10 de junho de 2026

Começou o cerco total ao governo Lula, por Luís Nassif

A marcha da insensatez avança. Ou os setores racionais se dão conta dos riscos que o país corre, ou será muito tarde para conter o desmonte
Marcello Casal Jr - Agência Brasil

A decisão do presidente da Câmara Hugo Motta, de colocar em votação o PDL do IOF, sem sequer alertar o governo, é o dia D do golpe parlamentar. Não se trata mais de um jogo de perde-ganha, de toma-lá-dá-cá, no qual o Congresso mostra suas armas e chama o Executivo para conversar. Se não é isso, o que resta?

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Os desdobramentos são óbvios: a busca do confronto final. A intenção de Motta é colocar o governo em uma sinuca, paralisar o orçamento e promover agitações nos mercados. Tudo isso tendo em vista 2026.

Como a audácia do Congresso cresce exponencialmente a cada vitória, não se surpreenda se os desdobramentos incluírem reformas constitucionais capazes de consolidar a disfuncionalidade do sistema político.

A segunda frente de disputa será com o Supremo Tribunal Federal (STF). Há um sentimento difuso de reação contra o STF no Congresso, nos tribunais inferiores, alimentado pela mídia e pela falta de cuidado de alguns ministros com os atos públicos.

Há várias críticas ao governo Lula. Mas ele representa o último sopro de racionalidade na política brasileira, a última cidadela contra a invasão dos bárbaros. Há um processo de reconstrução das políticas públicas, em ritmo inferior ao da ansiedade geral, mas preservando os pontos centrais de racionalidade.

Uma derrota de Lula, seja para qual candidato bolsonarista for, significará um ataque bárbaro ao Estado brasileiro, um desmonte conduzido sob a ótica dos interesses privados mais abjetos e irresponsáveis.

Será que vale a pena conseguir um naco da Petrobras, do Banco do Brasil, apropriar-se de universidades federais, se a soma final será um país destruído, um projeto de nação totalmente comprometido? Aparentemente, para esses grupos vale, já que não abraçam nenhum sentimento de brasilidade.

O apoio do próprio PT ao jabuti das termoelétricas, a indicação do Ministro Alexandre Silveira, das Minas e Energia, para a coordenação política da campanha de Lula, mostra que a estratégia montada tenta combater o adversário em seu próprio terreno, o das espertezas políticas.

Troca-se um projeto conceitual, uma tentativa de um plano de metas, como fator aglutinador da sociedade, por um varejão de “entregas” com propósitos políticos. 

Se, mesmo assim, Lula se mostrar competitivo, a trucada do Congresso, de Hugo Motta e David Alcolumbre, traz riscos muito maiores. Há um crescimento exponencial do atrevimento do Centrão, que poderá promover um impasse terminal entre os Três Poderes, em um momento – como me lembra Luiz Alberto Melchert – em  que a geopolítica dos Estados Unidos, com as big techs de aliadas, nunca esteve tão atuante. E a politização das Polícias Militares nunca esteve tão radicalizada. No Paraná, a PM invadiu uma sessão da Assembleia Legislativa que se propunha a discutir as mortes cometidas por ela.

O Plano de Metas teria o condão de definir os atores para o próximo tempo do jogo, conseguindo ampliar a massa crítica de aliados contra o atraso. E consegue-se um instrumento de mobilização que vai além do campo restrito das bolhas políticas. Hoje em dia, a NIB (Nova Indústria Brasil) tem boas entregas, mas sem reflexo político porque é uma ação de Ministério – não de um Presidente.

A marcha da insensatez avança. Ou os setores racionais se dão conta dos riscos que o país corre, ou será muito tarde para conter o desmonte, matando qualquer possibilidade de reconstrução nacional.

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Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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31 Comentários
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  1. Morvan

    26 de junho de 2025 9:23 am

    O desmonte vem de há muito, tendo se acentuado nos governos (caixa baixa intencional) Temer e Jair, redundando no “Orçamento Secreto”, crime a céu aberto perpetrado inclusive ante o silêncio obsequioso do Merchadus e de sua principal assecla, a mídia hegemônica.
    O aumento de cadeiras congressuais, é bom citar, outro crime contra o próprio alicerce do Estado democrático brasileiro,é mais uma daquelas peripécias do pior Congresso [até ora!], rebento fiel do daquele eleito sob a égide do “o importante é que tiramos o PeThê”.
    No Brasil, os trabalhistas sempre são oposição.

