumo a um golpe de Estado”, diz Joaquim Barbosa

O ex-ministro do STF, Joaquim Barbosa, alertou para a ameaça de golpe de Estado pelo governo de Jair Bolsonaro.

Joaquim Barbosa, polêmico ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), hoje admite que o país caminha rumo a um golpe sob o governo de Jair Bolsonaro.

Barbosa referiu-se à pressão das Forças Armadas sobre o TSE (Tribunal Superior Eleitoral), com o envio de pedidos de mudanças sobre o sistema eleitoral e as ameaças do presidente de que se não forem cumpridas não reconhecerá o resultado das urnas.

“Insistir nessa agenda de pressão desabrida e cínica sobre a Justiça Eleitoral, em clara atitude de vassalagem em relação a Bolsonaro, que é candidato à reeleição, é sinalizar ao mundo que o Brasil caminha paulatinamente rumo a um golpe de Estado. Pense nisso, general”, disse.

A declaração foi escrita na conta no Twitter do ex-ministro do STF.

“Convido as pessoas com um mínimo de conhecimento da trágica histórica política brasileira a um exame sereno e lúcido da frase do ministro da Defesa, um general que faz parte do grupo de auxiliares do primeiro escalão do Presidente da República”, introduziu.

“Disse o general Paulo Sergio Nogueira: ‘As Forças Armadas estavam quietinhas em seu canto e foram convidadas pelo TSE…’ Ora, general, as Forças Armadas devem permanecer quietinhas em seu canto, pois não há espaço para elas na direção do processo eleitoral brasileiro. Ponto”, continuou.

Entenda mais – Ameaça eleições: Bolsonaro avança com ataques às urnas e Fachin pede ajuda de observadores nos EUA

9 Comentários

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GalileoGalilei

- 2022-07-08 14:02:46

Poder Moderador: Uma incógnita que pode modificar os cenários, descritos abaixo, será o comportamento do governo norte-americano após a já prevista vitória, em novembro, dos republicanos. Triste constatação, para o Brasil, é a existência, de fato, de um "poder moderador" não institucional, hierarquizado em dois níveis: forças armadas, em primeira instância, e governo norte-americano, em segunda e última instância, ao qual tanto o Presidente, quanto Fachin já recorreram preventivamente.

GalileoGalilei

- 2022-07-08 12:36:58

Resumindo: Sin la mano de Diós, os 7 a 1 serão inevitáveis. Já, com intervenção divina, tudo pode acontecer e a imaginação é o limite: 1). tentativa de golpe à la 06 de janeiro, por Bolsonaro, com os resultados já conhecidos por lá no USAnistão; 2). golpe das elites disfarçado - especulação de Moisés Mendes - com a "desistência" negociada de Bolsonaro, em troca da sua não prisão nem a de seus familiares; 3). variante do caso 1), caos estimulado com invasão ao STF, discursos inflamados do Presidente, mortes e feridos no STF (Alexandre de Moraes, Fachin, outros ??) e nas ruas com a consequente intervenção militar apaziguadora, seguida da prisão da família do Presidente e da dos seus mais próximos colaboradores, talvez a de Lula também, se não o matarem no tumulto generalizado.

GalileoGalilei

- 2022-07-07 21:39:05

Ao longo desses três anos e meio de governo Bolsonaro, assistimos todos a um processo de desmoralização das forças armadas produzido pela entourage mais próxima do Presidente: a saber, Olavo de Carvalho e os três filhos, zero à esquerda, 01, 02 e 03. Processo de desmoralização, este, que nunca antes se viu no Brasil. Para ajudar a queimar o filme das forças armadas, estas se misturaram de tal modo com as ações e desmandos do governo que torna impossível deixar de associá-las de maneira indelével a tudo que foi caoticamente produzido neste mandato. Diante disso, muitas vezes chegamos a nos perguntar qual o critério de recrutamento e de formação das nossas forças armadas para produzirem oficiais com raciocínios tão deficientes, toscos e ineptos quanto aqueles apresentados por Jair Bolsonaro. Admitindo que haja vida inteligente no interior dos quartéis, pode-se pensar que alguns desses oficiais se encontrem profundamente decepcionados com seu comandante em chefe. Mais ainda, podem já estar percebendo que pouco a pouco estão sendo levados para uma cilada que resultará, não só na prisão de Bolsonaro, mas também, na prisão de todos aqueles que de alguma forma compactuarem com a previsível tentativa de golpe, ainda que bem sucedido por alguns dias ou semanas. Em havendo estrategistas, não surpreenderia se estes oficiais não estivessem propositalmente instigando o presidente a produzir o seu 06 de janeiro, para, diante do comportamento indiscutivelmente insurrecional do presidente, se voltarem contra ele, prendendo-o e se apresentando como os "salvadores da pátria". Diante do caos produzido, (talvez até com a morte de um ou dois Ministros do STF) as eleições seriam suspensas ou invalidadas, as Forças armadas assumiriam o poder "temporariamente", a imprensa, anti Lula, daria o aval, os empresários respirariam aliviados, os Ministros mortos do STF substituídos por outros e talvez, mesmo, alguns setores de esquerda comemorassem. Embora sinistra demais, essa especulação não deveria ser deixada de lado.

