8 de junho de 2026

Celso Amorim defende Itamaraty após ataques de Bolsonaro

O ex-chanceler Celso Amorim saiu em defesa dos quadros do Itamaraty após o presidente Jair Bolsonaro afirmar que, desde 2003, os diplomatas que chefiaram a embaixada brasileira em Washington, nos Estados Unidos, não fizeram “nada de bom” para o país.
Foto EBC
“Eu não sei qual é a concepção do presidente para fazer essa afirmação, e nem quero polemizar com o presidente da República, mas o quadro de funcionários do Itamaraty é altamente capacitado e respeitado internacionalmente”, disse Amorim, que foi ministro das Relações Exteriores de 2003 a 2011, durante os governos dos ex-presidentes petistas Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff. A informação é do Correio Braziliense.

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Segundo ele, no período citado por Bolsonaro, a diplomacia brasileira manteve prestígio e respeito internacionais, devido a uma densa formação e ao preparo intelectual dos diplomatas.

O ex-chanceler afirmou, ao contrário de Bolsonaro, que “todos os embaixadores que chefiaram a embaixada brasileira em Washington são dotados do mais elevado nível de formação, e que alguns deles até se tornaram ministros, como Antônio Patriota”, que foi chanceler durante o governo de Dilma Rousseff.

Amorim também citou momentos importantes da diplomacia brasileira, como um diálogo de alto nível com o ex-secretário de Estado americano Collin Powell, “com quem mantive conversações sobre diversos temas, entre eles a Venezuela”. O ex-ministro citou também a boa relação mantida com os EUA durante o governo do ex-presidente George W. Bush.

“É claro que a diplomacia pode ser eficiente também quando diz não, como foram as negociações sobre a Alca”, a Área de Livre Comércio das Américas, que “não correspondiam aos interesses do Brasil”.

“Eu me recordo que, desde há muitos anos, desde quando eu era 2º secretário, a diplomacia brasileira já era considerada a melhor do mundo, uma referência mundial, em razão do preparo intelectual de seus representantes, do compromisso com a não intervenção, a autodeterminação dos povos e a solução pacífica das controvérsias”, disse Amorim.

Redação

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2 Comentários
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  1. Edivaldo Dias de Oliveira

    20 de julho de 2019 1:13 pm

    Acabo de ler artigo do Renato Rovai sobre o tema. Não posso deixar de concordar com ele, aliás, essa pauta me lembra muito uma fábula de Ésopo sobre a inssistencia do jumento em descer o desfiledeiro para chegar logo ao estábulo enquanto se dono se matava para segurá-lo pelo rabo, até que desistiu e deixou o burro se matar ladeira abaixo.
    Precisamos aprender quando é hora de soltar o rabo do burro.
    Vamos ao Rovai: “A pergunta que me faço é, seria assim tão importante o debate sobre quem será o embaixador dos EUA quando se tem um presidente como Bolsonaro e um chanceler como Ernesto Araújo? Minha resposta é não.

    O estrago já está feito com ou sem embaixadores sérios em qualquer parte. Não haverá estrago menor se for nomeado um diplomata “técnico” nos EUA , mas alinhado ao bolsonarismo.

    Muito pelo contrário. Um diplomata “técnico” e subalterno aos atuais chefes só daria mais lustro à submissão ao Trumpismo. Porque já está definido que o Brasil será capacho da política externa americana.”

  2. Zé Sérgio

    20 de julho de 2019 1:36 pm

    Celso Amorim é a face mais evidente da Politica Esquerdopata Aloprada. Quem retirou o Chanceler do comando das Políticas Externas Brasileiras? O mais inacreditável, quem desmanchou toda esta histórica performance diplomática do 1.o Governo Petista? Depois não adianta acusar Trump ou Bolsonaro. Gravidade Psiquiátrica é pouco. Pobre país rico. Mas de muito fácil explicação.

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