  2. fabricio coyote

    26 de junho de 2025 10:17 am

    Infelizmente Lula é a última resistência. Ou opta por uma ruptura, e se manifesta ao espectro eletromagnético democraticamente e explica à população que o legislativo se recusa a tratar da progressividade dos impostos ou será traído miseravelmente. Essa atitudade do Congresso escancarou quem manda: o mercado financeiro avalizado por TODO o sistema de mídia hegemÔnico e herdeiro.

  3. Silvio Torres

    26 de junho de 2025 10:25 am

    O destaque do G1 de hoje são as “recomendações” do banco mundial pra “resolver” nossos problemas. Eles nem disfarçam mais. E eu repito. Se o bolsonarismo assumir o compromisso de que o primeiro ato na volta ao poder será fechar a rede globo, voto e ainda faço campanha.

    1. Anônimo

      26 de junho de 2025 8:54 pm

      Seria uma farsa!… Os bolsonaristas (tanto quanto você) sabem quais interesses a rede globo representa!

  4. Oziro Lopes Duarte

    26 de junho de 2025 11:32 am

    Nassif, perdoe-me o tamanho do comentário.

    Concordo com tudo o que vc diz, mas devemos ter uma visão critica de que foram erros do governo LULA 3 que geraram proporcionou essa situação, quais sejam:
    1) Governo bom, mas com partido fraco no congresso, leia-se PT (quem são as lideranças?)

    2) Governo não conversa com o povo e está tomando de lavada nas redes socias da extrema direita.
    Governo manteve um incompetente (PIMENTA) na pasta da comunicação por 2 anos e deu no que deu.

    3) PT tem que ver que o povo esta cansando desta polarização, tá na hora do Lula sair de cena e acabar com essa polarização – colocar o PMDB para governar junto com o PSB, na chapa TEBET/ALKIMIN ou vise versa.
    Já era para ter pensado no pós Lula, mas a prepotência e a ganancia pelo poder não deixa o partido pensar em nenhuma opção a não ser o Lula para ser candidato.
    o PT não é mais de esquerda…falar que vai ajudar o pobre não é unica coisa que importa na vida das pessoas…cobrar taxa de juros de 8% ao mes em banco publico (no governo LULA 3) não é estar do lado do pobre, é fazer a mesma politica que ajuda aqueles que estão destruindo o mundo…leia-se mercado financeiro (obs: o partido não influencia nem na sua indicação para o BC…não adianta dizer que a taxa de juros ja havia sido precificada pelo Roberto Campos. Isso quer dizer o que? que a taxa de juros é combinada? Todos então estão cometendo o crime de prevaricação em não denunciar essa postura do antigo presidente o BC.

    4) o Lula está enfraquecendo a esquerda, muito acordo político que não deixa a população entender a podridão deste congresso.

    5) não vejo nenhum partido de esquerdo lutar contra os privilégios da classe política, muito mesmo o PT, quais sejam, verbas parlamentares, repasses, rachadinha, etc…a esquerda também gosta de privilégios.

    Outros pontos:

    a) O Lula enfraquecido, mesmo que vença a eleição em 2026, vai eleger um congresso menos progressista que o de 2022.

    b) Insistir neste presidencialismo de coalisão só vai enfraquecer o lado progressista. Acredito que o fim do presidencialismo no médio prazo vai mostrar a população que realmente é contra os interesses dela.

    1. Anônimo

      26 de junho de 2025 9:06 pm

      5)…se gosta de privilégios não é esquerda. 6)Lado progressista?… PMDB e PSB!?…

  5. Lênin & The Ullainovs

    26 de junho de 2025 12:13 pm

    “Setores racionais”?

    Estás de brincadeira, né?

    Nem reconstituímos por completo os efeitos do golpe de 64, com essa mentira de “comissão da verdade” ou “sanção cível” do Estado, e Vossa Senhoria estás a clamar por “racionalidade”?

    E tome mensalão, depois farsa-jato, etc, etc, etc.

    A única racionalidade possível capaz de reverter esse quadro foi perdida lá atrás, talvez em 2003 (Carta aos Brasileiros) ou depois, com a rendição de Lula à PF para ser preso…

    Já era, eles sabem que quanto mais batem, mais o governo se encolhe…

    Mediram o tamanho da frouxidão do governo e do presidente, e sabem o resultado da aposta.

