20 de junho de 2026

Campanha de Tarcísio tem doação de morta e R$ 25 mi irregulares, diz MPE

Órgão eleitoral aponta esquema com “laranjas” e empresas suspeitas; caso abre debate que pode levar à cassação
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

▸ Procuradoria Eleitoral de SP aponta R$ 25,2 mi em irregularidades nas contas da campanha de Tarcísio de Freitas em 2022.

▸ Doação de R$ 600 atribuída a mulher morta e doadores com renda incompatível indicam possível arrecadação irregular na campanha.

▸ Empresa Beacon recebeu R$ 24,3 mi sem comprovação total, e pagamentos a aliados geram suspeitas na prestação de contas.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

A Procuradoria Regional Eleitoral de São Paulo apresentou uma representação formal à Justiça Eleitoral apontando uma série de inconsistências graves na prestação de contas da campanha de Tarcísio de Freitas (Republicanos) ao governo paulista em 2022. De acordo com informações do portal ICL Notícias, o órgão identifica irregularidades que somam R$ 25,2 milhões, o equivalente a 67,5% de todas as despesas contratadas pela chapa.

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O documento, fundamentado no artigo 30-A da Lei das Eleições, sustenta que o volume de recursos sem comprovação adequada e a suspeita de arrecadação ilícita podem, em tese, levar à cassação do diploma do governador e de seu vice, Felicio Ramuth (PSD).

Doação de morta e renda incompatível

Entre os pontos mais críticos levantados pelo Ministério Público Eleitoral (MPE) está uma doação de R$ 600 atribuída a uma mulher que já constava no sistema de controle de óbitos no momento do repasse. Para os procuradores, o caso indica “possível arrecadação irregular” e coloca em xeque a origem real do dinheiro utilizado.

Além disso, a representação lista doadores cujos repasses financeiros são incompatíveis com a renda formal declarada à Receita Federal. Segundo o MPE, a prática sugere o uso de terceiros, os chamados “laranjas”, para ocultar os verdadeiros financiadores da campanha.

O recebimento de recursos provenientes de fontes vedadas é considerado inconsistência grave, que denota o financiamento da campanha com recursos ilícitos”, afirma a Procuradoria na peça.

Concentração de gastos, empresas sob suspeita e laços políticos

O foco das investigações recai sobre a Beacon Comunicações Ltda., empresa que recebeu R$ 24,3 milhões, concentrando mais de 65% dos gastos totais de Tarcísio. O MPE aponta que não foram apresentados documentos suficientes para comprovar a execução integral dos serviços. “As irregularidades comprometeram a transparência e a fiscalização”, destaca o órgão.

Outra empresa citada, a Inove Gestão e Serviços Médicos, apresenta indícios de “incompatibilidade operacional“. A representação menciona que a sócia da firma está inscrita no Cadastro Único (CadÚnico) para programas sociais, o que gera dúvidas sobre a capacidade técnica e financeira da empresa para honrar os contratos firmados com a campanha.

O contexto das contas também expõe pagamentos a aliados. A campanha destinou R$ 75 mil à jornalista Vanessa Mauri Campetti, esposa do deputado estadual Danilo Campetti (Republicanos). O gabinete de Campetti na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) emprega Mauricio Pozzobon Martins, cunhado de Tarcísio, que também recebeu R$ 60 mil da campanha por serviços de administração financeira.

Outro lado

Embora o TRE-SP tenha aprovado as contas com ressalvas em 2023, determinando a devolução de R$ 613 mil ao Tesouro, a nova representação do MPE traz fatos que podem reabrir a discussão sobre o mandato.

Em nota, a assessoria do governador afirmou que a campanha teve mais de 600 doadores e foi conduzida com “total respeito às leis eleitorais“. O texto reforça que as contas foram analisadas e aprovadas pela Justiça Eleitoral sem pendências remanescentes.

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Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

1 Comentário
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  1. Carlos

    6 de maio de 2026 1:04 pm

    Que dupla na foto. Cadeia nestes embusteiros.

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