6 de junho de 2026

Churrascaria realiza obra ilegal no Parque da Água Branca, em SP; TV GGN recebe conselheira nesta quarta

Sem a autorização, a obra para evento privado no parque tombado levanta questões sobre a fiscalização e preservação do patrimônio público
Reprodução: G1

Uma obra da churrascaria Fazenda Churrascada está sendo realizada no Parque da Água Branca, zona oeste de São Paulo, sem a devida autorização dos órgãos responsáveis pela preservação do patrimônio histórico e ambiental.

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A intervenção visa a instalação de uma unidade temporária para o evento “Hípica Churrascada”, com o aval da concessionária Reserva Parques, responsável pela gestão do local. A intervenção, no entanto, não foi previamente autorizada pelo Conpresp nem pelo Condephaat, que são os responsáveis pela proteção do patrimônio tombado.

Nesta quarta-feira, a TV GGN receberá Regina Lima, conselheira do Parque da Água Branca, para uma análise detalhada da situação envolvendo a obra no local. A entrevista trará mais informações sobre os impactos e as questões legais em torno da intervenção. Fique atento para o link, que será disponibilizado em breve.

A obra está sendo realizada em locais anteriormente ocupados pelas baias da Polícia Militar e pelo galpão da feira de produtos orgânicos, agora realocada para outra área do parque.

Iniciada em fevereiro, a intervenção inclui demolições e instalação de estruturas metálicas, mas segue sem alvará municipal e sem placas informativas, o que gerou preocupações sobre a transparência e a legalidade das ações no local.

Ao G1, a Associação de Moradores e Amigos de Perdizes (Amora Perdizes) revelou que os moradores foram pegos de surpresa com a obra no Parque. Após notarem a movimentação de caminhões, descobriram que a intervenção estava sendo realizada sem autorização dos órgãos responsáveis. A entidade criticou ainda a falta de consulta ao conselho gestor e a ausência de esclarecimentos à comunidade.

Criado em 1929 e tombado por seu valor histórico e ambiental, o parque é um dos últimos redutos de verde e memória na região. A instalação de um empreendimento de grande porte ameaça não só a ambiência e a integridade física do espaço, como também os princípios que regem o uso do patrimônio público.

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