9 de junho de 2026

Comissão do Senado recebe Gabriel Galípolo, do Banco Central, nesta terça (19)

A expectativa é de que Galípolo volte a ser questionado sobre o caso do Banco Master, tema que já dominou parte de seu depoimento à CPI
Andressa Anholete/Agência Senado

Presidente do BC, Gabriel Galípolo, participa de audiência no Senado sobre atividades da autoridade monetária.
Galípolo deve responder sobre o caso Banco Master, tema que marcou seu depoimento na CPI do Crime Organizado.
Ele negou contatos impróprios com STF e detalhou fragilidade financeira do Banco Master na liquidação.

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O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, participa nesta terça-feira (19), às 10h, de audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, em cumprimento à previsão regimental que determina a apresentação periódica de relatório sobre as atividades da autoridade monetária e o desempenho da política monetária.

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A expectativa é de que Galípolo volte a ser questionado sobre o caso do Banco Master, tema que já dominou parte de seu depoimento à CPI do Crime Organizado, em abril. O presidente da CAE, senador Renan Calheiros, afirmou que a presença do chefe do BC é “muito importante”, diante das dúvidas que ainda persistem sobre a atuação da instituição na crise envolvendo o banco.

Na passagem pela CPI do Crime Organizado, Galípolo negou ter tratado do Banco Master com ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e afirmou que as conversas mantidas com o ministro Alexandre de Moraes se limitaram a temas relacionados à Lei Magnitsky e à proteção de dados bancários. O presidente do BC também relatou que a fiscalização identificou inconsistências em operações do banco e dificuldades para comprovar determinados ativos registrados pela instituição. ([VEJA][1])

Durante o depoimento, Galípolo afirmou ainda que o Banco Master enfrentava severa fragilidade de liquidez e revelou que, no momento da liquidação, a instituição tinha em caixa apenas cerca de 10% do valor necessário para honrar os CDBs que venciam naquele dia. Segundo ele, o Banco Central buscou esgotar alternativas de mercado antes de decretar a liquidação da instituição. ([VEJA][2])

O chefe do Banco Central também declarou à CPI que recebeu do presidente Luiz Inácio Lula da Silva orientação para atuar de forma técnica e “sem pirotecnia” na condução das investigações sobre o caso.

Com informações da Agência Senado, Veja e Agência Brasil

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