Brasileiro comeu mais carne no governo Lula, enquanto consumo sob Bolsonaro voltou aos anos 1990

Em 2006 houve um consumo recorde de 42,8 quilos por habitante. Agora regrediu ao menor patamar já registrado pela Conab desde 1996

Jornal GGN – O brasileiro consumiu mais carne bovina durante o governo Lula. Em 2006 houve um recorde de 42,8 quilos por habitante. Agora, sob a crise econômica do governo Jair Bolsonaro, o consumo de carne regrediu ao menor patamar já registrado pela Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) desde 1996, quando começou a série história.

Em 2020, ano da pandemia de Covid-19, o consumo de carne bovina foi de 29,3 quilos de carne por habitante. A queda em 2020 representa uma redução de 5% em comparação a 2019, quando o consumo foi de 30,7 quilos por habitante.

Segundo especialistas ouvidos pela Folha de S. Paulo, em edição desta terça (19), a perspectiva para 2021 é sombria e o cenário não deve melhorar até meados de 2022.

Os preços da carne de boi estão em alta “como resultado da oferta restrita de gado no país e forte demanda da China”, diz o jornal. Além disso, o brasileiro tem renda menor no atual governo, que vive um desemprego recorde, e ainda colherá os frutos da segunda onda da pandemia e o fim do auxílio emergencial.

Sem recursos, o brasileiro baixa renda privilegiará a compra de proteínas alternativas, como ovo, frango e suíno, que também estão com preços em alta. “Esperamos uma nova queda do consumo per capita de carne bovina esse ano, voltando a patamares antigos, de 20, 30 anos atrás”, diz a consultoria Scot Consultoria.

A consultoria Agrifatto avalia que os preços das carnes devem permanecer pressionados até a metade de 2022, por conta do ciclo pecuário. Já o Sindifrigo-MT aponta que mesmo quando houver aumento da oferta de gado, os preços não voltarão aos níveis do passado porque a indústria pecuária fez mudanças que tornaram o processo de produção mais caro.

1 comentário

  1. Em compensação ninguém nos tira o título de consumo de ovos. O golpe também foi para isso; menos avião e mais ônibus e caminhada a pé para o trabalho, um pouco de nostalgia com o bom e velho fogão a lenha e o jantar e os estudos a luz do candieiro.

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