    Bater nesse governo e em Lula é mais fácil que dar tapa em bêbado na ladeira.

  6. Anônimo

    26 de junho de 2025 12:28 pm

    como o governo federal na gestao lula aplica um decreto 12.499/2025 para aumento da aliquota da IOF Em diversas operaçoes financeiras, que eleva os custos para empresas, contadores e investidores. sucateando toda economia do pais. e vcs lançam uma materia defendendo este descalabro que atingirá toda camada da sociedade. E um sinal que vcs so pensam ideogicamente no lado politico de voces, e não no Brasil. Como auditor contabil, não vou nem fazer comentarios da taxa de juros que aumentou de 14,75% para 15%, que vai continuar desgraçando a politica economica da nação. Tudo por mero capicho arrecadatorio para cobrir o deficits ao longo dos anos de 01/2023 ate 06/2025.

    1. Anônimo

      26 de junho de 2025 9:19 pm

      Mero capricho arrecadatório?… Então a Dívida Pública, que existe porque a minoria mais rica (e poderosa) do país resolveu que, ao invés de pagar impostos, iría “financiar” o Estado, seria também um mero capricho?

  7. WRamos

    26 de junho de 2025 1:00 pm

    Falta uma consideração a respeito dos presidentes da Câmara e do Senado. O Congresso não está demonstrando apenas poder de reação. Está explicitando que seus líderes não tem representatividade. Eles representam o Legislativo na negociação política das ações do executivo, por exemplo o IOF, fecham acordo, saem festejando que chegaram num resultado histórico e depois tomam uma rasteira das bancadas de larápios que eles acham que controlam.

    O jornalismo está falhando vergonhosamente ao não explicitar a precaridade de representação dos moleques presidentes das casas.

  8. Fábio de Oliveira Ribeiro

    26 de junho de 2025 1:14 pm

    O time de Lula perdeu a bola no meio do campo e está com a defesa desguarnecida. Mas não tem ninguém recuando suficientemente corajoso para levar cartão vermelho após quebrar a perna do melhor adversário que avança com a bola em direção à área. Desse jeito a partida será perdida porque todos no time de Lula já consideram que não podem vencê-la ou estão com medo de ficar no banco no próximo jogo. O problema é que dependendo do que ocorrer o time inteiro será expulso do campeonato antes da próxima partida.

  9. Walter Marcone de Almeida Souza

    26 de junho de 2025 1:16 pm

    Corretíssima a posição do Nassif,é exatamente quê esses palhaços estão querendo fazer,ou o governo reage rapidamente ou ficará sem governabilidade até 2026 quando eles tentarem colocar no governo um vendilhão da Pátria.

  10. Paulo Dantas

    26 de junho de 2025 1:37 pm

    Já tem quorum de “impixa” só falta inventar o “crime”…

  11. Nero

    26 de junho de 2025 3:38 pm

    Sinto muito NASSIF, destruído o pais já está, e LULA é sombra do que foi no passado, muito esperto em reverter situaçoes quase inpossíveis no cenário político mas de tanta esperteza uma hora ele engole o esperto, cercados de ladrôes sem um pingo de cergonha na cara e de tantos conchavos uma hora a conta CHEGA.

  12. José Carvalho

    26 de junho de 2025 5:09 pm

    Uma das principais perdas para o Brasil nesse contexto está na credibilidade do País. Houve uma enorme deterioração à partir do “impeachment” Dilma, das Instituições de Estado. Abriu-se uma temporada de guerras e enfrentamentos, que quase ruiu com todo o arcabouço constitucional. As relações entre os poderes passou a ser verdadeira queda de braços. Foi nesse quadro que o Congresso passou a aumentar seu espaço, desconfigurando o equilíbrio de forças em relação aos demais poderes. O Congresso Nacional assumiu a condição de supra-poder. Está criando um regime de exceção, sem nenhuma legitimidade. Não é a questão de fazer ou não fazer, se trata daquilo que pode e não pode fazer. É o cabível e o incabível. É estar dentro da Construção ou infringindo a Constituição. Existe uma atribuição a cada poder, a cada uma das instituições em cada um dos poderes, existem atribuições para toda a sociedade. Não dá pra viver num lugar onde não é reconhecido o direito, onde tudo é questionável e judicializado porque ninguém aceita as normas. Eu mudo o que quero para servir ao que quero, na hora que quero. O Brasil tem que se aceitar como Nação. Se submeter às próprias regras , e sem dar cavalo de pau.

