5 de junho de 2026

Brasil tem o trimestre mais letal para mulheres da história, e governo lança programa de prevenção

Dados revelam que 399 mulheres foram assassinadas por razão de gênero entre janeiro e março de 2026, uma vítima a cada 5 horas e 25 minutos, em média
Crédito: TV Brasil

Brasil registra 399 feminicídios no 1º trimestre de 2026, alta de 7,5% em relação a 2025, maior índice desde 2015.
São Paulo lidera com 86 casos, seguido por Minas Gerais e Paraná; Amapá teve aumento de 250% no período.
Presidente Lula sanciona Lei nº 15.398, que cria o Programa Antes que Aconteça para prevenção e combate ao feminicídio.

Esse resumo foi útil?

Resumo gerado por Inteligência artificial

Com 399 feminicídios entre janeiro e março de 2026, país registra alta de 7,5% em relação ao mesmo período do ano anterior; lei sancionada por Lula propõe atuação integrada entre poderes e setores da sociedade

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

O Brasil atravessa o início de ano mais letal para as mulheres desde que o monitoramento de feminicídios teve início, em 2015. Dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública revelam que 399 mulheres foram assassinadas por razão de gênero entre janeiro e março de 2026, uma vítima a cada 5 horas e 25 minutos, em média.

O número representa alta de 7,5% em relação ao mesmo trimestre de 2025 e supera todos os registros anteriores para o período, incluindo os picos de 2022 (372 vítimas) e 2024 (384 vítimas). Em uma década, o total triplicou: eram 125 casos no primeiro trimestre de 2015.

Janeiro foi o mês mais violento do período, com 142 registros, seguido por março (134) e fevereiro (123). Os dados são compilados pelo Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp), com base em informações fornecidas pelos estados, pelo Distrito Federal, pela Polícia Federal e pela Polícia Rodoviária Federal.

Geograficamente, São Paulo concentra o maior número absoluto de casos, com 86 vítimas no trimestre. Na sequência aparecem Minas Gerais (42), Paraná (33), Bahia (25) e Rio Grande do Sul (24). Em termos proporcionais, o Amapá registrou o maior crescimento: saiu de 2 para 7 casos na comparação com o mesmo período de 2025, um aumento de 250%. Apenas Acre e Roraima não registraram feminicídios no período.

O cenário agrava um quadro já alarmante: em 2025, o país registrou 1.470 feminicídios ao longo de todo o ano, o maior número já contabilizado desde que o monitoramento foi instituído.

Prevenção

Em resposta a esse quadro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a Lei nº 15.398, que institui o Programa Antes que Aconteça. Publicada no Diário Oficial da União na segunda-feira (4), a iniciativa propõe estruturar políticas públicas de proteção às mulheres de forma articulada entre o Ministério Público e os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, nas esferas federal, estadual e municipal, além de envolver a comunidade científica, o setor privado e a sociedade civil.

O programa tem entre seus objetivos reduzir os índices de feminicídio e violência doméstica, fortalecer redes de atendimento e proteção, promover a autonomia econômica feminina e ampliar a educação para a igualdade de gênero.

Suas ações abrangem desde o acolhimento especializado de mulheres em situação de violência até a produção de dados, monitoramento de indicadores e elaboração de relatórios periódicos. A lei também prevê a criação do Prêmio Antes que Aconteça, destinado a reconhecer boas práticas na área.

São signatários do programa oito ministérios: Mulheres, Direitos Humanos e Cidadania, Desenvolvimento e Assistência Social, Ciência e Tecnologia, Educação, Saúde, Trabalho e Emprego, e Empreendedorismo.

*Com informações da Agência Gov e Ministério da Justiça.

LEIA TAMBÉM:

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Recomendados para você

Recomendados