GalileoGalilei

- 2022-07-07 20:39:08

Estrategistas frios sabem que deixar o jogo correr, com o atual resultado parcial no placar, significa uma histórica goleada de 7 a 1 contra Bolsonaro ao final da partida. Se o time do Presidente primasse pelo fair play, ele se comportaria como tantas vezes tanto o Lula quanto o PT se comportaram antes; a derrota seria recebida com tristeza, raiva e/ou outras reações emocionais, mas o time, ainda que muito desmoralizado, poderia voltar a participar de novas partidas e campeonatos, fazendo sua torcida acreditar que para os próximos embates a equipe estaria melhor preparada. Mas fair play é tudo o que Bolsonaro e seus atletas não têm. Tanto que não perdem uma oportunidade para ameaçarem empastelar o jogo. Não é por menos que toda a sociedade hoje fala em golpe como bola já cantada. Mas o golpe pode ser tentado por Bolsonaro, tal qual o roteiro escrito por Trump, pode ser dado pelas elites com Bolsnaro fugindo, tal qual o roteiro que Moisés Mendes especula no 24/7 e descrito abaixo, ou ainda pode ser dado pelos militares segundo um terceiro roteiro que descreverei no comentário seguinte.

GalileoGalilei

- 2022-07-07 19:58:32

Moisés Mendes especula no 24/7 que, diante da certeza de uma derrota histórica nas eleições e de uma falta de apoio militar para seu projeto golpista, o Presidente poderia renunciar e desistir de concorrer às eleições. - https://www.brasil247.com/blog/fugir-pode-ser-a-saida-para-bolsonaro-e-uma-nova-chance-para-a-direita - Em troca, Bolsonaro receberia um salvo conduto para fugir do país (ou para o mato, segundo Moisés Mendes). O Globo e as viúvas da terceira via, veriam isso com muito bons olhos. Seria a chance de algum sobrevivente, Simone Tebet ou Ciro Gomes, enfrentar Lula em um hipotético segundo turno. Já eu imagino uma outra hipótese mais sinistra. Segue no próximo comentário.

GalileoGalilei

- 2022-07-07 19:38:34

O roteiro do golpe foi escrito por Donald Trump. Ele tentou o golpe no USAnistão, mas falhou. Bolsonaro, o plagiador, vem até aqui seguindo rigorosamente o roteiro do golpe. Se continuar neste caminho, e tudo indica que sim, o 06 de janeiro, por aqui, poderá ocorrer, em qualquer momento, entre o primeiro turno e a data prevista para a posse do vencedor declarado. Lá no USAnistão, o golpe falhou porque o roteirista esqueceu de combinar com os russos; mesmo assim, produziu mortos e feridos. Aqui, o golpe também tem tudo para falhar e também tem tudo para produzir mortos e feridos. Bolsonaro é suficientemente tapado para reproduzir aqui o mesmo desfecho que ocorreu lá. Entretanto, ele pode estar se fiando na hipótese, mais do que provável, de uma virada na composição da câmara e do senado do USAnistão a partir do próximo novembro. A reação do presidente democrata, Joe Biden, ao golpe após perder a maioria do congresso para os republicanos é uma incógnita.

Lima

- 2022-07-07 18:34:54

De golpe ele entende!

Edivaldo Dias de Oliveira

- 2022-07-07 15:01:35

Complementando meu raciocínio, não se deve perder de vista, que o ovo da serpente do fascismo começou a ser chocado, não na LJ mas no mensalão quando o sr, JB era relator e aeceitou todos os tipos mais estapafúrdios de provas, dominio do fato, ocultação de provas, indiciamento de inocente/Genoíno para caracterizar a formação de quadrilha. Não JB, a gente não esquece...você pode até ter o direito de se manifestar, mas lhe falta autoridade e caratér, você JB é o pai e a mãe dileta de tudo que está ocorrendo hoje.

Edivaldo Dias de Oliveira

- 2022-07-07 14:41:11

As FFAA sempre estiveram quietinhas em seu canto e sempre tomou parte de um conjunto de entidades que sempre fiscalizaram as urnas eleitorais. Como OAB, ABI, PF entrem outras entidades e todos, absolutamente todos os partidos políticos. O diabo é que no governo Bolsonaro as FFAA decidiram sair do seu cantinho e dizer que os observadores precisavam de um capitão para o time e que ela, as FFAA era esse capitão, sem debate nem discussão. Inclusive com direito a fazer de "fazer" impor sugestões depois de encerrados os prazos legais. O fato de serem convidados a sairem do conforto do seu cantinho, aparando grama pintando meio fio, não lhe dá o direito de cagar regras para os demais membros da comissão nem para os juízes do TSE. O convite foi para compor, não para impor; Precisa desenhar? Gal, volte para o seu cantinho e fique quietinho lá, vocês e o povo só tem a ganhar.

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