  13. AARONSCHWARTZvive

    26 de junho de 2025 5:26 pm

    Tem um moleque na Câmara a la lavajato agindo fora da normalidade no rito(jogo sujo)com o aplauso da mídia dos bilionários mimados em um Congresso q apoia barbaridades como a intenção de matar autoridades no Brasil !!!

  14. Sueli Nunes da Silva

    26 de junho de 2025 5:36 pm

    “Brasil, sacode a poeira e dá volta por cima”, por Luís Nassif.

    Façamos a nossa parte. Divulguem!

  15. Ceci V. Juruâ

    26 de junho de 2025 6:40 pm

    Excelente. Aplausos para Nassif, o nosso grande nome do jornalismo nos temas de Economia Política.É tempo de reagir a este Congresso retrógrado e reacionârio. Querem retalhar o Brasil.

  16. Bernardo

    26 de junho de 2025 6:56 pm

    O risco é grande sim, mesmo porque a racionalidade da direita e do centrão se mede em $$$ para gastar e expor e culpar o governo. portanto não se deve esperar nenhum altruísmo por parte dessa gente, querem que o Brasil se exploda; são todos como personagem Gusto Veríssimo do Chico Anísio, em especial os 383 picaretas da Câmara.

  17. Norman

    26 de junho de 2025 7:18 pm

    Enquanto isso, Lula é cobrado a se comunicar diariamente, mas prefere cuidar de assuntos externos. Lula em seu momento Dilma. Está se formando a tempestade perfeita.

    1. José de Almeida Bispo

      27 de junho de 2025 8:06 am

      Simples (II), né

  18. NELSON VIANA DOS SANTOS

    26 de junho de 2025 7:29 pm

    Infelizmente, Nassif acerta quando escreve que o governo está cercado. Todavia, peço escusas para discordar quando faz alusão à racionalidade. Três quartos dos integrantes do Congresso apoiariam um eventual governo de extrema direita e até a implantação de uma ditadura. Não foi assim em 1964? A violenta atitude dos presidentes da Câmara e do Senado demonstra claramente que eles decidiram assumir — de fato — o comando do país. Pois haviam feito um acordo com o governo e depois o jogaram no lixo, sem nenhum pudor, simplesmente porque sabem que o governo Lula 3 está acabado. Que ninguém se espante com pautas bomba, como na época de Eduardo Cunha ou mesmo com a abertura de um processo de impeachment.
    Temer e bolsonaro (com letra minúscula) arrasaram o país. A chamada esquerda tem 25% dos votos no Congresso. As condições de governabilidade são dificílimas. Mas não é possível deixar de apontar as inúmeras falhas do governo. Certo, o ministério foi todo loteado, mas Lula manteve e mantém ministros que nada acrescentam. Se o presidente acompanhasse melhor o trabalho dos ministros, se desde o início a comunicação fosse melhor, se resultados palpáveis à população mais pobre fossem apresentados, talvez houvesse um respaldo popular maior ao governo. Veja o caso do INSS: a fila para aposentadoria aumentou se comparada ao que deixou o criminoso. Por que se chegou a essa situação? Por que o demitido ministro da previdência não foi afastado diante desse descalabro? Apenas um exemplo.
    Diante desse quadro, se o PT e outros partidos como o PSOL, conseguissem mobilizar seus apoiadores, com manifestações contra o centrão e a favor do governo, talvez (talvez) Lula fosse mais respeitado. Mas há muito tempo as chamadas lideranças petistas estão afastadas do povão. Não têm mais discurso. Ninguém acredita mais nessa gente. Lula talvez tenha calculado que poderia levar o barco, mesmo fazendo água, até o ano que vem. Só que não. Recordo da votação do impeachment da presidente Dilma. Em São Paulo, apenas alguns gatos pingados saíram às ruas em sua defesa. Quantos sairão para defender Lula num eventual processo de impeachment?

  19. Lauro Mattei

    26 de junho de 2025 10:14 pm

    Vou comentar o que parece ser óbvio: o Presidente Lula e seu entourage são também muito responsáveis por esse cenário. Afinal, Lula deixou a política para um bando de ministros irrelevantes e se mandou pelo mundo querendo se tornar a grande liderança mundial para tudo que é problema, esquecendo-se do básico: enquanto ele fazia isso (vejam a qtidade enorme de dias ausentes do país), a direita se articulou sem qquer contrapeso e foi dando as cartas. Seu líder, mesmo ficando sem cagar às vezes, andou pelo país e atiçou tudo que é força retrógrada que conta, inclusive, com representação no Congresso Nacional. E aí o velho ditado prevalece: não existe vácuo na política. Nesse cenário, o Governo Lula 3 é desastroso!

    1. José de Almeida Bispo

      27 de junho de 2025 8:05 am

      Simples, né?

    2. NELSON VIANA DOS SANTOS

      27 de junho de 2025 8:13 am

      Caro Lauro Mattei, com amigos e amigas do campo progressista, vimos falando exatamente isso que você abordou. Viagens e viagens, 36 países visitados, para quê? Fugir dos problemas, deixar a agenda de trabalho de lado, receber aplausos? Numa de suas últimas viagens, Lula lançou a ideia de trocar a dívida dos países pobres pela proteção dos oceanos. Algo sem pé nem cabeça; apenas para falar e aparecer na mídia internacional. Será arrogância ou falta de noção de que não tem estatura internacional e que o Brasil é um país que não pode liderar nada em termos de geopolítica global? Não sei. Mas como você ressaltou: enquanto as viagens ocorrem, vemos apenas o Haddad enfrentando o centrão e a extrema direita se articulando cada vez mais. O governador de São Paulo não fez nada de útil para a população mas já está empatado nas pesquisas. Então, Lula não pode dizer que foi surpreendido, etc. Isso vem sendo falado há tempos. aqui mesmo no GGN. Obrigado.

  20. Eu

    27 de junho de 2025 12:36 am

    Comentário que escrevi em 25/06, na matéria “Governo e Câmara em rota de colisão: votação relâmpago sobre IOF acirra crise”, aqui neste GGN:
    “Não se pode dizer que Motta não seja um aluno aplicado. Estudou bem e está aplicando ítem por item o roteiro usado por seu mentor político, o nefasto Eduardo Cunha, para a pavorosa deposição de Dilma Rousseff. Pautas-bomba são implantadas de forma a não permitir a menor chance de bloqueio pelo governo e programadas para explodir posteriormente no colo deste, quando a banda de música da direita já estará a postos para bater os bumbos do mercado de notícias, gerando um progressivo desgaste da imagem do Estado Social e dos seus defensores junto à população que prepare terreno para a derrota eleitoral ou, caso isto não pareça viável pelo resquício da força política de Lula, para sua deposição e nova inviabilização política. Tudo isto enquanto as correntes internas do PT se digladiam para conseguir o espólio eleitoral do líder, cegos ao fato que um novo período de domínio da extrema-direita eliminará o direito de sucessão, graças à eliminação dos herdeiros. E continuamos na praça, dando milho aos pombos…”

    1. NELSON VIANA DOS SANTOS

      27 de junho de 2025 8:03 am

      Disse tudo, companheiro.

  21. Fernando Bonato

    27 de junho de 2025 4:26 am

    Achei o comentario do Eduardo Moreira excelente. A faria lima e grandes familias por tras é quem manda no congresso. Tire o poder deles. Quando a selic aumenta, eles comemoram. Portanto faça a poupança ser atrativa novamente atrelando-a os titulos publicos, assim faria muita gente voltar a aplicar na poupança, dimunuindo poder de barganha de quem tem os titulos.

    O Governo atual só reage e é sempre encurralado, não lidera.

  22. Lênin and The Ulianovs

    27 de junho de 2025 7:08 am

    Capitalismo E democracia não podem coexistir.

    O capitalismo não se deixa governar.

  23. Miguel

    27 de junho de 2025 7:31 am

    Infelizmente, o governo disse a que veio e demonstrou total fraqueza logo no inicio, quando tirou a excelente Ana Mozer que participou da transição e largou até seus afazeres pessoais e colocou Fufuca no lugar. Erro de leitura total, pensando que estava em tempos de acordos parlamentares de 2003 a 2010. Isso acabou com a campanha violenta de Serra em 2010 e o inicio do golpe com Aecio questionsndo o resultado das urnas em 2014. O pior de tudo…os Barbaros chehando ainda vão colher os frutos da Reforma Tributária a ser implantada gradativamente.

  24. José de Almeida Bispo

    27 de junho de 2025 8:03 am

    Eles são golpistas; e não desistem nunca.

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